Archive for the 'CARALHOPUTAQPARIU' Category

Medinhos medonhos 1

Eu sempre fui super impressionável; quando era pequena não podia nem passar na frente da prateleira de filmes de terror na locadora que já sentia as mãos frias e o coração acelerado. Os títulos, as capas, era tudo MUITO apavorante. Eu passava por eles meio que olhando para o chão, para os lados, tentando não prestar atenção naquilo tudo. Meu medo quase fóbico tinha uns toques masoquistas, também: eu acabava lendo a sinopse no verso de uma ou outra capa realmente tétrica. E ficava com aquilo na cabeça por vários dias. Na real, não sei porque fazia isso. Era tipo uma curiosidade mórbida, bizarra. Da porra do ‘Hellraiser’, por exemplo, com sua cara cheia de alfinetes medonhos, nunca consegui me livrar totalmente e ainda fico meio arrepiada quando lembro da imagem. E eu NUNCA o assisti, é claro.

O problema é que essa condição não mudou com o tempo: até hoje eu fujo de filmes com capetas, cabeças cortadas, sessões de tortura, possessões malévolas, fumaças estranhas, vampiros, bruxas, zumbis, seres do limbo, gosmas e etcéteras. Chega a ser engraçado me acompanhar durante cenas com um pouquinhos mais de suspense. Invariavelmente eu me escondo atrás de uma almofada ou blusa de frio e, nos momentos escabrosos MESMO, chego ao cúmulo de tapar os ouvidos, no melhor estilo ‘não vejo, não ouço, não estou aqui’. Olha que mico. Eu tenho 25 anos, porra! Quando é que isso vai passar?

Lembro de quando vi ‘A Bruxa de Blair’ no cinema, com toda aquela atmosfera de documentário que criaram para a porra do filme. Tive que sair da sala e tomar água, dar uma passeada pelo cinema, me acalmar. E depois ainda fiquei umas quatro noites sem dormir direito. Mas sabe o que é pior? Eu NÃO aprendo.

Anos depois, lá vou eu no cinema assistir, por livre e espontânea vontade, ‘O Exorcismo de Emily Rose’. Caralhoputaquepariu. É a típica historiazinha de possessão, com demônios, padres e coisas estranhas que acontecem e ninguém explica. Mas sabe o que fode com quaquer racionalidade que eu tente ter? Aquela sentença que o cinema adoouura: ‘baseado em fatos reais’. ‘Baseado em fatos reais’ FODE com a minha imaginação. Porque aí eu não posso me agarrar ao mantra dos medrosos em filmes de terror - isso não existe, isso não existe. Porque EXISTE, sacou? E a minha criatividade masoquista vai looonge, looooonge… e a insônia de tensão vi batendo recordes sucessivos.

Por isso, por favor, não me convidem para filminhos tétricos, mesmo dos mais leves. Nem para aqueles de suspense sagüinolentos com gente despedaçada. Na verdade, só me chamem para desenhos animados com finais felizes, tipo ‘A Pequena Sereia’. Que, aliás, dentre os da Disney é o meu predileto ;)

 

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Celular movido a álcool
A Lógica do Primário
Dia do que, mesmo?

A. Entrevista. Do. Ano.

Tirem as crianças de perto do computador. Mãe, pare agora de ler o blog e vá procurar por algum site de cerâmica artesanal. Estrupícios que estiverem no trabalho, guardem o link para ler apenas em casa, porque…

SAIU MINHA ENTREVISTA PARA O ATO OU EFEITO!! E NA CATEGORIA ‘BLOGUEIRAS MAIS MACHO QUE VOCÊ’!!

Tá muuuuuito legal. Me diverti horrores conversando com as criaturas do limbo Théo e Atttyllaaahh Cyllennye e ainda tive a máxima honra de ficar amiga de MSN da Bel, minha ídola blogueira. E tirei uma onda com o Morróida, coisa sempre sensacional.

Prêmio para quem conseguir contabilizar quantas vezes a palavra ‘dildo’ foi usada e quantas piadas de conotação anal-sexual fizemos.

Vão ler a entrevista NOW!

ps: o vencedor da promo de Hancock foi o Gabriel Tonobohn, que queria ter o poder de coçar as orelhas sem ninguém perceber:

‘Ok, meu superpoder deve ser o mais bizarro..

Queria ter o poder de coçar as minhas orelhas sem ninguém perceber. Geralmente quando faço isso com a ponta de lapiseira o pessoal olha feio. Eu também olharia.

Aliás, outro superpoder relacionado as minhas orelhas (eu não tenho fetiche por orelhas!) seria poder fechá-las e ficar surdo, assim como fazemos com os olhos. Eu até aposentaria meu IPod e minha viagem no trem seria muito mais prazerosa.’

Cineminha hoje, hein Gabriel?

Na semana que vem vai rolar a promo interna mais sensacionalmente INCRÍVEL dos últimos tempos. Fiquem ligadas, queridas crianças estrupícias.

Promoção e pra mocinha: que tal um filme na quinta-feira?

Manja quando o chuveiro tá com a chave de temperatura posicionada em FRIA e tu tenta mudar pra QUENTE pisando no chão molhado descalço e meio bêbado/de ressaca/com sono? Manja quando tu faz isso, leva um choque do caralho, grita o FILHODAPUTA mais alto da sua vida e ainda cai de costas no chão? E que no tombo tu bate a cabeça na beirada da pia e racha um pedaço da cerâmica? E racha ainda um pedaço do seu coco? E que tudo isso acontece no aniversário da sua mãe, que fica possessa por ter que trocar a pia, consertar a resistência do chuveiro E te levar pro hospital para dar uns pontos na cabeça? Pois é. E tu só queria tomar um banho quente, porra.

Com o coitado do Hancock é a mesma coisa. O cara era um puta herói massa, cheio dos superpoderes, mas sempre que tentava salvar alguém ou ajudar a cidade, uns lances davam errado e tipo que todo mundo botava a culpa nele e ele se fudia grandão. Tipo você, seu coco e o chuveiro, saca? Mas com você é real e isso ae que eu contei é só parte da sinopse de um filme, que começa a passar nesta sexta-feira. Entretanto, alguns estrupícios do mundo poderão ver a pré-estréia nesta quinta-feira. Eu, inclusive. E você, inclusive, se participar da promo.

Eu disse PROMOOOOO!!!

Na real, isso aqui tá com mais oferta que vendinha falida de bairro, hein? Daqui a pouco vou botar minha mãe minha irmã meu pai minha camisa do Corinthians na segundona a prêmio. Dessa vez, no entanto, fica só um ingresso ir ao cinema na minha adorável e ilustre companhia. E sem agarramento no escuro, já aviso.

Como diria o Faustão naqueles sorteios estúpidos, ‘para participar, é fácil’! Você só tem que recortar 4351456 códigos de barra de qualquer… opa, não! Para participar você só tem que deixar um comentário dizendo que superpoder gostaria de ter e como ajudaria a humanidade o próprio rabo se o tivesse. Ok? Fácil, fácil. Até o meio-dia de quinta, dia 03 de julho, escolho um leitor para me acompanhar.

Não esqueça: você tem que morar em São Paulo, afinal o cinema fica aqui (der!). E deixe um e-mail válido para que eu possa entrar em contato contigo.

E larga mão de tentar mudar a chave de temperatura do chuveiro estando descalço. Toma banho gelado/fervendo que é mais seguro.

Promo Brastemp: estrupício na cozinha

Qualquer estrupício mais ou menos freqüente aqui sabe que se alguém depender das minhas habilidades culinárias para sobreviver, fodeu. Pode encomendar o caixão e fazer os planos para o funeral porque cozinha + panelas + receitas e euzinha aqui não habitamos o mesmo universo. Consegui atingir um estágio do nirvana food delivery que nem dá mais vergonha dizer que não, não manjo absolutamente nada de fritar bife, fazer arroz e cozinhar feijão. Se não rola um disk qualquer coisa, apelo pros pacotes de Ruffles sabor churrasco e booua, já tô feliz. Ao menos essa é uma vantagem de quem não dá pitaco nenhum em gastronomia: a gente se contenta com qualquer coisa e vocês nunca me verão reclamando de quem cozinhou. Ainda tiro a mesa, lavo a louça e dou beijinho de agradecimento, tá?

Enfim. Toda essa história para introduzir (heh) a SUPER MEGA GIANT PROMOÇÃO BRASTEMP. Agora ficou interessado, né estrupício palhaço? É, eu também. Vamos, então, fazer uma propagandinha primeiro. Mas é uma propagandinha do bem, pega leve, vai.

Nas últimas campanhas, a Brastemp tem explorado a idéia de Lado B do consumidor. Que tudo na vida e todo mundo nesse mundo tem um lado B e que é essa faceta que dá graça ao resto. Tipo eu: você me acha uma insana com um tempo do caralho pra ficar atualizando essa bagaça, quando na verdade eu sou uma mega empresária do petróleo, tenho 4 filhos e gosto de jogar golfe aos finais de semana. Ok, é mentira, mas eu também tenho meu lado B. Que acho que todo mundo conhece, já que é meio lado A…

Enfim. Tá muito confuso. Mas para a Brastemp não. Tanto que de 12 a 29 de junho ela realiza o BGourmet, um evento que reúne decoração, arquitetura, design, gastronomia e os últimos lançamentos da marca. Em espaços decorativos no Atrium do Shopping Morumbi foram criadas misturas visuais inusitadas que podem, talvez, ser encontradas na capital paulista (eu juro pelo Corinthians na segunda divisão que FUI EU quem escrevi esse parágrafo LINDO). Os decoradores convidados pela Brastemp instalaram ambientes utilizando aqueles produtos sensacionais de edição limitada que custam uma fortuna e a fazem a gente babar, tipo esse loft ‘chef francês que mora no Morumbi e é louco por tequila’ (eu juro que esse nome é invenção da Brastemp):

Amei essa combinação de preto com amarelo. E tem também essa cozinha da ‘italiana passista que mora na Freguesia do Ó’ (os caras que inventaram esses nomes tem muuuuita imaginação):

Gente, pode mandar entregar qualquer uma dessas cozinhas fodas aqui em casa. Vão combinar super bem com a minha pessoa. E no evento, além disso tudo ainda rolam aulas de gastronomia e desgutações abertas ao público. E é aí que entra a promo que tá te matando de curiosidade, estrupício querido.

Rola assim: a Brastemp convidou 10 blogueiros para uma aula de culinária no espaço BGourmet no dia 27 de junho, sexta-feira. Vão rolar dicas com chefs, comidinhas e bebidinhas gratuitasss. E não só isso: cada convidado poderá levar um leitor do blog para participar do evento e ficar lá pentelhando todo mundo e tirando foto com os blogueiros famosos. E NÃO É SÓ ISSO: serão sorteados 2 Bratemp Eggo, um para blogueiro e um para leitor (cansei de escrever ‘blogueiro’ e ‘leitor’, putaquepariu). Olha só que coisinha tchutchuca:

O Eggo é uma mini-lavadora de roupas delicadas. Tem um lance de higienização com ozônio, não sei quantos enxagües e eu queria uma desde quando lançaram. Por que? Oras, porque é lindo, porque é design e porque vai ser sensacional para lavar a minha lingerie (favor não ter pensamentos impuros para com a minha lingerie. Obrigada). Se o infeliz do ganhador não quiser, pode me dar que ficarei ETERNAMENTE GRATA.

‘E como eu faço para participar, caralho?’, deve estar se perguntando o curioso estrupício. Super fácil, criatura: escreva aí nos comments alguma história sua em que tentou se aventurar na cozinha e causou um desastre de saúde pública uma disenteria coletiva uma bagunça intragável. Ou, caso você seja extremamente bem-dotado (heh) de habilidades culinárias, imagine que tipo de jantar você prepararia para mim, com entrada, pratos principais e sobremesa. Qualquer estrupício que lê o blog sabe exatamente o que eu não como nem por decreto - e não, eu não estou falando no sentido sexual. Na quinta-feira dia 26 à tarde escolherei o sortudo ou a sortuda que terá a inenarrável honra de ir ao evento com a galera.

Por favor: não lotem minha caixa de e-mails com pedidos de ‘leva eu!’; humilhe-se publicamente e use a caixa de comentários do blog para isso. Segundo: preencha o comentário com um e-mail válido, para que eu possa entrar em contato.

Ok?

ps 1: Blogs participantes: Chiqueiro Chique; Enloucrescendo; Não 2, Não 1; Meu Veneno e outros aí que ainda não postaram ;)

ps 2: COMENTÁRIOS TOTALMENTE EXCELENTES!

ps 3: NÃO SE ESQUEÇAM DE VOTAR NO NOVO HEADER PARA O COISA ERRADA!

 

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Gourmet
Como fazer um jantar a dois dar errado

E não me mandem contar carneiros!

A maldita insônia não faz a menor cerimônia: sem pedir nem comunicar, ela chega, se instala e altera sua agenda do dia inteiro. Não há remédio milagroso que a convença a ir embora nem chazinho da vovó que consiga vencê-la. É o tipo de situação irritante em que o máximo que se pode fazer é rezar para que as horas passem depressa ou que Telecine esteja exibindo algum filme que você ainda não tenha visto.

O pior de tudo é que ela não se anuncia nem requer motivo racional para aparecer. Claro, para a maioria das pessoas, preocupações com saúde, dinheiro, provas finais da faculdade, menstruação atrasada e a escalação do Dunga para o jogo contra a Argentina são razões mais que compreensíveis para uma insônia módulo hard sem qualquer previsão de término. Duas jarras de café e um litro de coca tomados depois das seis da tarde também, em geral, fodem com o sono de qualquer cristão - e dão uma puta vontade de mijar o resto da semana. Mas há outros momentos em que simplesmente NÃO DÁ PARA ENTENDER a fuga do sono. O filhodaputa desaparece tipo namorado depois de ouvir um ‘você me acha gorda?’ da excelentíssima senhora. E então vem aquele conhecido processo enlouquecedor que já vitimou qualquer pessoa no universo conhecido e adjacências.

O cara se prepara para dormir. Tá mental e/ou fisicamente cansado, precisando de umas horas de botão off no cérebro. Mas é deitar na cama que CLICK!, um curto circuito monstro ferra com todas as conexões neuronais e, ao invés de desligar, a porra toda fica superaquecida e passa a funcionar em ritmo carnavalesco. Toda uma bateria de escola de samba começa a batucar na cabeça do coitado insone e os minutos se esticam mais que aqueles últimos do segundo tempo quando seu time tá na frente por 1×0.

Aí a cama fica muito quente. Depois muito fria. O travesseiro atrapalha. Dá sede. E vontade de ir no banheiro. E tome controle remoto zunindo, todos os 600 canais da cabo girando, girando. E dá-lhe internet, e-mails, twitter, aquele monte de site que não deu tempo de ler durante o dia, as músicas todas para baixar e até a atualização do blog. Para a grande maioria, porém, oos períodos de insônia são totalmente improdutivos: além do cidadão não conseguir se concentrar em porra nenhuma porque fica lutando para dormir, quando amanhece ele tá cansado demais e não trabalha direito. Enfim, é uma merda.

Essa droga me acompanha desde os 10 anos. Eu NÃO CONSEGUIA dormir, era incrível; e no dia seguinte ficava pooodre de sono. Depois de grande, lembro de uma semana que foi particularmente pesada na faculdade e em que eu não dormia. Por quase dez dias mal e mal fechava os olhos por uma ou duas horas por noite. Quando finalmente consegui relaxar e pegar no sono, dormi 27 horas quase ininterruptas. E acordei totalmente perdida: não sabia se era sábado ou domingo, 6 da tarde ou da manhã.

E agora olha ela aqui de novo! Minha velha conhecida insônia. 2h40 da manhã e eu aqui, de moleton e meias, postando. Eu juro que não tomei café hoje, mãe. E quase nada de coca. É un-fucking-believable que ainda esteja acordada. Torçam por mim. 

 

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Como escolher sua festa no carnaval

Street food

Sabem aquelas reportagens manjadíssimas que mostram São Paulo como a capital da gastronomia mundial, com takes feitos no Figueira Rubaiyat, em restaurantes de comida tai e indiana e mais um monte de clichês toscos? Pois eu pude comprovar, como nova moradora da paulicéia, o qualéqueé da cidade: aqui tem muito rango distinto para agradar a todos os paladares. Especialmente pelas ruas e calçadas.

Dia desses, por exemplo, dei de cara com um tiozinho vendendo pamonha. Como boa garota nascida no interiorrrr do estado, não resisti e comprei logo duas, doce e salgada. E estavam sensacionais, na real! Muitíssimo bem feitas, naquele estilo caseiro de fazenda mesmo, bem baratas e bem fornidas. Me fartei de pamonha em plena capitarrrr.

Mas há, é óbvio, opções mais internacionais, como os vendedores de yakisoba que atravancam a Paulista. As carnes, os legumes e o macarrão ficam em potinhos conservados na agradável temperatura ambiente, e entre um wok e outro das porções rola no máximo uma agüinha de origem totalmente desconhecida para lavar os instrumentos. O esquema é não olhar muito nem perguntar =D

Há ainda toda uma cultura de comida de porta de estádio, como já tinham comentado num outro post. Churrasquinhos dos mais variados, dogs completíssimos, lanches com nomes que começam com ‘X’ e terminam com ‘tudo’, porções mil e porcarias de todos os tipos.

De manhã cedo você pode traçar o tradicionalíssimo e paulista combinado de pão com manteiga na chapa e café com leite numa padoca de esquina ou no caminho para o trabalho mesmo. Carrinhos de todos os estilos oferecem a dupla dinâmica matinal perto de pontos de ônibus e estações do metrô por preços pra lá de módicos.

Se a sua vontade, porém, é por algo mais regionalista, São Paulo tem ainda as famosas tapiocas, com todos os sabores imagináveis, e os pedacinhos de coco cobertos com calda de açúcar - não faço idéia do nome oficial disso, eu sempre chamei simplesmente de ‘coquinho’. Quentinhos são uma delícia.

Entretanto, os mais simbólicos serão sempre o pastel de feira e o churrasco grego. Para quem não conhece o segundo, é um rolete com carnes das mais variadas procedências e teores calóricos. Algumas fatias são cortadas e ensaduichadas pelo pão. O cheiro é bem gostoso, mas nunca tive coragem de experimentar. Já o pastel, gosto tanto que virei expert: o segredo é escolher pela cor do óleo da fritura: quanto mais escuro, mais gostoso :P  

E agora o último lançamento da cidade que combina toda e qualquer gastronomia no mesmo trecho de 100 metros de calçada: é possível encontrar porções individuais de batata frita carregadas na maionese em qualquer, eu disse QUALQUER esquina movimentada de São Paulo. A quantidade varia conforme o bolso do cliente: tem de dois, três e cinco reais, e as pessoas, sem qualquer pudor ou inibição, adentram em seus ônibus e metrôs degustando a iguaria e empesteando o arredor com aquele aroma de cozinha do McDonalds.

Fala se não é gastronomia completa para ninguém reclamar? ;)

 
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Considerações de (sobre) uma ex-virgem

Minha amiga Dani finalmente deixou de ser virgem. Digo finalmente porque ela tem 24 anos e se preparava para o ato há um bom tempo. Não que não encontrasse nenhum cara disposto a fazer o silviço. Pelo contrário; ela é linda e muitos foram os mancebos que apareceram no pedaço mais que entusiasmados com a idéia. O problema da Dani é aquele mesmo que habita o cérebro de milhares e milhares de moças quando o assunto é sexo: a nóia - apelido carinhoso da paranóia.

Nóia, queridos, muita e muita nóia. Daquela que surge do nada e vai crescendo como uma erva daninha, sem chamar atenção nem consumir noites em claro. A praga, porém, se transforma numa planta carnívora abominável que traga pensamentos, idéias, razão e força de vontade até o limite do possível. Há, obviamente, as guriazinhas sem muito tutano que na primeira oportunidade, lá pelos 13, 14 ou, no máximo, 15 anos cedem a um moleque qualquer nas escadas do prédio ou no banco de trás do carro do pai do imbecil. Este tipinho é o mesmo que logo engravidará e casará com o idiota semeador, para ambos criarem a prole catarrenta e sofrerem as conseqüências da falta de camisinha para o resto da vida.

Mas não é esse naipe de garota que viraria post no blog. Falo das moças como a Dani, que apesar de terem todo o contexto certo e tradicional para a encaçapada (namorado firme de vários anos, pílula anticoncepcional, juízo e consentimento racional) seguem naquela dificuldade tipicamente feminina de dar logo duma vez. Tudo por culpa da nóia.

O primeiro dilema é escolher o cara certo. Porque veja só, o problema não é que ele será eternamente lembrado e por isso tem que ser um cara que valha a pena figurar em nossas memórias! Não! O xis da questão é que ele tem que ser ultra compreensivo e, se possível, carinhoso, lógico. Tem que entender que mesmo com a calcinha já na altura dos joelhos pode ser que a menina mude de idéia, resolva botar toda a roupa e se embrulhar no edredon, sem ofertar nem o buraco da orelha. Ou que ela talvez morra de vergonha e queira fazer tudo com a luz apagada, no mais completo breu. Ou decida que vai dar logo e que ‘por favor, seja rápido’. Ela pode gritar. Chorar. Ficar com cara de muito arrependimento depois. Enfim, qualquer coisa pode acontecer e toda reação é imprevisível. Já soube de amigas que tinham aquela atitude de bem-resolvidas e cabeça-fresca e que na hora H só faltou chamarem a mamãe. O pobre escolhido terá que enfrentar tudo isso e saber de antemão que o tropeço é em razão da nóia que acompanha todo o processo.

Meninos, relaxem, a culpa não é de vocês. Pensem no computador mais foda já criado, capaz de realizar trocentas bilhões de trilhões de operações por segundo. Naquele momento em que vocês tentam abrir nosso sutiã enquanto com a outra mão vasculham a carteira em busca de camisinha, nossos pobres neurônios estão trabalhando mais que os bytes do super computador. Centenas de pensamentos vagam quase desconexos e seguir uma linha de raciocínio é impossível. Entretanto, o top 5 das mais comuns a martelarem nosso raciocínio são, em ordem:

1 - Será que eu deixo?

2 - O que minha família pensaria de mim?

3 - O que ele vai pensar de mim?

4 - O que eu faço agora?

5 - O que ele vai fazer agora?

Lógico que isso não serve para tooooodas as mulheres do universo no momento do sexo; só para as que estão começando a trilhar o caminho. Depois de alguma experiência e aprendizado, a lista fica mais ou menos assim:

1 - …

2 - Assim não…

3 - Assim…

4 - Caralhoputaquepariu, dá pra ir mais rápido com essa camisinha?

5 - Amanhã preciso mandar lavar o carro, tá imundo. E ir ao supermercado, não tem mais nada em casa. Será que tinha detergente na lista?

Enfim, a coisa toda melhora. Ou não. Uma coisa é certa: no início é tudo muuuuuuuuuuito mais difícil. Não só o sexo em si, mas até os amassos são cheios de dúvidas e pensamentos martirizantes.

Afinal, há muita coisa em jogo. A tal da culpa é a principal. Realize: antes ela era virgem, como provavelmente qualquer pai prefere acreditar mesmo que a filha tenha 56 anos. Há toda uma carga envolvendo família, religião, sociedade, estereótipos, valores e costumes que pesam sobre os ombros dela. Lidar com isso não é tarefa das mais fáceis e pode levar certo tempo para que ela própria aceite sua nova condição: de não-virgem. E perceba que não há grandes mudanças em torno disso.

Outro pilar fundamental é a bendita aceitação do próprio corpo. Uma guria que se ache linda, gostosa, se sinta bem de biquíni ou calcinha e sutiã talvez tenha menos trabalho para se despir. Afinal, ela sabe que é linda! Mas como uma mulher que se acha feia, que enxerga vários defeitos escandalosos em si própria, conseguirá ficar nua na frente de um homem? E se for um homem de quem ela goste, ainda por cima? Por isso tantas e tantas mantém o quarto na escuridão total. A moça dificilmente aproveitará os carinhos e as brincadeiras do sexo (para não dizer o clímax), já que não se sente confortável com a aparência e silhueta.

Para as feministas que acreditam piamente que os tabus do sexo para as mulheres já foram derrubados, aconselho a observarem as garotas em idade sexual sem o véu de idealismos e falsas atitudes. Não são apenas as garotas que gostam de sexo e não são (muito) encanadas com o assunto que sofrem com rótulos. Há milhões de outras que, apesar de pílulas, camisinhas e todo o discurso demagogo sobre liberdade sexual ainda são constantemente atormentadas por ela, a nóia, num auto-bullying perverso.

Por isso fico muito feliz pela minha amiga Dani. Mais que deixar de ser virgem, ela venceu uma competição travada contra si própria. E a partir de agora, tudo tende a melhorar ;)

A excelente versão masculina dessas mesmas filosofagens tá no Controle Remoto Blog, do super companheiro de baladas e de madrugadas no MSN, Felipe Neto.

 

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Ogros e ogrices

A eternidade de dez dias úteis

Se eu fosse dar um conselho útil para os leitores estrupícios do Coisa Errada seria NUNCA PERCA O CARTÃO DO BANCO. Sua vida vira de cabeça para baixo e tudo, eu disse TUDO fica um pouquinho mais difícil. Eu perdi o meu há exatos 16 dias e ainda estou comendo o pão que o diabo amassou.

Na segunda-feira depois do feriado de 21 de abril fui ao banco sacar um dinheiro e, na confusão de bolsa, chaves do carro, cédulas e carteira, larguei o cartão lá.

Ok, chega de gargalhadas. Vocês têm que se compadecer da minha história!

Dei falta dele já na quarta-feira e liguei à central pedindo para cancelar aquele e me mandar um novo. Que, segundo o mocinho mal-educado do atendimento, ficaria pronto em 10 dias úteis. DEZ DIAS ÚTEIS. Isso é mais ou menos o tempo que leva para um recém-nascido aprender a andar e enfiar um dedo na tomada. Isso é mais que muitos relacionamentos da minha irmã duraram. É mais do que deos levou para criar a Terra e tudo o que existe nela. É bem mais que… enfim, vocês entenderam que é muito tempo.

Pior é que eu já tava viciada em cartão de banco. Nunca tinha dinheiro na carteira, pagava tudo fazendo débito na conta - convenhamos: muito mais prático e cômodo. E agora tá um puta transtorno: para sacar uma grana, preciso ir na boca do caixa, lá dentro da agência, ficar na fila e tudo. Além da paciência de Jó, tenho que lembrar sempre que o horário de funcionamento deles é das 11 às 16 horas e que se ficar sem dinheiro à noite, só no dia seguinte. ÀS ONZE HORAS DA MANHÃ!

E como teve o bendito feriado de 1º de Maio, ainda não recebi o cartão. O que era uma experiência meio chata tá se tornando num PÉ NO SACO de tamanho monumental. Ao menos não garfaram nada da minha conta. Imagina além de tudo isso ainda ser roubada e ficar (mais) pobre? o.O

Então, queridos estrupícios, guardem bem a porra do cartão do banco. Mesmo quando bêbados na balada, mesmo quando estiverem na casa da alma gêmea tirando a calça apressadamente, cuidado com a porra do cartão do banco. Ele quebra muitos galhos, mas também pode dar uma dor de cabeça dos infernos.

 

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Porque você tem que detestar o inverno assim como eu

Gente, começou a época do ano que eu mais sofro. Não, não é com a proximidade do Dia dos Namorados, seus estrupícios malvados, é com o inverno. Ok, eu sei que ainda estamos no outono; meu problema é, na verdade, com o frio.

Por mais que eu tente, não consigo me adaptar muito bem aos dias frios. Meus pés ficam gelados agora e só vão esquentar de novo lá para agosto, setembro. É uma calamidade. Não tem romatismo que resista a pés gelados, you know. No fundo acho que a minha incompetência em arranjar um namorado até o dia 12 de junho é culpa única e exclusiva desse frio bizarro que chega agora. Eu arranjo o cara no verão, daí meus pés de morto espantam ele em maio ahahahahahahaha

Vocês tem que se lembrar que eu venho da cidade mais quente do estado de São Paulo, onde no verão temos 45ºC sem muito alarde. Tô acostumada a passar protetor solar para ficar em casa, a fazer festas na piscina e a comprar shorts e sandálias. Onde nasci o inverno dura pouquíssimo, tipo quatro ou cinco dias no máximo. Por isso fico tão desconfortável com qualquer massa de ar polar vinda da Argentina.

Tudo no inverno é muito pior ou mais difícil, por exemplo:

1. tomar banho é um tormento.
Tudo bem que um monte de água quentinha é uma delícia, mas e a porcaria do chão gelado? Além de levar uns bons minutos até que tenha se aquecido debaixo do chuveiro, aquele piso frio é fatal para ganhar uma boa dor na costas e arrepiar até o último cabelo da nuca.
E dá uma preuiça monstra sair da água quente-fervente e se enfiar na toalha gelada…

2. acordar cedo é um tipo de tortura física, além de mental.
Levantar pela manhã é horrível em qualquer época do ano, mas no inverno é bem pior. Além dos dias estarem curtos e o sol levar muuuuuuuuuuuito mais tempo para aparecer, pular fora das cobertas quentinhas e do quarto aquecido para encarar água gelada e vento frio é MUITO triste. As segundas-feiras ficam um pouco piores no inverno.

3. todo mundo fica gripado.
Coriza, nariz vermelho, dor de garganta, de cabeça, mal estar… precisa de mais motivo?

4. peso extra de inverno.
Quem é que não ganha uns bons quilos a mais por culpa dos caminhões de fondue de queijo, chocolate quente e festa junina cheia de coisas gostosas? Para agravar o efeito roliço, é terrivelmente difícil malhar no inverno, já que a academia fica gelada e os cobertores super convidativos ;)

5. todo mundo resolve ir pra Campos do Jordão passar frio. E ainda acham que isso é programa decente!
É aquela época cafona em que Campos fica lotada e a Caras monta um lounge por lá. E aí as celebridades podem posar para fotos com casacos de couro que saem do armário uma vez no ano e cachecóis poeirentos. E lareiras fumacentas que nunca funcionam 100%.

6. as tvs só falam de ‘mínimas’ e ‘massas de ar polar’.
E prevêem a famosa neve anual em São Joaquim, fazendo a cidade ficar cheia de turistas bregas ansiosos para brincar naquele gelinho sujo que insistem em chamar de ‘neve’. Sorry, pessoal de São Joaquim.

Alguém ae tá ansioso aguardando o próximo feriado para ir para Campos ou pela primeira neve do ano em Santa Catarina?

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A partir de agora, ao final de cada novo texto vocês verão links para textos com temas similares e que já foram publicados pelo blog. Entendam como um convite explícito para peças anteriores do Coisa Errada e para o arquivo que contém muitas outras coisas erradas ;)

ps 1: a promoção Conheça a Rachel e ganhe $ 10,00 está se aproximando da data limite, 15 de maio. Já está participando, estrupício? Crie um banner para o blog e envie para o e-mail juraski.rachel@gmail.com Se escolhido, você ganha cheque no valor de 10 conto com a MINHA assinatura e, se morar em São Paulo, entregarei pessoalmente seu prêmio!

ps 2: já assinou nosso feed para receber as atualizações do blog por e-mail? Assina já, estrupício palhaço.

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Life

is full

 

 

 

 

 

 

 

of difficult choices.

Certeza que as estrupíciAs nem leram minha frase inspiradora… ;)