Archive for the 'música' Category

Eu queria ser a Lovefoxxx

+este é um post patrocinado, porém limpinho+

No mês passado foi lançado o Portal SENAI de Design, um site heterogêneo com informações sobre moda, design, arte e cultura, com iniciativas de conteúdo que vão muito além das trazidas em revistas e magazines eletrônicas. A grande prova disso é que estava passeando pelo portal e dei de cara com a gracinha do indie - my beloved darling Lovefoxxx, a líder de banda brasileira mais rox dos últimos… 20 anos? Sim, eu tô falando deles: Cí És És.

Descobri o Cansei de Ser Sexy - CSS para os íntimos ou gringos - tarde. Lucio Ribeiro sempre arranjava um jeito de falar da banda na Popload, mas eu torcia o nariz sem nem ter ouvido; a verdade é que tenho certo pré-conceito com esses lances moderninhos e prafrentex, sempre acho que não vou curtir. E não deu outra: na primeira vez que ouvi o album, detestei tudo. Achei a coisa toda meio tosca, meio infantil, meio… nonsense. Mas os caras estavam num retumbante sucesso em plena Inglaterra, meu país-parâmetro para indie rock e sons novinhos (e velhinhos também, diga-se de passagem). E a irmã de um amigo, cujo gosto musical bate certeiramente com o meu, amaaaava o CSS. Resolvi dar outra chance e, às vésperas de uma viagem a São Paulo, Cansei de Ser Sexy estava mais uma vez no meu iPod.

Foi mais ou menos como apaixonar-se por uma pessoa no metrô. Sem saber explicar como nem porquê, fiquei totalmente fissurada na música. Eu tinha dificuldades de fazer as coisas sem estar com os foninhos no ouvido. E como acontece com todos os CDs que a gente adora, a cada momento uma faixa diferente era a ‘música da minha vida’.

Além da sonoridade inovadora do CSS, o que realmente me atrai é o estilo daquela galera. A Lovefoxxx, por exemplo. Cara, que apelido é esse? É muuuuito sensacional! Dá até uma invejinha boa e uma puta vontade de ser tão original para criar um apelido ultra rox como esse para mim mesma. E a garota ainda tem aquele jeito totalmente peculiar e INCRÍVEL de se vestir, com várias sobreposições coloridas e umas roupas que eu JURO nem imaginar onde ela encontra. Eu queria me perder num brechó eighties com a Lovefoxxx. Eu queria ter a sem noçãozisse dela para fazer aqueles videos fantásticos. Eu queria ser BFF (Best Friend Forever) da Lovefoxxx. Na real, eu queria ser a Lovefoxxx. Prontofalei.

Se você ainda tá perdido sem entender o que diabos é o CSS, dá uma olhada neste video aqui, da minha música predileta ever deles. Mas tem esta nova aqui, que porra, também é MUITO IRADA.

E para saber QUEM é a Lovefoxxx, dá um pulo neste link. Na verdade, só precisaria dizer que ela foi eleita pela bíblia moderninha NME como uma das 3 personalidades mais cool do mundo inteiro. Para mim, com ou sem eleição, ela já é super sensacional ;)

Aventuras na Zona Leste, parte 1

Daí que quinta-feira eu fui a São Paulo resolver uns lances de emprego e moradia. Arranjar um apê habitável, num bairro bom e por um preço decente, na metrópole, é tão fácil quando fazer o Acosta marcar um gol de letra: leva umas três encarnações e dá muito, mas muito trampo. Tem que ter paciência monástica e um preparo físico de atleta maratonista para caminhar distâncias suficientes para chegar à lua e agüentar o confortável metrô da Sé às seis da tarde. Sério, é uma experiência de vida. Eu ficava pensando em descarrilamentos e no fato de estarmos a metros e metros da superfície, num túnel inescapável. Delícia de sensação.  

Mas teve as partes legais, bem legais. Fiquei na república do meu super master amigo Nicolas, o cara da camiseta. Ele estuda na USP Lost Leste e mora laaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah em Engenheiro Goulart. Isso é tipo em Saturno. Se for contabilizar quanto tempo desses três dias gastei dentro de metrô, trem e ônibus ou esperando por essas conduções, certeza que era suficiente para aprender outro idioma. Na próxima vez vou levar um desses métodos de ensino de línguas através de fitinhas e revistinhas toscas. Se alguém estiver em São Paulo na semana que vem e vir uma menina no metrô com fones e repetindo alto frases imbecis de francês pode ir falar com ela que serei eu.

Teve uma balada com blogueiros na quinta, a comemoração das #bodasdepixel da Marina e do Ian, laaaaaaaaaaaaah na Vila Madalena. Que em relação a Engenheiro Goulart é tipo Plutão, aquele que era planeta e agora é um coitado excluído da turma (astrônomos malvados). Não vou ficar citando os blogueiros e blogueiras presentes porque seria muita puxação de saco, mas estavam todos; pense em um que certamente ele estava. Sim, estava. Ela também. Esse chegou mais tarde. Esse foi embora cedo. Viu? Estavam todos. O mais legal foi sair da balada e comer pão com manteiga na chapa, um clássico paulista, e tomar leite gelado com ovomaltine. E esperar a estação Consolação abrir, às quatro e quarenta da manhã, para voltar para a Terr… Engenheiro Goulart. E depois pegar um ônibus. É, mano, chegar na ZL não é fácil.

Na sexta estava, além de frio, garoando - um clássico paulistano, este. Agora façam todos cara de horror. Fizeram? Ok: nesse dia fui com uns amigos do Nicolas a uma balada de pagode.

Eu avisei com antecedência para vocês fazerem cara de horror. Meu álibi é que ninguém sabia que teria pagode até entrarmos no lugar, laaah no Tatuapé. Que é tipo na Rússia em relação a Engenheiro Goulart. Fomos num trem da CPTM e eu achei o máximo, nunca tinha andado de trem. É como o metrô, mas na superfície (ahahahahahahaha adorei essa). E a balada foi bem legal. Tivemos que andar tipo uns 18 km até chegar ao lugar mas fomos tomando shots de vodca no caminho e tirando fotos engraçadíssimas. E o vocalista da banda era terrivelmente bonito e simpático, ele não tinha nenhuma daquelas características estereotipadas de pagodeiro. Bom, ele tinha uma banda de pagode, mas isso é detalhe, né gente? E se vocês vissem o Gabriel TODO O RESTO viraria um detalhe ;)

Para finalizar a noite, o Nicolas passou mal e voltou vomitando o caminho inteiro: os 18 km de caminhada que nos separavam da estação Tatuapé, o trecho no trem (sim, ele vomitou no Calmon Viana, morram de inveja) e outro trecho à pé até chegar à república. E acho que na república ele vomitou mais um pouco.

No sábado fomos ao Paca ver a estréia do Todo Poderoso. Mas esse assunto merece um post especial, que vocês verão na parte 2.

****

Dia 15 de maio, quinta-feira, é o último dia para participar da promoção Conheça a Rachel e ganhe $ 10,00. Crie um banner para o cabeçalho do blog e mande para juraski.rachel@gmail.com . As melhores peças vão para votação aberta aqui no Coisa Errada e o vencedor ganhará de minhas mãos dez reais. EM CHEQUE. É sério.

Algumas pessoas já enviaram sugestões, mas ninguém supera o Rafael Abreu, que mandou nada menos que TRÊS banners distintos. Ele deve estar muito afim de ganhar ;)

 
Textos relacionados para você ler aqui no blog, estrupício:

O dia seguinte
A Lógica do Primário
Sunday, baby

Shots

1. Corinthians só se fode, caralhoputaquepariu. Dá pra dizer que jogou mal hoje? Não. Que entrou em campo amuado, com medo do Noroeste? Não. Defesa consistente (aquela porra é a melhor do campeonato, NÃO DÁ PRA ACREDITAR NISSO), o ataque se esforçando - apesar da óbvia fragilidade - , tudo rolando. Mas esquecemos de combinar com o Noroeste. Até as sereias fizeram a parte delas.

Bosta. Restou esperar pela Copa do Brasil.

2. Sábado à noite, em Ribeirão Preto, quase fui assaltada. AGAIN. Estávamos em seis amigos no carro, indo de um bar para outro no centro da cidade. Se não é o Fer pensar muito rápido e dar uma ré de 50 metros, abrindo caminho para escapar pela rua lateral, provavelmente a coisa teria terminado bem mal.

Mais uma experiência para o Manual do Assaltado :/

3. Tava lendo ontem o blog do Gui e ele fez uma comparação interessante. Disse que em São Paulo, assim como na série Gossip Girls, tem-se o costume de chamar as pessoas por apelidos e diminutivos, mesmo quando nem se conhece a pessoa em questão. E que no Rio todo mundo se chama pelo primeiro nome, sem grandes intimidades.

Posso dar meu pitaco como moradora do interior de São Paulo. Aqui todos são conhecidos por nome e sobrenome, mesmo que seja uma combinação bastante comum, tipo José da Silva, que não distingüe o portador já que há outros trocentos iguais. Ainda assim, mesmo entre amigos falamos do Lucas Arroio, o Rodolfo Marão, a Fernanda Vasconcelos, Mariana Valle, sempre.

Interessante. E onde vocês moram, como é que funciona?

4. O Guilherme tinha recomendado que eu assistisse a Superbad e ontem finalmente baixei o torrent. Fiquei na expectativa de que fosse um bom filme, já foi dirigido pelo Seth Rogen, mesmo cara que atuou e também dirigiu Ligeiramente Grávidos que, como já comentei aqui, adoooooooooouuro. Mas o filme mais que bom: Superbad é ótimo.

Pense numa combinação dos clássicos da Sessão da Tarde Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller’s Day Off) e Sem Licença para Dirigir (meu predileto, disparado) com alguns toques de American Pie. Acrescente sacadas inteligentes e a visão adulta politicamente incorreta sobre a adolescência. De brinde o filme ainda traz três moleques excelentes fazendo os personagens principais e o próprio Seth Rogen (gordinho altamente pegável, prontofalei) no papel de um policial pateta.

Para assistir vaaaarias vezes e não enjoar.

5. É impressão minha ou o Twitter tá meio MSN, cheio de conversas paralelas que não interessam a ninguém? Que saco.

By the way, se alguém quiser me seguir estou como racheljuraski.

6. Na barra lateral do blog talvez vocês não tenham notado mas inseri novos links.

Há um botão para adicionar o Coisa Errada ao seu Favoritos do Technorati. Se você prefere um indexador nacional de blogs também pode favoritar através do Blogblogs. E ainda disponibilizei meus bookmarks do Del.ici.ous no final da barra, para quem quiser acompanhar o que eu ando lendo e selecionando na internet.

Ainda não tem conta em nenhuma desses sites? Vai lá AGORA:

http://del.icio.us/
http://www.technorati.com/
http://www.blogblogs.com.br/

Além disso, faz algum tempo que o blog tem feeds dos textos. Clique ali no ícone de Feeds e cadastre sua conta para receber as atualizações por e-mail.

A verdade é que eu mesma não uso feeds, por isso não fico recomendando veementemente. Seila, eu gosto de entrar na página dos sites e blogs e ficar na expectativa de terem postado algum texto novo. Ainda assim, a função está aí, para os aficcionados.

7. Para finalizar, a música do blog: Are you gonna be my girl?, do Jet. Enjoy ;)
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Juno é uma merda, malandro

Daí que ontem assisti ao sucesso de crítica Juno. E achei uma droga, como já era de se esperar. Esses filmes muito comentados que todo mundo adora geralmente me causam um efeito adverso. E eu juro que não é pre-conceito, não! Costumo começar o filme já gostando dele, de tanto ler e ouvir todo mundo dizendo que é ótimo, que é fofo, que a trilha sonora é sensacional, e bla bla bla. Tipo, dou o play junto com um gol de vantagem para o filme. Que, em raras exceções, perde de goleada - fora o baile.

Com Juno foi assim. Achei a personagem principal meio sonsa, meio sem arte dramática. Meio sem carisma, talvez. O que falta de expressão corporal a ela sobra em modulações da voz. A voz da guria oscila mais que rádio pirata de comunidade do Rio! Além isso, alguém disse a ela que grávidas nos últimos meses de gravidez andam de maneira tipicamente grávida. A atriz fez disso um estereótipo e a sensação que se tem ao vê-la caminhando é que a cabeça do nenê já está saindo pelo meio das pernas dela. DURANTE.TODO.O.FILME. Bizarro, cara.

A trilha sonora é ridícula. Parece soundtrack de filme infantil alternativo. Ou não, porque num filme infantil alternativo a Björk teria composto as músicas e eu gosto da Björk, ela é bem legal. E em Juno a trilha é qualquer coisa menos legal.

Não consigo nem traçar um enredo paralelo que não seja ‘garota de 16 anos fica grávida do amigo e decide dar o bebê para um casal que deseja adotar’. Fim. Aaaargh!

Só vou apontar algumas cenas que me chamaram a atenção para que os entusiastas de Juno não me crucifiquem:

- os pais dela são realmente práticos. Eu gosto de pessoas práticas, eu os invejo e admiro. Um dia vou ser uma pessoa prática. E toda a graça da vida vai desaparecer, obviamente. E ninguém mais vai ler esse blog.

- o lance da cadeira. Aquela bendita cadeira acaba acompanhando o filme do início ao fim. Costumo gostar desse tipo de marcador de enredo e temporal. O lance da cadeira foi legal.

- a cena da Jennifer Garner segurando o bebê no colo com a mãe da Juno observando do batente da porta. Achei lindo e até chorei. Viu como não sou tão insensível?

Agora me contem. Vocês viram Juno? O que acharam? Há outros filmes que todo mundo amou menos vocês?

Porque, olha, vou falar uma coisa… esse Juno deve ser pra gente mil vezes mais evoluída espiritualmente que eu. Ou para adolescentes estúpidas. Ou ambos.

update: olha aí a comprovação.

.rachel diz:
vi Juno ontem.

Jåµë§ ßønd diz:
-= Eu gostei…

Jåµë§ ßønd diz:
-= Inclusive baixei a trilha sonora.

.rachel diz:
puta merda.

.rachel diz:
EU SOU A ÚNICA PESSOA NA GALÁXIA QUE NÃO GOSTEI DE JUNO?

Cara, vou ter que assistir ao filme de novo, não é possível.

Sunday, baby

Domingo é dia para acordar tarde, mas não a ponto de perder o sol. De almoçar coisas gostosas, seja na casa da vó ou na barraquinha da feira. Dia de andar de mãos dadas, a esmo, aproveitando o ventinho e o calor. Domingo é dia de picolé de fruta, chinelo de dedo, saia de pano. Domingo é dia para levar as crianças à praça, mesmo que as crianças não sejam suas. Mesmo que elas não sejam mais crianças. É dia de passear com o cachorro. Dia de balançar na rede, preguiçosamente. De andar na praia e molhar a barra da calça. De ler um livro na calçada.

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Bom domingo para vocês.

De um dos meus pré-conceitos

Eu tinha horror a música cantada em espanhol. Não sei se por ter ouvido Shakira demais na pré-aborrescência ou talvez por aquele sotaque Julio Iglesias me lembrar um Wando ibérico; a verdade é que não sei quando nem com se desenvolveu minha birra. Mas era começar os ‘yo’ e os ‘tu’ para que as comportas das minhas reclamações fossem abertas e eu derramasse os piores impropérios contra o idioma de Evita. Aliás, aquela porcaria de filme com a Madonna mandando a Argentina não chorar por ela sempre teve lugar cativo no meu top 10 topada de dedinho do cinema mundial.

Daí que no ano passado estive por várias vezes em países da América Latina e até peguei uma ou duas baladinhas durante as viagens. Estava tudo indo bem até minha última passagem pelo México. Era um estabelecimento no esquema bar com música ao vivo, aquele tipo de lugar insuportavelmente chato e cafona em qualquer lugar do mundo, mesmo se na Europa Oriental e com sotaque croata. Gente, eu não gosto de bar com música ao vivo nem no Brasil (talvez especialmente no Brasil), mas essa balada mexicana em particular estava terrivelmente bizarra. A banda era medonha e o som estava descompensado nos agudos; assim, qualquer ‘tí’ e ‘mí’ ficava dez vezes mais insuportável. O ritmo geral misturava um mambo com rumba com samba e mais algum desses outros tipos latinos de música. E ninguém do grupo com quem estava entendia minha desanimação. Para dar uma idéia do absurdo da coisa, tome aquela novelinha estúpida Kubanakan e junte com alguma produção venezuelana de quinta categoria. Acrescente três acordes fajutos de RBD e uma estrofe do Ricky Martin. Pronto: você terá uma noção geral de como foi a minha noite.

Foi nessa viagem que percebi a força do tal do reggaetown nos países latinos. Antes de chegar ao México tinha estado na Bolívia e coincidentemente um grupo chama Calle 13 faria um show em La Paz por aqueles dias. A comoção geral foi como a da passagem do U2 pelo Brasil: gente dormindo nas filas, tiozinhos se matando por ingresso, montes e montes de reportagens imbecis e uma popularidade muito maior do que na visita do papa nazista alemão. Enfim, uma muvuca sem tamanho para um grupinho bem vagabundo – e essa afirmação vale tanto para o Calle 13 quanto para o U2. Quem se der ao trabalho de procurar por umas músicas na internet vai concordar comigo.

Mas foi no México que percebi como o reggaetown faz sucesso entre os nossos hermanos hablantes del idioma de Cervantes. Gente, assim como aqui tem balada só de hip hop e as meninas se descaderam rebolando até o chão as músicas black, lá o mesmo ocorre com o reggaetown. Que é mais ou menos um funk com hip hop com pop só que cantado em espanhol. A musiquinha mais cachorra era El teléfono, cujo o refrão fala sobre a saída que o cara arranjou para pegar a garota sem que os pais dela interferam:

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Coisa fina, né não? Pois amostras como essa só vinham para reforçar meu horror absoluto a músicas em espanhol. Daí que ontem estava pulando de blog em blog, atualizando minhas leituras depois de tanto tempo longe da internet, quando me deparei com um cantor argentino chamado Jorge Drexler.

Quem acompanha as premiações do Oscar vai se lembrar dele como o ganhador da estatueta em 2005 pela canção Al otro lado del rio – que foi desgraçadamente interpretada pelo Antonio Banderas na ocasião da festa.

E para minha satisfação, o cara é sensacional. De uma sensibilidade e delicadeza impressionantes. Minhas duas prediletas, até o momento, são Antes e Fusión:

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Mas ele tem várias outras, inclusive uma fofa com meu nome, Raquel. Para quem tem sérios pré-conceitos com a música dos hermanos, sugiro ouvir um pouquinho do Drexler antes de espalhar aos quatro ventos que as únicas coisas boas que a Argentina produz são os vinhos e as carnes.

Até porque o futebol dos caras também é um espetáculo.

update: de acordo com a Senhorita Rosa, Jorge Drexler é uruguaio, e não argentino. Hehe. Obrigada, querida!

Pós-aniversário é foda

Que fofos são vocês, estrupícios. Lotaram o blog, o orkut e até meu e-mail com mensagens de aniversário. Geral, adoreeei! Tô tentando responder a todos, talvez demore um pouquinho, não desanimem! 

Mas fato é que ontem o dia foi deveras divertido e hoje estou numa ressaca FODÁSTICA. Não vai rolar texto decente nem se o Espírito Santo aparecer aqui com duas Neosaldinas e um Gatorade. Nem se Luis Fernando Veríssimo me emprestar a musa inspiradora dele por 3 horas. Nem se o Cristiano Ronaldo me prometer umazinha caso eu consiga 40 linhas maiomeno. Nem se… enfim, vocês entenderam.

 Depois de incontáveis bebidinhas de morango com Absolut, las chicas y yo fomos a uma baladinha sertaneja. Juropordeos. Calma, não me apedrejem ainda! Era a única balada disponível e eu não queria voltar para casa tão cedo - era só uma da manhã! Então simbora dançar com a peãozada de chapéu, camisa e bota (eles, não eu, lógico), mesmo sem conhecer 80% das músicas que cantavam por lá e ainda recusando diversos convites para dançar. Sério, os cowboys realmente tiram as moças pela mãozinha e ainda agradecem ao final! Às meninas que curtem esse tipo de cavalheirismo recomendo uma visitinha a qualquer casa decente que role música sertaneja.

Não sou muito fã desse estilo, não. Mas tem essa música ae que eu acho o máximo. Velhinha, eu sei, mas só a descobri no ano passado:

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E sabem o que foi o melhor de tudo? Eu me diverti demais e isso é o que importa ;)

Analize this, dr. Freud *

Ontem, antes de dormir, estava ouvindo The Klaxons e o In Rainbows do Radiohead. Coisa de qualidade, como se pode ver.

Entretanto, quando pela manhã acordei cantando Tieta e Então é Natal da Simone, percebi que hoje seria dia de post sobre música (uótarréu se passou nos meus sonhos, afinal de contas?).

Costumo dividir as pessoas em três categorias, no tocante a gosto musical.

Há os fãs, aquele grupinho master pentelho que sabe tuuuudo sobre a banda predileta. Eles geralmente compram os CDs e DVDs originais e amaldiçoam até a quarta geração quem prefere não gastar um centavo com isso e baixar no Emule. Os fãs enlouquecem a cada apresentação de seus adorados ídolos e têm centenas de versões ‘ao vivo’ de cada bendita música. Costumam explicitar sua devoção no orkut (passions: minha família, meu cachorro e JON BON JOVI) e em blogs/fotologs (EoO AdOlO NxZeRoOoO). Nem ouse expressar uma única linha de desaprovação porque os caras sobem nas tamancas. Certa vez comentei que achava programa de índio passar hoooooras na fila, gastar os tubos e ainda ter que ouvir Bono Vox falando das criancinhas na África. Pior: ter que ouvir Bono Vox cantando! Nunca estive tão próxima da morte quanto nesse dia. Parecia que todos os seres humanos viventes eram fãs do U2, menos eu. Até de ‘ianque imperialista’ fui xingada. Cafonice, teu nome é fã.

O segundo grupo na minha classificação é composto por tipos aleatórios que se auto-definem como ‘ecléticos’: gostam de um pouco de tudo, passando pelo que há de mais pastel em termos de música. Pegue a programação de uma rádio de bairro e você terá o iPod de um aleatório típico. Adoooouuram Umbrella da Rihanna. Freqüentam baladinhas da moda e sonham em ir numa festa com o DJ Tiesto. Tomam parte de uma ou duas micaretas chinfrin e até em show de música sertaneja é possível encontrá-los. Alguns ainda gostam de dar pinta de ‘antenados’ e ‘descolados’ e botam banca bradando aos quatro ventos que adoooouuram Arctic Monkeys e Strokes, bandinhas super alternativas na sua concepção. Mas nem pense em discutir qualquer assunto menos mainstream porque eles só conhecem Fluorescent Adolescent e Last Night. Já ouvi gente assim se desculpando com um ’eu não me prendo a nomes de músicas nem rótulos’ e achando que arrasou. Estão no extremo oposto dos fãs enlouquecidos.

Cabe aqui uma dúvida. Numa batalha hipotética entre um fã do U2 e um batalhão de aleatórios, quem venceria? Façam suas apostas.

O terceiro tipo é onde me encaixo. Agrupo aqui os caras que não são fãs mas que conhecem todos os CDs das bandas que realmente curtem e conseguem indicar 4 ou 5 canções prediletas em cada um, entre mainstreams e menos conhecidas. Costumam detestar alguns estilos (eu, por exemplo, odeio com todas as forças pop melacueca e bandinhas nacionais) e são capazes de discutir familiaridades e rótulos sem se prender a eles. Aguardam ansiosamente pelo lançamento de novos albuns e shows porém não fazem disso um objetivo de vida. Têm uma visão mais morna sobre música e até meio sem sal, na visão de outros.

Isto dito, alguém por favor me indique um site com explicação para sonhos porque não agüento mais cantar ‘Tieta é a serpente que não tá no paraíso/Ela veio ao mundo pra tirar nosso juízo ’…

* O título inicialmente imaginado era ‘Chupa essa manga, dr. Freud’, mas achei meio forte demais para uma sexta-feira chuvosa. Que que cêis acham?

So rich, so pretty, so… cheap?

Vê isso ae e tenta desgrudar os olhos.

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So Rich, So Pretty - Mickey Avalon

I like a girl with caked up makeup
in the sunshine smoking cigarettes to pass the time
who wakes up to a bottle of wine
on the nightstand bites and scratches the blinds
but I ain’t found one quite right yet
so I step with pep to the park or supermarket
her apartment best be messy
and Lisa don’t mind when I call her Leslie she’s gotta
dress with class
in Jean Paul Gaultier and a Hermes bag and four inch tips made of ostrich
sharp enough to slit your wrists her lips spread gossip
won’t say sorry when she offends
she comes over to my place in her old mans benz
and gold and silver and jewels of all colors
and she doesn’t take them off when we’re tearing up
the covers

come on and get it before I change my mind
come on kid don’t waste my time
so rich, so pretty
the best piece of ass in the whole damn city
so rich, so pretty…

I like a girl who eats and brings it up
a sassy little frassy with bulimia
her best friend’s a plastic surgeon
and when her beamer’s in the shop she rolls the benz
manis and pedis on Sundays and Wednesdays
money from mommy lovely in Versace costly sprees its
on at barneys
and I love to watch her go through fifty g’s calmly
she gets naughty with her pilates body and thinks it’s
really funny when her nose goes bloody
because the blow is so yummy and it keeps her tummy
empty and makes her act more friendly dance the night
away
and she won’t say nothing when she makes your man
stray

come on and get it before I change my mind
come on kid don’t waste my time
so rich, so pretty
the best piece of ass in the whole damn city
come on and get it before I change my mind
come on kid don’t waste my time
so rich, so pretty
the best piece of ass in the whole damn city

I’ve had you come before Mickey
go get my purse Mickey
lock the door Mickey
you’re just a midnight snack
shhhh don’t talk back
you’re just a boy Mickey
you’re just a toy Mickey
you’re just a boy Mickey

come on and get it before I change my mind
come on kid don’t waste my time
so rich, so pretty
the best piece of ass in the whole damn city
come on and get it before I change my mind
come on kid don’t waste my time
so rich, so pretty
the best piece of ass in the whole damn city

Notícias que mudarão sua vida 2

A campanha Dê um pedala na Ivete registra o primeiro adepto famoso: Claudia Leitte. Tá lá no Ego, galera:

“Eu me amo demais para querer parecer com ela. Faço meu trabalho sem pensar no dela”.

Fofa, não? Muito classuda, essa Claudia. Só faltou um “bjsmeliga” no fim. 

Será que a réplica vem em ritmo de axé: “tira-o-pé-do-chã-vamo-simbora”? Se rolar luta no gel, em que você apostaria seus R$ 2,50 de troco da coxinha?

Não entendeu nada, estrupício? Clica aqui, ó.