Archive for the 'garotas/garotos' Category

Eu queria ser a Lovefoxxx

+este é um post patrocinado, porém limpinho+

No mês passado foi lançado o Portal SENAI de Design, um site heterogêneo com informações sobre moda, design, arte e cultura, com iniciativas de conteúdo que vão muito além das trazidas em revistas e magazines eletrônicas. A grande prova disso é que estava passeando pelo portal e dei de cara com a gracinha do indie - my beloved darling Lovefoxxx, a líder de banda brasileira mais rox dos últimos… 20 anos? Sim, eu tô falando deles: Cí És És.

Descobri o Cansei de Ser Sexy - CSS para os íntimos ou gringos - tarde. Lucio Ribeiro sempre arranjava um jeito de falar da banda na Popload, mas eu torcia o nariz sem nem ter ouvido; a verdade é que tenho certo pré-conceito com esses lances moderninhos e prafrentex, sempre acho que não vou curtir. E não deu outra: na primeira vez que ouvi o album, detestei tudo. Achei a coisa toda meio tosca, meio infantil, meio… nonsense. Mas os caras estavam num retumbante sucesso em plena Inglaterra, meu país-parâmetro para indie rock e sons novinhos (e velhinhos também, diga-se de passagem). E a irmã de um amigo, cujo gosto musical bate certeiramente com o meu, amaaaava o CSS. Resolvi dar outra chance e, às vésperas de uma viagem a São Paulo, Cansei de Ser Sexy estava mais uma vez no meu iPod.

Foi mais ou menos como apaixonar-se por uma pessoa no metrô. Sem saber explicar como nem porquê, fiquei totalmente fissurada na música. Eu tinha dificuldades de fazer as coisas sem estar com os foninhos no ouvido. E como acontece com todos os CDs que a gente adora, a cada momento uma faixa diferente era a ‘música da minha vida’.

Além da sonoridade inovadora do CSS, o que realmente me atrai é o estilo daquela galera. A Lovefoxxx, por exemplo. Cara, que apelido é esse? É muuuuito sensacional! Dá até uma invejinha boa e uma puta vontade de ser tão original para criar um apelido ultra rox como esse para mim mesma. E a garota ainda tem aquele jeito totalmente peculiar e INCRÍVEL de se vestir, com várias sobreposições coloridas e umas roupas que eu JURO nem imaginar onde ela encontra. Eu queria me perder num brechó eighties com a Lovefoxxx. Eu queria ter a sem noçãozisse dela para fazer aqueles videos fantásticos. Eu queria ser BFF (Best Friend Forever) da Lovefoxxx. Na real, eu queria ser a Lovefoxxx. Prontofalei.

Se você ainda tá perdido sem entender o que diabos é o CSS, dá uma olhada neste video aqui, da minha música predileta ever deles. Mas tem esta nova aqui, que porra, também é MUITO IRADA.

E para saber QUEM é a Lovefoxxx, dá um pulo neste link. Na verdade, só precisaria dizer que ela foi eleita pela bíblia moderninha NME como uma das 3 personalidades mais cool do mundo inteiro. Para mim, com ou sem eleição, ela já é super sensacional ;)

Escolha sua Maria 1

1. Maria Palheta/Baqueta

Meg White botando pra quebrar

Descrição: não importa muito o estilo musical. Para essa garota, a frase ‘tenho uma banda’ é afrodisíaca. Os olhinhos dela faíscam a cada menção que você fizer sobre shows, apresentações e repertório. É do tipo que fica na primeira fila, canta junto TODAS as músicas e dá gritinhos histéricos e assobios estridentes para todos os integrantes. Cuidado: o interesse dela é proporcional à fama do grupo; se perceber um ‘the dream is over’ pelo caminho ou época de vacas magras, desaparece mais rápido que ‘one hit only’ bands.

Vantagens: é mais empolgada que todos os integrantes juntos e sempre arruma uma caminhão de gente para comparecer aos shows, mesmo que a maior parte seja galera da família e amigos intimados sob pressão. Disponibiliza a garagem da casa para ensaios extras e ainda ajuda a carregar instrumentos e levar tudo de um lugar para outro, no melhor esquema roadie. E no período de seca arranja shows quebra-galho: batizado do sobrinho, festa de 15 anos, quermesse e churrasco da faculdade.

Desvantagens: esperta, a Maria Palheta conhece muito bem a concorrência e, ciumenta, não desgruda do pretê em nenhum momento. Se escolher uma Maria Palheta, dê adeus aos casinhos com groupies, sexo selvagem e drogas: ela tentará de todas as maneiras mudar seu estilo de vida rebelde. Vide Jim e Pam Morrison, Lennon e Yoko, Pitty e o carinha do NX Zero.

Xaveco campeão: ‘Tenho uns convites para a festa em que a minha banda vai tocar. Tá afim?’

 

2. Maria Tatame

Kyra Gracie, mexe com ela não

Descrição: a Maria Tatame seleciona os alvos por meio de medições à distância de tríceps e orelhas de couve-flor; quanto mais ‘batata’ for o músculo do cara ou quanto pior estiver sua orelha, maiores as chances de se interesse. Ela tende a mirar graduações mais altas – de preferência, só os preta –, mas se avaliar que um faixa azul tem bom potencial, é capaz de investir por meses a fio. Pode ser encontrada em competições e academias de jiu jitsu, judô e vale tudo, seja treinando, seja só observando. Adora um kimono e no sexo prefere ficar por baixo. E levar uns bons puxões de cabelo, claro.

Vantagem: ela SEMPRE vai te incentivar a ir aos treinos e lutas e ainda ajudar a fazer compressas de gelo, drenar a orelha de couve-flor e botar o kimono suado para secar. Quando rolar competição, fará questão de mudar todo o cardápio do mês para ajudar você a perder peso rápido e nem vai se importar (muito) com sua irritação depois das bombas de hormônio de cavalo.

Desvantagem: ela quer ver o lutador dela vencendo todas. Se começar a arregar nos treinos ou perder competições, ela muda de tatame mais rápido do que você dá um mata-leão.

Xaveco campeão: ‘Esse treino de armlock destruiu meu braço. Quer me ajudar com um gelo no ombro?’

 

3. Maria Chuteira

Eu mesma, malandro!

Descrição: diferentemente do que se imagina, o universo das Marias Chuteira não se restringe apenas a jogadores; há muitas que se interessam pelo esporte e fazem dele seu truque para atrair presas. A Maria Chuteira de verdade adora futebol e usa daquela conversa de bar sobre meia-atacantes e a seleção de 82 para chamar atenção. Informada, ela pode dizer a escalação do Flamengo para o jogo do dia seguinte antes mesma de ter sido divulgada para a imprensa. É do tipo que prefere ver um joguinho da série C do Paraibano do que um seriado da Warner. Coleciona camisas de times e países do mundo todo e tem mais ciúmes delas que do namorado.

Vantagem: você pode fazer sexo e ligar a TV logo em seguida para ver o finzinho de Holanda e Alemanha pelo Mundial de Juniores que ela não vai reclamar. Ao contrário: se você não quiser assistir, aí sim tem reclamação. Nunca vai se opor a um futebolzinho com a galera no sábado nem à sua ida ao estádio. Não fará perguntas estúpidas sobre impedimento nem fará planos para a quarta à noite, Dia Mundial do Futebol na TV.

Desvantagem: se vocês torcerem para times rivais, fodeu. Vai ser briga atrás de briga, provocação atrás de provocação. E se ela for melhor jogadora que você… é capaz dos seus amigos de time te deixarem no banco e botarem a garota como titular.

Xaveco campeão: ‘Ronaldinho Gaúcho é só fita. Driblar beque grosso do Getafe qualquer um dribla. Quero ver meter entre as canetas do Cannavarro!’

GENTE, NÃO ACABOU!!

A segunda parte deste texto sai na sexta-feira. Outras 3 Marias para você escolher ;)

Top 10 #santinhas do pau oco

Se tem um tipinho de garota que me irrita profundamente é o das #santinhas do pau oco: girls que eram tremendamente porra loucas e que, de uma hora para outra, foram possuídas pelo espírito da Madre Teresa de Calcutá. E, para irritação máxima do universo que as rodeia, viraram modelo de conduta para a sociedade. Tipo aquela sua prima, que no passado nem tão distante portava uma venerável lista de peguetes mais longa que jornal de domingo e agora, noiva do filho de um deputado, largou a vida de pecado e só fala no bendito casamento. Mas nem tente mencionar as sete doenças sexualmente transmissíveis que ela teve; é capaz da garota desmentir na cara lavada. Ou aquela colega de faculdade que vivia na balada, pegava geral meninos E meninas, apareceu nas fotos da formatura descabelada e com o vestido sujo de vômito. Mas aí passou por duas clínicas de reabilitação e renegou o histórico para todo o sempre. Há quem diga que ela sofreu uma lavagem cerebral durante a internação na última clínica, mas podem ser só boatos.

É claro que a gente acredita em transformação pessoal. People can change, right? Mas nós estamos falando das #santinhas do pau oco e essas garotas não mudam, babe. Elas apenas entram num estado intermediário de hibernação, enquanto a gente fica de fora, só observando, na expectativa pelo grande retorno. E com a promoção da Axe, Fernanda ’Fake-Doll’ Pineda e eu nos sentimos na obrigação de relembrar as #santinhas do pau oco mais conhecidas. Estamos ansiosas pela liberação dessas senhoras e senhoritas ae:

6. Angelina Jolie

Só porque ela se casou com o Brad Pitt e resolveu criar a família Benneton, com todas as raças existentes no planeta, não significa que deixou de ser a garota interrompida do passado. A doida gostava de se cortar com facas e lâminas, foi casada com o Billy Bob Thorton e teve mais casos lésbicos que heterossexuais.

Mrs. Pitt

Girl, desencana dessa vidinha dona-de-casa/esposa, vai! Tá certo que o maridón ajuda, mas a gente prefere você no antigo wild style!

7. Hannah Montana

Hannah Montana é o personagem da garota Miley Cyrus, de 15 aninhos, num seriado Disney que faz um sucesso escandaloso. Ok, e o que há de pau oco nisso? Bom… todo mundo conhece a fama das garotas Disney, certo? Britney Spears, Christina Aguilera, Lindsay Lohan, todas elas participaram de programas e seriados e, não muito tempo depois, desembestaram para o living la vida loca. Baby Miley segue o mesmo caminho. Andou fazendo umas fotinhos zéguizis que vazaram para a internet e agora ta todo mundo na contagem regressiva: quando ela ficará amiga da Paris Hilton e começará a freqüentar baladas de Vegas?

AhahahaHannah

8. Ana Maria Braga

Não se deixe enganar pelo programa matinal para donas-de-casa que ela apresenta na Globo. Nem pela data de nascimento que aparece no Google (algum dia lá em 1949). Essa senhoouura ae se casou com um hombre 20 anos mais novo, saiu botando silicone em todas as partes do corpo e não demora muito deve aparecer de madrinha da bateria em algum desfile de escola de samba. Obviamente trajando uma indumentária mínima e sensual. Heh.

Senhôura Ana Maria

Aninha, honey, aparece ae pra gente tomar umas together, ok?

9. Sandy

Ela sempre foi e será, ainda por muito tempo, a encarnação da honra e dos bons costumes. Sandy é a virtude em pessoa, quem pode negar? De casamento marcado com aquele viadinho namoradinho de sempre, ela jura que é virgem. Algumas revistas garantem que a moça tá é grávida, mas sempre dá pra ficar grávida e continuar virgem, né, gente? A Bíblia tá ae para não nos deixar mentir.

Sandy eca

Coitada. Só consigo pensar no tempo que tá perdendo.

10. Fernanda Pineda

Boys, take care. Tá vendo essa carinha? Esse olhar doce? Tuuudo fake, rapaz, é só pra te enganar. Sabe qual um dos livros prediletos da moça? ‘Bonitinha, mas ordinária’, do mestre Nelson Rodrigues. Num tá achando que é só coincidência, né?

Miss Pineda

Fernanda, darling… arrasemos por ae. Beijosmeliga.

Quer ver com que #santinhas do pau oco essa lista começa? Vai lá no blog Fake-Doll da Fernanda e dá uma olhada.

Fucking dia dos namorados

Ok, ok, eu tava indo bem. Sério, este ano eu tava indo realmente bem. Nem prestei atenção nas propagandas na tv, as vitrines cheias de coração não me afligiam, os planos de casais conhecidos nem chegaram ao meu conhecimento. Mas aí tive que escrever um texto justamente sobre o Dia dos Namorados (e aqui vai com maiúsculas, porque é um dia tão desgraçadamente odiado por mim que merece atenção de data especial) e pronto. Me pus a pensar no bendito 12 de junho como se realmente fosse um caso de vida ou morte.

A coisa toda começa em abril. Por alguma coincidência irônica do destino, acabo me lembrando que o tal dia está chegando. E começo a fazer as contas de quanto tempo ainda me resta para arranjar um namorado a tempo passar a data acompanhada - não sozinha, ao menos. Eu sei, é RIDÍCULO. E saber o quão imbecil sou por toda essa linha de raciocínio me deixa ainda mais culpada. Terrivelmente culpada, diga-se. Eu meio que não admito nem para mim mesma, tem noção? Isso deve ser doença, certeza. Se algum psiquiatra ou terapeuta ler esse texto, se compadecer do caso e quiser patrocinar o tratamento, eu super topo. Só por favor nada de eletrochoques ou lobotomia - todas as outras bizarrices da minha personalidade meio que me agradam deveras.

Voltando ao assunto. Nos anos anteriores, rolava sempre uma depressão. Eu me preparava psicologicamente para enfrentar os casais imbecis que encontraria no caminho, os comentários das amigas comprometidas, as hordas de entregadores de flores e as propagandas clichês de motel, rede de perfumaria, restaurante e celular que invadem a vida do tranqüilo consumidor nessa época do ano. E eu juro: por mais que me esforçasse, nunca dava certo. Mantinha aquela pose de ‘foda-se’, mas tudo o que eu queria era alguém para lembrar de mim e de quem lembrar quando o despertador tocasse acusando a temida manhã do dia 12 de junho.

O pior ano foi quando teimei em ir ao cinema do shopping em plena noite dos namorados. Cara, eu sou mesmo muito descompensada. Aquilo me abalou mais que a morte da minha pet. Cheguei em casa com o coração em frangalhos, parecia que todos os caras de quem tinha gostado no universo haviam me dado um pé na bunda simultâneo. Chorei duas piscinas olímpicas de lágrimas, comi um pacote de meio quilo de sonho de valsa e dormi com os olhos inchados. Sozinha, lógico. Prometi que nunca mais faria essa merda.

E este ano, como comentei, tava indo bem. Até 15 minutos atrás. Tipo que já sei que quinta-feira não vou querer levantar da cama. Mas essa maldita sensação de ‘unfit’ vai passar, tenho certeza. Tem que passar. Até lá vou aceitando sugestões. O que vocês fazem para fugir desse tipo de data criada pelo demo?

E não, propostas de namoro de última hora não serão aceitas como sugestão. A não ser que seu primeiro nome seja Colin e o último Farrel ;)

 

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Minha experiência de quase morte com o Corinthians

Daí que ontem eu fui ao Morumbi ver o baile corinthiano nos coitadinhos do Sport. Porque… alguém ae tinha dúvidas? Mas não quero falar do jogo em si; sobre isso os estrupícios podem ler no Lance ou discutir com o tiozinho no metrô. Quero contar que ontem euquasemorrijuropordeos.

Sério, gente. Foi tenso. Primeiro porque NUNCA que só tinha 64 mil torcedores no estádio, tinha muito mais que isso. A arquibancada azul, onde fiquei, estava superlotada e mal cabia todo mundo. A cada gol que a galera pulava em comemoração, eu ficava paralisada de medo de ser empurrada e ir parar no meio do gramado. Entendam: eu estava sensibilizada com o rolo todo na entrada do jogo. Aí sim, foi assustador.

Fico só um pouquinho ansiosa em jogos do Corinthians. Quero ir para o estádio com umas 3 horas de antecedência e subir para a aquibancada assim que os portões são abertos. Minha meta, em toda bendita vez que vou ao estádio ver o Timão, é ficar rouca antes mesmo da partida começar, berrando nos momentos pré-jogo. Além disso, tenho um medo patológico de muvucas e confusões em que fico cercada de gente por todos os lados. Deve ser culpa da minha mãe, ela sempre me incutiu medo de aglomerações em que não se tem para onde correr.

E ontem eu sabia que seria complicado de entrar. Muita gente junta, muita emoção pelo jogo, muita chance de dar merda. Insisti com todos os meus amigos para subirmos para a arquibancada com ao menos uma hora de antecedência, mas ninguém me ouviu. Resultado: vinte minutos antes do jogo, estava espremida pela massa humana que tentava passar pelo minúsculo portão de acesso à azul do Morumbi. Tipo, não é que o portão seja tão pequeno assim, porém na situação de ontem ele era insuficiente. Sabe aqueles depoimentos de gente que foi pisoteada pela multidão em show lotado ou casos de pessoas que morreram esmagadas contra portões e muros depois de uma confusão muito grande? A cada movimentação da galera que eu via os portões laterais se aproximarem lembrava da minha mãe maledizendo minha mania de ver o Corinthians no estádio. É impressionante a força que centenas de corpos anônimos podem fazer nas suas costelas até o ponto de que respirar se torna um luxo. Foi aterrorizante, porém rápido. Em pouco mais de 10 minutos de martírio consegui entrar e me posicionar para assistir ao jogo, que começou segundos depois. 

O mais engraçado era a galera na fila da revista gritando ‘ATRASA, NOVELA!’, numa tentativa de pedir aos deuses noveleiros que esticassem o folhetim da Globo por mais alguns minutos e dar tempo de todo mundo entrar antes do início da partida.

Por falar em revista, tenho montes de reclamações contra a atitude dos policiais no estádio. Pude comprovar porque neguinho tem tanto ódio de gambé nessas situações. Em todos os momentos que presenciei alguma ação policial, era com violência injustificada e muito mais atrapalhando que ajudando a geral. Tive a nítida impressão de que se deixassem os torcedores próprios se organizarem tanto saída quando entrada teriam sido mais tranqüilas.

No fim, o Corinthians venceu bem, Dentinho desencantou e estamos com uma mão na taça. Foi a primeira final a que assisti em estádio e creio que, apesar dos percalços, toparia ver outra. Para torcedores fanáticos, não há sensação que se compare a ver seu time jogar bem e ganhar um final em casa cheia. Mas é programa para fortes. Tem que se munir de muita coragem e alguma sorte. E entrar cedo, para evitar problemas ;)

 

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Filosofia a la Morumbi(cha)

Celular movido a álcool

E daí que no seu bota-fora você entra naquele conhecido nível etílico que dá margem a telefonemas perigosos. Aquele momento da noite entre a terceira e quarta capirosca de morango com kiwi em que você decide que não quer ir embora da cidade sem se despedir de ao menos metade dos nomes masculinos que constam da agenda do seu celular. Mesmo daqueles que moram em outro estado. Mesmo daqueles que nem se lembram do seu nome. Mesmo dos que são comprometidos  Mesmo daquele que você jurou e prometeu a si mesma e mais a umas 12 amigas que nunca mais ligaria. Pois é. Você liga até para esse infeliz. E todas as garotas na mesa, de repente, não vêem nenhum problema em você torrar milhares de créditos só para informar metade da cidade - ‘ex-cidade!’ você diz, uma oitava acima do que manda o bom senso e o horário - que você está de partida para nunca mais voltar (essa parte é mentira, mas é pra ficar dramático). Lógico, elas estão muito além da sua inocente quarta capirosca e TAMBÉM estão queimando os dedos nas teclinhas do telefone.

Celular na mão de bêbados e alterados é arma, já dizia a clichê comunidade do orkut. Foi uma das garotas da mesa catar o bendito aparelho e disparar mensagens a deos sabe quem que todas as outras imitaram o perigoso gesto. E a obsessão atinge níveis graves: para garantir que não ficariam sem resposta, todas as presentes enviaram mensagens a vários destinatários distintos e torpedos dos mais variados teores. Minutos depois montes de apitos e musiquinhas soavam; eram as respostas chegando. Olhinhos brilhantes, sorrisos de Mona Lisa e alguns ‘filho da puta!’ pululavam entre as reações.

Eu mesma odeio telefonemas ébrios no meio da madrugada e caras semi-desconhecidos que repentinamente descobrem que não podem mais viver sem mim - para no dia seguinte se arrependerem de tudo aquilo que vagamente se lembram. Ou que os amigos lembram a eles e de solitário só lhes sobra o arrependimento mesmo.

Pior que esse tipo de comportamento pode trazer conseqüências perigosas. Certa vez estava tendo um rolo com um cara que namorava. A coisa ia super bem só por mensagem de celular, tudo combinadinho, nenhum passo em falso, sensacional. Até o precioso dia em que a infeliz da garota resolveu fuçar no celular do rapaz enquanto o malandro dormia. E vocês sabem: quem procura, acha. Esperto, ele geralmente apagava todas as mensagens assim que as recebia, mas nesse dia tinha sobrado uma. Nada muito comprometedor, mas gerou uma discussão monstra entre eles e uma desconfiança hard a partir de então. Tivemos que tomar muito mais cuidado e isso aumentou consideravelmente a tensão dos encontros. E, portanto, se tornaram cada vez melhores, como podem imaginar

Tem ainda aqueles ignorantes que resolvem ligar no meio do show pra tu curtir a ’sonzeira animal, velho!’ Porra, a merda do celular não tem sistema surround, estrupício, não tem MANEIRA DECENTE de que o seu interlocutor aproveite as incríveis qualidades sonoras do lugar onde você está. Para ele só vai restar a gritaria e o barulho ensurdecedores.

Eu poderia ficar mais uns 15 parágrafos maledizendo 90% dos usuários de celulares; dá para lembrar de dezenas de qualidades inconvenientes que somos obrigados a suportar pelo bem da diplomacia e amizade. Tipo a minha mãe, que não saca que algumas ligações são apenas para dar um recadinho rápido e fica de papo furado estendendo a conversa por intermináveis e caros minutos. Ou um amigo que acha que celular é como MSN e gosta de detalhes e minúcias de assuntos em torpedos.

Essas são as merdas do celular. Devia ser obrigatório apresentar teste psicotécnico para comprar o aparelho. E fazer um teste do bafômetro antes de usar.

E se você curtiu este texto, tem este aqui da Senhorita Rosa que está ainda mais sensacional.

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Beber, cair e levantar
‘Não sou legal, eu tô te dando mole’
O dia seguinte

Considerações de (sobre) uma ex-virgem

Minha amiga Dani finalmente deixou de ser virgem. Digo finalmente porque ela tem 24 anos e se preparava para o ato há um bom tempo. Não que não encontrasse nenhum cara disposto a fazer o silviço. Pelo contrário; ela é linda e muitos foram os mancebos que apareceram no pedaço mais que entusiasmados com a idéia. O problema da Dani é aquele mesmo que habita o cérebro de milhares e milhares de moças quando o assunto é sexo: a nóia - apelido carinhoso da paranóia.

Nóia, queridos, muita e muita nóia. Daquela que surge do nada e vai crescendo como uma erva daninha, sem chamar atenção nem consumir noites em claro. A praga, porém, se transforma numa planta carnívora abominável que traga pensamentos, idéias, razão e força de vontade até o limite do possível. Há, obviamente, as guriazinhas sem muito tutano que na primeira oportunidade, lá pelos 13, 14 ou, no máximo, 15 anos cedem a um moleque qualquer nas escadas do prédio ou no banco de trás do carro do pai do imbecil. Este tipinho é o mesmo que logo engravidará e casará com o idiota semeador, para ambos criarem a prole catarrenta e sofrerem as conseqüências da falta de camisinha para o resto da vida.

Mas não é esse naipe de garota que viraria post no blog. Falo das moças como a Dani, que apesar de terem todo o contexto certo e tradicional para a encaçapada (namorado firme de vários anos, pílula anticoncepcional, juízo e consentimento racional) seguem naquela dificuldade tipicamente feminina de dar logo duma vez. Tudo por culpa da nóia.

O primeiro dilema é escolher o cara certo. Porque veja só, o problema não é que ele será eternamente lembrado e por isso tem que ser um cara que valha a pena figurar em nossas memórias! Não! O xis da questão é que ele tem que ser ultra compreensivo e, se possível, carinhoso, lógico. Tem que entender que mesmo com a calcinha já na altura dos joelhos pode ser que a menina mude de idéia, resolva botar toda a roupa e se embrulhar no edredon, sem ofertar nem o buraco da orelha. Ou que ela talvez morra de vergonha e queira fazer tudo com a luz apagada, no mais completo breu. Ou decida que vai dar logo e que ‘por favor, seja rápido’. Ela pode gritar. Chorar. Ficar com cara de muito arrependimento depois. Enfim, qualquer coisa pode acontecer e toda reação é imprevisível. Já soube de amigas que tinham aquela atitude de bem-resolvidas e cabeça-fresca e que na hora H só faltou chamarem a mamãe. O pobre escolhido terá que enfrentar tudo isso e saber de antemão que o tropeço é em razão da nóia que acompanha todo o processo.

Meninos, relaxem, a culpa não é de vocês. Pensem no computador mais foda já criado, capaz de realizar trocentas bilhões de trilhões de operações por segundo. Naquele momento em que vocês tentam abrir nosso sutiã enquanto com a outra mão vasculham a carteira em busca de camisinha, nossos pobres neurônios estão trabalhando mais que os bytes do super computador. Centenas de pensamentos vagam quase desconexos e seguir uma linha de raciocínio é impossível. Entretanto, o top 5 das mais comuns a martelarem nosso raciocínio são, em ordem:

1 - Será que eu deixo?

2 - O que minha família pensaria de mim?

3 - O que ele vai pensar de mim?

4 - O que eu faço agora?

5 - O que ele vai fazer agora?

Lógico que isso não serve para tooooodas as mulheres do universo no momento do sexo; só para as que estão começando a trilhar o caminho. Depois de alguma experiência e aprendizado, a lista fica mais ou menos assim:

1 - …

2 - Assim não…

3 - Assim…

4 - Caralhoputaquepariu, dá pra ir mais rápido com essa camisinha?

5 - Amanhã preciso mandar lavar o carro, tá imundo. E ir ao supermercado, não tem mais nada em casa. Será que tinha detergente na lista?

Enfim, a coisa toda melhora. Ou não. Uma coisa é certa: no início é tudo muuuuuuuuuuito mais difícil. Não só o sexo em si, mas até os amassos são cheios de dúvidas e pensamentos martirizantes.

Afinal, há muita coisa em jogo. A tal da culpa é a principal. Realize: antes ela era virgem, como provavelmente qualquer pai prefere acreditar mesmo que a filha tenha 56 anos. Há toda uma carga envolvendo família, religião, sociedade, estereótipos, valores e costumes que pesam sobre os ombros dela. Lidar com isso não é tarefa das mais fáceis e pode levar certo tempo para que ela própria aceite sua nova condição: de não-virgem. E perceba que não há grandes mudanças em torno disso.

Outro pilar fundamental é a bendita aceitação do próprio corpo. Uma guria que se ache linda, gostosa, se sinta bem de biquíni ou calcinha e sutiã talvez tenha menos trabalho para se despir. Afinal, ela sabe que é linda! Mas como uma mulher que se acha feia, que enxerga vários defeitos escandalosos em si própria, conseguirá ficar nua na frente de um homem? E se for um homem de quem ela goste, ainda por cima? Por isso tantas e tantas mantém o quarto na escuridão total. A moça dificilmente aproveitará os carinhos e as brincadeiras do sexo (para não dizer o clímax), já que não se sente confortável com a aparência e silhueta.

Para as feministas que acreditam piamente que os tabus do sexo para as mulheres já foram derrubados, aconselho a observarem as garotas em idade sexual sem o véu de idealismos e falsas atitudes. Não são apenas as garotas que gostam de sexo e não são (muito) encanadas com o assunto que sofrem com rótulos. Há milhões de outras que, apesar de pílulas, camisinhas e todo o discurso demagogo sobre liberdade sexual ainda são constantemente atormentadas por ela, a nóia, num auto-bullying perverso.

Por isso fico muito feliz pela minha amiga Dani. Mais que deixar de ser virgem, ela venceu uma competição travada contra si própria. E a partir de agora, tudo tende a melhorar ;)

A excelente versão masculina dessas mesmas filosofagens tá no Controle Remoto Blog, do super companheiro de baladas e de madrugadas no MSN, Felipe Neto.

 

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Eu prefiro jogar gamão!
Dia do que, mesmo?
Everyday I love you less and less
Ogros e ogrices

Superstição masculina

nicolas; diz:
to mto supersticioso
nicolas; diz:
escrevi certo? hahaha
.racHELL diz:
sim.
.racHELL diz:
HAHAHAHAH
.racHELL diz:
pq?
nicolas; diz:
queria colocar uma camiseta hj, mas eu só me fodo com ela
.racHELL diz:
EU SEI COMO É ISSO!
.racHELL diz:
EU TINHA UMA BLUSA ASSIM!
nicolas; diz:
caracaaa serio?
.racHELL diz:
mas aí ela foi totalmente benzida qdo peguei o melhor cara da minha vida com ela.
nicolas; diz:
¬¬’
nicolas; diz:
fala serio
eu fui assaltado, tomei um soco e uma mina terminou cmg
nicolas; diz:
com essa camiseta
.racHELL diz:
caralho
.racHELL diz:
rasga ela.
.racHELL diz:
AHAHAHAHAHAHAHAH
nicolas; diz:
vou tirar foto e te mandar… é uma camiseta tao legal hahaha
.racHELL diz:
então, vai lá, usa e dps me conta.
nicolas; diz:
eu nao vou usar
.racHELL diz:
ahahahaha
nicolas; diz:
vai que eu tomo O toco hj
nicolas; diz:
hahahah
.racHELL diz:
ahahaha isso é foda msm.
.racHELL diz:
eu costumo ficar mal com tocos.
nicolas; diz:
o foda é que essa camiseta cairia bem hj
.racHELL diz:
CARALHO
.racHELL diz:

.racHELL diz:
COM
.racHELL diz:
A
.racHELL diz:
CAMISETA!
nicolas; diz:
porra, eu vou me fuder em alguma coisa
.racHELL diz:
ahahaha rlx
.racHELL diz:
putz, recebi aqui. legalzaça!
nicolas; diz:
dahora né
.racHELL diz:
sim
nicolas; diz:
tenho medo de arriscar
nicolas; diz:
hahahaha
.racHELL diz:
ahahaha
.racHELL diz:
VELHO!
.racHELL diz:
CE TEM QUE USAR ELA EM ALGUM MOMENTO!
nicolas; diz:
nao necessariamente
nicolas; diz:
o foda é que ela eh a melhor pra hj
nicolas; diz:
se eu nao achar uma foda aqui, preta tbm
.racHELL diz:
nicolas. deu. chega dessa indecisão.
nicolas; diz:
ACHEI A CAMISA DO CORINTHIANSSSS
nicolas; diz:
PORRAAAA
nicolas; diz:
fodaaa, a polo de 76
.racHELL diz:
ce vai com uma camisa do corinthians na balada?
nicolas; diz:
é uma polo comemorativa da invasao
nicolas; diz:
o foda é que é do corinthians
nicolas; diz:
hahaha
.racHELL diz:
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
nicolas; diz:
merda.
nicolas; diz:
vou me fuder hj
.racHELL diz:
AHAHAHAHAHAHAHAHAHA
nicolas; diz:
caralho, to nervoso
.racHELL diz:
NICOLAS. CHEGA. ATÉ EU CANSEI DISSO.
nicolas; diz:
se eu nao achar essa camiseta que eu to te falando… vou ficar mto puto
nicolas; diz:
voumefuder, prontofalei.
nicolas; diz:
decidi, ok.
nicolas; diz:
qqr coisa coloco a culpa em vc
.racHELL diz:
ok, eu topo levar a culpa. contanto q vc pare de me atormentar com essa dúvida bendita.
nicolas; diz:
nao achei aquela…
era uma preta mto klaxons
.racHELL diz:
uiaaa
.racHELL diz:
klaxons é massa
nicolas; diz:
pronto, parei.
conformado.
.racHELL diz:
ufa.
.racHELL diz:
finally!
nicolas; diz:
porra, to estranho… acho que a camisa zicada nem ficou tao boa…
nicolas; diz:
hahahaha
.racHELL diz:
CÊ TÁ ME ZUANDO, NÉ?

****

No fim o Nicolas FOI com a camiseta. E conseguiu uma proeza: tomou um toco mas depois pegou a menina. Tipo, a mesma garota, sacou? É, estranhíssimo, eu sei. E me presenteou com essa peça típica de indecisão masculina, para provar que não é só a gente que olha o guarda-roupa cheio e diz ‘não vou. Não tenho roupa.’

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#meuprimeirobeijo

Meu primeiro beijo aconteceu perto do dia das crianças, não sei exatamente se no dia anterior ou no seguinte. Eu tinha 12 anos e estava passando o feriado na cidade da minha avó. Tinha ido ao clube com meus primos e estávamos tirando os times para jogar futebol. Era só eu de garota mas eles não costumavam se importar. Não que eu fosse boa; sempre fui um fiasco no futebol e na faculdade só quando jogava como goleira era minimamente passável. Mas sabe, né? Menina de fora, magrinha, cabelo claro… eu tinha todos os argumentos para convencer até os menos cristãos à idéia de me deixarem entrar em campo.

Não lembro de muitos lances dos jogos em si, mas lembro que um amigo do meu primo Henrique ficou na equipe adversária e que eu tinha achado ele interessante. Tínhamos a mesma altura e a mesma idade, mas ele era bem mais magro. Aos doze anos os moleques são magros esqueléticos ou gordinhos com banhas de pneu, não há meio termo. Já as meninas são todas feiosas e desengonçadas, é um padrão que aparece aos nove anos e permanece até os 14. Pode reparar, não há garota que se salve nessa faixa etária.

Lembro que marquei um gol. Todo mundo deve ter marcado uns quatro ou cinco, e eu consegui a proeza de marcar um único gol. Fiquei feliz com o saldo, comemorei subindo no alambrado, toda pinta de jogador profissional quando quer fazer média com a torcida. No fim de um dos jogos deixei todo mundo sair correndo para o bebedouro e fui ficando para trás. O Henrique me acompanhou e aproveitei a brecha para perguntar a ele sobre o amigo magrelão - vamos chamá-lo de André. Acho que disse que tinha gostado dele, ou algo parecido. Atentem para o detalhe: eu nem sabia o nome do pequeno cidadão. Eu nunca tinha ouvido a voz dele. Mas já tava gostando, dá para crer?

Depois, muitos anos mais tarde, descobri que os dois eram os melhores amigos do mundo, aliás, são amigos até hoje. Isso explica como, naquele mesmo dia, o André soube que a prima do Henrique tava afim dele. Nem preciso dizer que morri de vergonha, né? Mais vergonha ainda tive quando o cara deu um jeito de ficarmos sozinhos para perguntar se eu queria ficar com ele.

Gente, um pânico incontrolável me dominou naquele instante. Deve ter sido um dos momentos mais aflitivos da minha vida. Eu queria, mas parecia errado. Tipo um daqueles erros terríveis que a gente sabe que vai se arrepender dele para o resto da vida. Fiquei com a mão gelada, o coração batendo pesado, vontade de vomitar, tudo. Era como morrer devagarinho. E tudo isso só para responder a pergunta! Um universo de coisas e gentes (o que a minha mãe ia pensar se descobrisse?) passavam pela minha cabeça naqueles poucos segundos entre a pergunta e a minha resposta. Que foi, como vocês imaginam, ’sim’. 

Fomos para os fundos do ginásio, onde guardavam umas cadeiras velhas e todo o tipo de quinquilharias cobertas de pó. Tenho certeza que estava com cara de boi quando vai para o matadouro. Ou com cara de choro. Não lembro se rolou alguma conversa, só do moleque me abraçando e dos nossos dentes batendo desencontradamente. Na confusão do momento, não sabia se fechava os olhos ou abria a boca e onde pôr as mãos. Mas foi tudo rápido, bem rápido: o tempo suficiente para perceber que não gostava NADA daquilo de beijar na boca e fugir correndo do lugar.

Talvez só eu não tenha gostado da experiência, porque o André fez o possível e o impossível para pegar meu telefone e endereço com o Henrique e mandou várias cartinhas apaixonadas, que iam diretamente para o lixo - logo depois de lidas e relidas com as amigas, claro. Fiquei meio que traumatizada por oito meses, com aquele arrependimento de ter gasto o primeiro beijo com um menino de quem nem gostava, mas também aliviada de ter terminado com aquilo. Durante a adolescência era quase um crime nunca ter beijado na boca e os pobres BVs (vocês sabem o que significa) eram humilhados e discriminados por todo mundo. Com aquele momento de ousadia no dia das crianças, eu estava entrando na adolescência sem essa pendência, pelo menos.

Acho que essas primeiras vezes nunca são muito boas para ninguém. É difícil conter a explosiva mistura de ansiedade, vontade e vergonha, e ainda lidar bem com a pressão que amigos fazem. E acredito que foi bom não ter tido meu primeiro beijo com um cara de quem gostava. Eu teria ficado irremediavelmente apaixonada, como aconteceu com o segundo cara. E teria invariavelmente tomado um pé na bunda, como aconteceu com o segundo cara. Mas isso é história para outro post.

Ooo lá em casa! 4 - Matt Damon, Brad Pitt e George Clooney

Life

is full

 

 

 

 

 

 

 

of difficult choices.

Certeza que as estrupíciAs nem leram minha frase inspiradora… ;)