Monthly Archive for Junho, 2008

O vencedor da Promo de Brastemp e minha futura entrevista no AOE

Queridas crianças estrupícias, é uma da manhã de um dia gelado e eu estou aqui postando para vocês. Sabem aqueles comentários que nego adooouura me deixar, tipo ‘Rachel, o blog é sensacional, estou viciada’ e ‘não consegui parar até ler o arquivo completo’? Pois é, acho que a viciada e incontrolável aqui sou eu. Porque se estivesse em sã consciência e realmente preocupada com o MEU próprio bem estar - como qualquer pessoa compreensivelmente selfish de 25 anos -, eu deveria estar numa balada, me embebedando com glória para trabalhar de ressaca amanhã. Ou na cama, para trabalhar descansada e competentemente amanhã (não riam). Mas não. Eu estou blogando. Para VOCÊS. A que ponto chegamos, hein?

Pior: já na segunda-feira eu tinha ficado até altas horas da madrugada perdendo meu precioso tempo dando uma entrevista aos imbecis do Ato ou Efeito. Quando eles entrevistaram o Guilherme da Papo de Homem, ainda não sei bem como mas fiz uma participação especial na entrevista. Aliás, eu, Fabião Morróida e Melo Verdade Absoluta, olha que galhofa. Não satisfeitos com aqueles poucos momentos, as criaturas do limbo Théo e Atyllah me convidaram para uma entrevista solo posterior e eu - burra, muito burra - topei. Essa foi a parte 1 do arrependimento. A parte 2 virá quando a bendita entrevista for publicada: meio que ficou ‘tirem as crianças da sala’. Sério, mãe, não leia a entrevista. Para o seu e o meu - especialmente o meu - bem.

Isso tudo é para dizer que logo virá outra entrevista com a minha pessoa para vocês lerem, estrupícios. E vocês lerão SIM.

Amanhã tem o evento BGourmet da promoção Brastemp e na semana que vem eu conto como foi e se ganhei meu querido Eggo (ainda tô devendo um post sobre o evento de LG, que foi sensacional; deve sair neste final de semana). Adooouurei todos os comentários, as histórias horripilantes (Fernando Tucori, que que foi aquilo, menino? o.O) e cada sugestão de cardápio para um jantar especial, mas foi o menu piauiense do Pedro Jansen, do blog Ai, doutor, que dor!, que me ganhou por completo:

“vamos ao menu do requintado jantar oferecido à senhorita, totalmente piauiense…

entrada
para abrir o jantar, nada melhor que um creme de abóbora com carne seca e desfiada e folhas de rúcula

pratos principais
1o prato: paçoca salgada [carne seca assada pilada com farinha];
2o prato: frango caipira assado, temperado com laranja e noz moscada.
3o prato: costela de gado assada com mel

para acompanhar: arroz branco com milho verde e cenoura
para beber: suco de caju e de carambola

sobremesa
para fechar o jantar com chave de ouro, doce de mamão verde com coco babaçu ralado e cravim

para beber: cajuína [um processado de caju, doce e refrescante]
para degustar: licor de bacuri

acho que é “só” isso. jantar digno de passar dias sonhando com as texturas e os diversos sabores. =] ”

Gente, babei tipo uma piscina olímpica. Pratos mexicanos, japas e nordestinos me ganham fááááácil. E vocês, do que gostam mais?

ps: como tem link nesse texto :/

 

Textos relacionados para você ler aqui no blog, estrupício:

Movimento Blog Voluntário - 5 dicas mastar importantes (mentiraaaa)
Oito coisas que você deve fazer antes de morrer
MINHA entrevista. Sério mesmo!

Promo Brastemp: estrupício na cozinha

Qualquer estrupício mais ou menos freqüente aqui sabe que se alguém depender das minhas habilidades culinárias para sobreviver, fodeu. Pode encomendar o caixão e fazer os planos para o funeral porque cozinha + panelas + receitas e euzinha aqui não habitamos o mesmo universo. Consegui atingir um estágio do nirvana food delivery que nem dá mais vergonha dizer que não, não manjo absolutamente nada de fritar bife, fazer arroz e cozinhar feijão. Se não rola um disk qualquer coisa, apelo pros pacotes de Ruffles sabor churrasco e booua, já tô feliz. Ao menos essa é uma vantagem de quem não dá pitaco nenhum em gastronomia: a gente se contenta com qualquer coisa e vocês nunca me verão reclamando de quem cozinhou. Ainda tiro a mesa, lavo a louça e dou beijinho de agradecimento, tá?

Enfim. Toda essa história para introduzir (heh) a SUPER MEGA GIANT PROMOÇÃO BRASTEMP. Agora ficou interessado, né estrupício palhaço? É, eu também. Vamos, então, fazer uma propagandinha primeiro. Mas é uma propagandinha do bem, pega leve, vai.

Nas últimas campanhas, a Brastemp tem explorado a idéia de Lado B do consumidor. Que tudo na vida e todo mundo nesse mundo tem um lado B e que é essa faceta que dá graça ao resto. Tipo eu: você me acha uma insana com um tempo do caralho pra ficar atualizando essa bagaça, quando na verdade eu sou uma mega empresária do petróleo, tenho 4 filhos e gosto de jogar golfe aos finais de semana. Ok, é mentira, mas eu também tenho meu lado B. Que acho que todo mundo conhece, já que é meio lado A…

Enfim. Tá muito confuso. Mas para a Brastemp não. Tanto que de 12 a 29 de junho ela realiza o BGourmet, um evento que reúne decoração, arquitetura, design, gastronomia e os últimos lançamentos da marca. Em espaços decorativos no Atrium do Shopping Morumbi foram criadas misturas visuais inusitadas que podem, talvez, ser encontradas na capital paulista (eu juro pelo Corinthians na segunda divisão que FUI EU quem escrevi esse parágrafo LINDO). Os decoradores convidados pela Brastemp instalaram ambientes utilizando aqueles produtos sensacionais de edição limitada que custam uma fortuna e a fazem a gente babar, tipo esse loft ‘chef francês que mora no Morumbi e é louco por tequila’ (eu juro que esse nome é invenção da Brastemp):

Amei essa combinação de preto com amarelo. E tem também essa cozinha da ‘italiana passista que mora na Freguesia do Ó’ (os caras que inventaram esses nomes tem muuuuita imaginação):

Gente, pode mandar entregar qualquer uma dessas cozinhas fodas aqui em casa. Vão combinar super bem com a minha pessoa. E no evento, além disso tudo ainda rolam aulas de gastronomia e desgutações abertas ao público. E é aí que entra a promo que tá te matando de curiosidade, estrupício querido.

Rola assim: a Brastemp convidou 10 blogueiros para uma aula de culinária no espaço BGourmet no dia 27 de junho, sexta-feira. Vão rolar dicas com chefs, comidinhas e bebidinhas gratuitasss. E não só isso: cada convidado poderá levar um leitor do blog para participar do evento e ficar lá pentelhando todo mundo e tirando foto com os blogueiros famosos. E NÃO É SÓ ISSO: serão sorteados 2 Bratemp Eggo, um para blogueiro e um para leitor (cansei de escrever ‘blogueiro’ e ‘leitor’, putaquepariu). Olha só que coisinha tchutchuca:

O Eggo é uma mini-lavadora de roupas delicadas. Tem um lance de higienização com ozônio, não sei quantos enxagües e eu queria uma desde quando lançaram. Por que? Oras, porque é lindo, porque é design e porque vai ser sensacional para lavar a minha lingerie (favor não ter pensamentos impuros para com a minha lingerie. Obrigada). Se o infeliz do ganhador não quiser, pode me dar que ficarei ETERNAMENTE GRATA.

‘E como eu faço para participar, caralho?’, deve estar se perguntando o curioso estrupício. Super fácil, criatura: escreva aí nos comments alguma história sua em que tentou se aventurar na cozinha e causou um desastre de saúde pública uma disenteria coletiva uma bagunça intragável. Ou, caso você seja extremamente bem-dotado (heh) de habilidades culinárias, imagine que tipo de jantar você prepararia para mim, com entrada, pratos principais e sobremesa. Qualquer estrupício que lê o blog sabe exatamente o que eu não como nem por decreto - e não, eu não estou falando no sentido sexual. Na quinta-feira dia 26 à tarde escolherei o sortudo ou a sortuda que terá a inenarrável honra de ir ao evento com a galera.

Por favor: não lotem minha caixa de e-mails com pedidos de ‘leva eu!’; humilhe-se publicamente e use a caixa de comentários do blog para isso. Segundo: preencha o comentário com um e-mail válido, para que eu possa entrar em contato.

Ok?

ps 1: Blogs participantes: Chiqueiro Chique; Enloucrescendo; Não 2, Não 1; Meu Veneno e outros aí que ainda não postaram ;)

ps 2: COMENTÁRIOS TOTALMENTE EXCELENTES!

ps 3: NÃO SE ESQUEÇAM DE VOTAR NO NOVO HEADER PARA O COISA ERRADA!

 

Outros textos para você ler aqui no blog, estrupício:

Gourmet
Como fazer um jantar a dois dar errado

Promoção Conheça a Rachel e ganhe $10,00 - VOTAÇÃO

Como eu já tava cansada do header atual do Coisa Errada - arte profissionalíssima do Doda - mas não tinha a menor idéia vontade inspiração para criar um novo, passei a bola para os estrupícios com melhores conhecimentos de Photoshop mais tempo que eu lançando a incrível e super sensacionalmente original campanha Conheça a Rachel e ganhe $ 10,00. Esquema campeão: vocês ralam no Photoshop, eu pago uma merreca e os outros estrupícios escolhem a peça que lhes apetecer. Além de não ter nem o trabalho de decidir qual o mais legal, isso aqui ainda fica com cara de democracia: vocês achando que mandam nalguma coisa e eu fingindo que aceito. Heh.

Para minha total supresa (eu jurava que ninguém toparia participar), recebi DEZENOVE sugestões e a grande maioria é realmente muito boa. Tentei inventar um método para escolher o top 3, mas a real é que estes dois malucos aí criaram as melhores peças ever. A votação vai rolar até o dia 28 de junho e só vale um pitaco por comentarista - lógico, né. Peloamordedeos, usem apenas a caixa de comentários para votar. Eu sei que vocês amam me mandar e-mails com todo raio de assunto, mas vai ser muito difícil ficar contabilizando os votos mandados no juraski.rachel@gmail e os feitos cá (eu sou loira, bem).

O super vencedor ganha um cheque de deiz conto e, se morar em São Paulo, terá a honra de receber a inimaginável quantia diretamente das minhas mãozinhas. Se morar em qualquer outro cafundó do Judas lugar do Brasil, terá a honra de receber a inimaginável quantia diretamente das mãozinhas do carteiro.

Aí vão. 

Sugestão 1: criação do Bond, James Bond.

Não é todo dia que um agente secreto do gabarito de Mr. Bond se dispõe a sentar a bunda na frente do computador e lutar com os programas de tratamento de imagem por míseros deizão. Tá muito linda em p-e-b e com esse laranja e, se querem saber, é a minha predileta. Só que desta vez - e desta ÚNICA vez - são vocês que mandam. Vai?

 

Sugestão 2: criação do Rafael Abreu

O Rafael não se contentou em mandar apenas uma sugestão e criou logo três de uma vez. Isso só pode significar que: a) ele andava MUITO à toa; b) ele queria MESMO ganhar dez reais; ou c) ele me ama. Prefiro acreditar na terceira hipótese.

Essa dae é a que mais gostei. Talvez alguns estrupícios não entendam bem o motivo das mosquinhas flagradas em pleno séquiço e por isso vou abrir um pequeno parênteses para explicar.

(Nos meus áureos tempos de graduanda em Ciências Biológicas, estagiei por mais de dois anos em um laboratório de genética evolutiva. A parte exótica da coisa ficava por conta do minha área de pesquisa. Eu estudava os comportamentos de corte sexual dos machos da mosca Drosophila. Trocando em miúdos, eu passava o dia analisando pequenos ruídos que os moscos fazem para convencer as moscas a irem para a cama com eles, tipo um xaveco bizarro com cantadas e piscadas de olho. Ok, podem rir, mas essa porra toda sempre me rende muito assunto de mesa de bar.)

[Eu tava agora procurando o texto em que conto o lance todo do estágio observando o sexo mosquial e não achei. o.O Será que nunca contei essa história aqui??]

Rafael, querido: se você ganhar teremos só que alterar a URL que você inventou. Aqui é o http://eugostodeumacoisaerrada.wordpress.com, sem www. Enfim, detalhes.

 Agora, votem. VOTEM, ESTRUPÍCIOS, VOTEM AGORA!

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MINHA entrevista. Sério mesmo!
Gente, olha o luxo: tô na Papo de Homem!
‘Não sou legal, eu tô te dando mole’

O evento LG, o resultado da promoção, a última parte da série

Estrupícios, preparem-se. Vou subir uns 5 ou 6 novos posts neste final de semana. Vai ser tipo Maratona Coisa Errada de Posts. Daí vocês param de me mandar e-mail pedindo atualização do blog, queridos? Hein hein hein?

Aproveitem e assinem o feed. Tá aqui ao lado, num botãozinho laranja escrito ‘SENTA O DEDO NESSA PORRA DE FEED LOGO, ESTRUPÍCIO PALHAÇO’. Porque sutileza é o meu forte, certo?

[Morróida Style mode on] E para quem ainda não se cansou de zoar o Corinthians: eu espero que você morra com um nabo de 40 cm entalado no ânus. Obrigada. [Morróida Style mode off]

ps: estou me debatendo entre aprovar os comentários sobre futebol e mandá-los todos à casa do caralho. [Te dou um dado? Style mode on] Discuss [Te dou um dado? Style mode off].

E não me mandem contar carneiros!

A maldita insônia não faz a menor cerimônia: sem pedir nem comunicar, ela chega, se instala e altera sua agenda do dia inteiro. Não há remédio milagroso que a convença a ir embora nem chazinho da vovó que consiga vencê-la. É o tipo de situação irritante em que o máximo que se pode fazer é rezar para que as horas passem depressa ou que Telecine esteja exibindo algum filme que você ainda não tenha visto.

O pior de tudo é que ela não se anuncia nem requer motivo racional para aparecer. Claro, para a maioria das pessoas, preocupações com saúde, dinheiro, provas finais da faculdade, menstruação atrasada e a escalação do Dunga para o jogo contra a Argentina são razões mais que compreensíveis para uma insônia módulo hard sem qualquer previsão de término. Duas jarras de café e um litro de coca tomados depois das seis da tarde também, em geral, fodem com o sono de qualquer cristão - e dão uma puta vontade de mijar o resto da semana. Mas há outros momentos em que simplesmente NÃO DÁ PARA ENTENDER a fuga do sono. O filhodaputa desaparece tipo namorado depois de ouvir um ‘você me acha gorda?’ da excelentíssima senhora. E então vem aquele conhecido processo enlouquecedor que já vitimou qualquer pessoa no universo conhecido e adjacências.

O cara se prepara para dormir. Tá mental e/ou fisicamente cansado, precisando de umas horas de botão off no cérebro. Mas é deitar na cama que CLICK!, um curto circuito monstro ferra com todas as conexões neuronais e, ao invés de desligar, a porra toda fica superaquecida e passa a funcionar em ritmo carnavalesco. Toda uma bateria de escola de samba começa a batucar na cabeça do coitado insone e os minutos se esticam mais que aqueles últimos do segundo tempo quando seu time tá na frente por 1×0.

Aí a cama fica muito quente. Depois muito fria. O travesseiro atrapalha. Dá sede. E vontade de ir no banheiro. E tome controle remoto zunindo, todos os 600 canais da cabo girando, girando. E dá-lhe internet, e-mails, twitter, aquele monte de site que não deu tempo de ler durante o dia, as músicas todas para baixar e até a atualização do blog. Para a grande maioria, porém, oos períodos de insônia são totalmente improdutivos: além do cidadão não conseguir se concentrar em porra nenhuma porque fica lutando para dormir, quando amanhece ele tá cansado demais e não trabalha direito. Enfim, é uma merda.

Essa droga me acompanha desde os 10 anos. Eu NÃO CONSEGUIA dormir, era incrível; e no dia seguinte ficava pooodre de sono. Depois de grande, lembro de uma semana que foi particularmente pesada na faculdade e em que eu não dormia. Por quase dez dias mal e mal fechava os olhos por uma ou duas horas por noite. Quando finalmente consegui relaxar e pegar no sono, dormi 27 horas quase ininterruptas. E acordei totalmente perdida: não sabia se era sábado ou domingo, 6 da tarde ou da manhã.

E agora olha ela aqui de novo! Minha velha conhecida insônia. 2h40 da manhã e eu aqui, de moleton e meias, postando. Eu juro que não tomei café hoje, mãe. E quase nada de coca. É un-fucking-believable que ainda esteja acordada. Torçam por mim. 

 

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Juno é uma merda, malandro
A adorável sincronia do sono
Como escolher sua festa no carnaval

Street food

Sabem aquelas reportagens manjadíssimas que mostram São Paulo como a capital da gastronomia mundial, com takes feitos no Figueira Rubaiyat, em restaurantes de comida tai e indiana e mais um monte de clichês toscos? Pois eu pude comprovar, como nova moradora da paulicéia, o qualéqueé da cidade: aqui tem muito rango distinto para agradar a todos os paladares. Especialmente pelas ruas e calçadas.

Dia desses, por exemplo, dei de cara com um tiozinho vendendo pamonha. Como boa garota nascida no interiorrrr do estado, não resisti e comprei logo duas, doce e salgada. E estavam sensacionais, na real! Muitíssimo bem feitas, naquele estilo caseiro de fazenda mesmo, bem baratas e bem fornidas. Me fartei de pamonha em plena capitarrrr.

Mas há, é óbvio, opções mais internacionais, como os vendedores de yakisoba que atravancam a Paulista. As carnes, os legumes e o macarrão ficam em potinhos conservados na agradável temperatura ambiente, e entre um wok e outro das porções rola no máximo uma agüinha de origem totalmente desconhecida para lavar os instrumentos. O esquema é não olhar muito nem perguntar =D

Há ainda toda uma cultura de comida de porta de estádio, como já tinham comentado num outro post. Churrasquinhos dos mais variados, dogs completíssimos, lanches com nomes que começam com ‘X’ e terminam com ‘tudo’, porções mil e porcarias de todos os tipos.

De manhã cedo você pode traçar o tradicionalíssimo e paulista combinado de pão com manteiga na chapa e café com leite numa padoca de esquina ou no caminho para o trabalho mesmo. Carrinhos de todos os estilos oferecem a dupla dinâmica matinal perto de pontos de ônibus e estações do metrô por preços pra lá de módicos.

Se a sua vontade, porém, é por algo mais regionalista, São Paulo tem ainda as famosas tapiocas, com todos os sabores imagináveis, e os pedacinhos de coco cobertos com calda de açúcar - não faço idéia do nome oficial disso, eu sempre chamei simplesmente de ‘coquinho’. Quentinhos são uma delícia.

Entretanto, os mais simbólicos serão sempre o pastel de feira e o churrasco grego. Para quem não conhece o segundo, é um rolete com carnes das mais variadas procedências e teores calóricos. Algumas fatias são cortadas e ensaduichadas pelo pão. O cheiro é bem gostoso, mas nunca tive coragem de experimentar. Já o pastel, gosto tanto que virei expert: o segredo é escolher pela cor do óleo da fritura: quanto mais escuro, mais gostoso :P  

E agora o último lançamento da cidade que combina toda e qualquer gastronomia no mesmo trecho de 100 metros de calçada: é possível encontrar porções individuais de batata frita carregadas na maionese em qualquer, eu disse QUALQUER esquina movimentada de São Paulo. A quantidade varia conforme o bolso do cliente: tem de dois, três e cinco reais, e as pessoas, sem qualquer pudor ou inibição, adentram em seus ônibus e metrôs degustando a iguaria e empesteando o arredor com aquele aroma de cozinha do McDonalds.

Fala se não é gastronomia completa para ninguém reclamar? ;)

 
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Maldita gordura trans

Fucking dia dos namorados

Ok, ok, eu tava indo bem. Sério, este ano eu tava indo realmente bem. Nem prestei atenção nas propagandas na tv, as vitrines cheias de coração não me afligiam, os planos de casais conhecidos nem chegaram ao meu conhecimento. Mas aí tive que escrever um texto justamente sobre o Dia dos Namorados (e aqui vai com maiúsculas, porque é um dia tão desgraçadamente odiado por mim que merece atenção de data especial) e pronto. Me pus a pensar no bendito 12 de junho como se realmente fosse um caso de vida ou morte.

A coisa toda começa em abril. Por alguma coincidência irônica do destino, acabo me lembrando que o tal dia está chegando. E começo a fazer as contas de quanto tempo ainda me resta para arranjar um namorado a tempo passar a data acompanhada - não sozinha, ao menos. Eu sei, é RIDÍCULO. E saber o quão imbecil sou por toda essa linha de raciocínio me deixa ainda mais culpada. Terrivelmente culpada, diga-se. Eu meio que não admito nem para mim mesma, tem noção? Isso deve ser doença, certeza. Se algum psiquiatra ou terapeuta ler esse texto, se compadecer do caso e quiser patrocinar o tratamento, eu super topo. Só por favor nada de eletrochoques ou lobotomia - todas as outras bizarrices da minha personalidade meio que me agradam deveras.

Voltando ao assunto. Nos anos anteriores, rolava sempre uma depressão. Eu me preparava psicologicamente para enfrentar os casais imbecis que encontraria no caminho, os comentários das amigas comprometidas, as hordas de entregadores de flores e as propagandas clichês de motel, rede de perfumaria, restaurante e celular que invadem a vida do tranqüilo consumidor nessa época do ano. E eu juro: por mais que me esforçasse, nunca dava certo. Mantinha aquela pose de ‘foda-se’, mas tudo o que eu queria era alguém para lembrar de mim e de quem lembrar quando o despertador tocasse acusando a temida manhã do dia 12 de junho.

O pior ano foi quando teimei em ir ao cinema do shopping em plena noite dos namorados. Cara, eu sou mesmo muito descompensada. Aquilo me abalou mais que a morte da minha pet. Cheguei em casa com o coração em frangalhos, parecia que todos os caras de quem tinha gostado no universo haviam me dado um pé na bunda simultâneo. Chorei duas piscinas olímpicas de lágrimas, comi um pacote de meio quilo de sonho de valsa e dormi com os olhos inchados. Sozinha, lógico. Prometi que nunca mais faria essa merda.

E este ano, como comentei, tava indo bem. Até 15 minutos atrás. Tipo que já sei que quinta-feira não vou querer levantar da cama. Mas essa maldita sensação de ‘unfit’ vai passar, tenho certeza. Tem que passar. Até lá vou aceitando sugestões. O que vocês fazem para fugir desse tipo de data criada pelo demo?

E não, propostas de namoro de última hora não serão aceitas como sugestão. A não ser que seu primeiro nome seja Colin e o último Farrel ;)

 

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Minha experiência de quase morte com o Corinthians

Daí que ontem eu fui ao Morumbi ver o baile corinthiano nos coitadinhos do Sport. Porque… alguém ae tinha dúvidas? Mas não quero falar do jogo em si; sobre isso os estrupícios podem ler no Lance ou discutir com o tiozinho no metrô. Quero contar que ontem euquasemorrijuropordeos.

Sério, gente. Foi tenso. Primeiro porque NUNCA que só tinha 64 mil torcedores no estádio, tinha muito mais que isso. A arquibancada azul, onde fiquei, estava superlotada e mal cabia todo mundo. A cada gol que a galera pulava em comemoração, eu ficava paralisada de medo de ser empurrada e ir parar no meio do gramado. Entendam: eu estava sensibilizada com o rolo todo na entrada do jogo. Aí sim, foi assustador.

Fico só um pouquinho ansiosa em jogos do Corinthians. Quero ir para o estádio com umas 3 horas de antecedência e subir para a aquibancada assim que os portões são abertos. Minha meta, em toda bendita vez que vou ao estádio ver o Timão, é ficar rouca antes mesmo da partida começar, berrando nos momentos pré-jogo. Além disso, tenho um medo patológico de muvucas e confusões em que fico cercada de gente por todos os lados. Deve ser culpa da minha mãe, ela sempre me incutiu medo de aglomerações em que não se tem para onde correr.

E ontem eu sabia que seria complicado de entrar. Muita gente junta, muita emoção pelo jogo, muita chance de dar merda. Insisti com todos os meus amigos para subirmos para a arquibancada com ao menos uma hora de antecedência, mas ninguém me ouviu. Resultado: vinte minutos antes do jogo, estava espremida pela massa humana que tentava passar pelo minúsculo portão de acesso à azul do Morumbi. Tipo, não é que o portão seja tão pequeno assim, porém na situação de ontem ele era insuficiente. Sabe aqueles depoimentos de gente que foi pisoteada pela multidão em show lotado ou casos de pessoas que morreram esmagadas contra portões e muros depois de uma confusão muito grande? A cada movimentação da galera que eu via os portões laterais se aproximarem lembrava da minha mãe maledizendo minha mania de ver o Corinthians no estádio. É impressionante a força que centenas de corpos anônimos podem fazer nas suas costelas até o ponto de que respirar se torna um luxo. Foi aterrorizante, porém rápido. Em pouco mais de 10 minutos de martírio consegui entrar e me posicionar para assistir ao jogo, que começou segundos depois. 

O mais engraçado era a galera na fila da revista gritando ‘ATRASA, NOVELA!’, numa tentativa de pedir aos deuses noveleiros que esticassem o folhetim da Globo por mais alguns minutos e dar tempo de todo mundo entrar antes do início da partida.

Por falar em revista, tenho montes de reclamações contra a atitude dos policiais no estádio. Pude comprovar porque neguinho tem tanto ódio de gambé nessas situações. Em todos os momentos que presenciei alguma ação policial, era com violência injustificada e muito mais atrapalhando que ajudando a geral. Tive a nítida impressão de que se deixassem os torcedores próprios se organizarem tanto saída quando entrada teriam sido mais tranqüilas.

No fim, o Corinthians venceu bem, Dentinho desencantou e estamos com uma mão na taça. Foi a primeira final a que assisti em estádio e creio que, apesar dos percalços, toparia ver outra. Para torcedores fanáticos, não há sensação que se compare a ver seu time jogar bem e ganhar um final em casa cheia. Mas é programa para fortes. Tem que se munir de muita coragem e alguma sorte. E entrar cedo, para evitar problemas ;)

 

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