Monthly Archive for Maio, 2008

Só faltou canal de filme pornô

Estrupícios, eu sei que tô devendo a vocês a continuação da campanha Conheça a Rachel e ganhe $ 10,00 e também o post seguinte da série No olho da rua: minha vida como desempregada. I know, I know, I know. Semana que vem, tenham paciência.

Antes preciso contar da mais nova aventura em São Paulo. Bem, eu não comuniquei oficialmente mas estou mudando para a terra da garoa. Na verdade sou uma feliz moradora da cidade desde ontem. E, logicamente, como não podia deixar de ser, mal cheguei e a coisa já se complicou de leve.

Eu tipo que ainda não tinha onde ficar. É, me mudei sem ter onde morar. É, eu não sou totalmente normal. Poderia contar todo o processo aqui, mas é muito longo e chato de explicar; saibam apenas que tinha que recorrer a um hotel qualquer. Isso nem seria tão estranho se não fosse o fato de São Paulo ainda estar no surto turístico provocado pela Parada Gay e TODOS OS FUCKING HOTÉIS ESTAREM LOTADOS. Quer dizer, todos, todos, não. Certeza que no Emiliano ou no Renaissance eu conseguiria facilmente um quarto. Mas né?, teria que vender meu carro para ficar hospedada lá, então thank you very much but no.

Daí que fui para um hotel mais… tipo… moquifo. Em minha defesa tenho a dizer que pela internet não parecia tão ruim. Sabia que as fotos poderiam ser antigas/fakes/maquiadas e ainda assim decidi arriscar. E por ‘arriscar’ entenda-se ARRISCAR: cheguei quase à meia-noite e sem plano B. Hehe. Momento das risadas perversas dos estrupícios queridos, vamo lá, podem rir.

na entrada o Bora Bora Inn (vamos chamá-lo assim) não me enganou: aquele neon verde anunciando o nome ORDINÁRIO do estabelecimento serviria de atestado para assegurar a quinta categoria em qualquer lugar do mundo, mas havia mais. Muito inocente, eu tinha feito uma reserva no dia anterior e até avisei que só chegaria à noite. Entrento, assim que pisei no hall, percebi que aquilo lá nunca ficaria lotado. Não a noite toda, ao menos.

Porque sim, estrupícios, eu fiquei num hotel-motel, com direito a janelinha giratória para colocar a conta e os pedidos de restaurante sem que o funcionário tenha que ver a cara - e as partes - dos hospedados. Meu segundo susto foi com o espelhão imeeeeenso no quarto e com a roupa de cama bege, a cor tradicional para esconder sujeiras e falta de limpeza at all.

Gente, tenso. Tipo TENSO. Não sei se comentei aqui, mas tenho um nojinho justificado de motel. Não do banheiro ou dos lençóis, porque acho que nos de qualidade tudo é limpinho e trocado de um cliente para outro. Meu nojo é, na verdade, de partes específicas que TENHO CERTEZA nunca são limpas, como controle remoto e botão de regulagem do ar condicionado. Pô, ninguém termina de fazer sexo, vai ao banheiro e lava as mãos! E daí que todo mundo vai com a mão, humm… não lavada mexer na intensidade do ar e ver os canais da tv!

Se ficar só algumas horas num motel de quinta já seria torturante para mim, imagine passar uma noite inteira? Pior: fiquei lembrando daqueles filmes B de terror que sempre se passam em hotéis-motéis sinistros. Enfim, foi uma noite cabulosa, não espero passar por nada assim again.

E claro: mal raiou o dia já corri para outro canto. Um lar doce lar para chamar de meu. Agora sim. Wish me luck! ;)

Textos relacionados para você ler aqui no blog, estrupício:

Aventuras na Zona Leste, parte 1
Aventuras na Zona Leste, parte 2
Limpeza de pele from hell

Celular movido a álcool

E daí que no seu bota-fora você entra naquele conhecido nível etílico que dá margem a telefonemas perigosos. Aquele momento da noite entre a terceira e quarta capirosca de morango com kiwi em que você decide que não quer ir embora da cidade sem se despedir de ao menos metade dos nomes masculinos que constam da agenda do seu celular. Mesmo daqueles que moram em outro estado. Mesmo daqueles que nem se lembram do seu nome. Mesmo dos que são comprometidos  Mesmo daquele que você jurou e prometeu a si mesma e mais a umas 12 amigas que nunca mais ligaria. Pois é. Você liga até para esse infeliz. E todas as garotas na mesa, de repente, não vêem nenhum problema em você torrar milhares de créditos só para informar metade da cidade - ‘ex-cidade!’ você diz, uma oitava acima do que manda o bom senso e o horário - que você está de partida para nunca mais voltar (essa parte é mentira, mas é pra ficar dramático). Lógico, elas estão muito além da sua inocente quarta capirosca e TAMBÉM estão queimando os dedos nas teclinhas do telefone.

Celular na mão de bêbados e alterados é arma, já dizia a clichê comunidade do orkut. Foi uma das garotas da mesa catar o bendito aparelho e disparar mensagens a deos sabe quem que todas as outras imitaram o perigoso gesto. E a obsessão atinge níveis graves: para garantir que não ficariam sem resposta, todas as presentes enviaram mensagens a vários destinatários distintos e torpedos dos mais variados teores. Minutos depois montes de apitos e musiquinhas soavam; eram as respostas chegando. Olhinhos brilhantes, sorrisos de Mona Lisa e alguns ‘filho da puta!’ pululavam entre as reações.

Eu mesma odeio telefonemas ébrios no meio da madrugada e caras semi-desconhecidos que repentinamente descobrem que não podem mais viver sem mim - para no dia seguinte se arrependerem de tudo aquilo que vagamente se lembram. Ou que os amigos lembram a eles e de solitário só lhes sobra o arrependimento mesmo.

Pior que esse tipo de comportamento pode trazer conseqüências perigosas. Certa vez estava tendo um rolo com um cara que namorava. A coisa ia super bem só por mensagem de celular, tudo combinadinho, nenhum passo em falso, sensacional. Até o precioso dia em que a infeliz da garota resolveu fuçar no celular do rapaz enquanto o malandro dormia. E vocês sabem: quem procura, acha. Esperto, ele geralmente apagava todas as mensagens assim que as recebia, mas nesse dia tinha sobrado uma. Nada muito comprometedor, mas gerou uma discussão monstra entre eles e uma desconfiança hard a partir de então. Tivemos que tomar muito mais cuidado e isso aumentou consideravelmente a tensão dos encontros. E, portanto, se tornaram cada vez melhores, como podem imaginar

Tem ainda aqueles ignorantes que resolvem ligar no meio do show pra tu curtir a ’sonzeira animal, velho!’ Porra, a merda do celular não tem sistema surround, estrupício, não tem MANEIRA DECENTE de que o seu interlocutor aproveite as incríveis qualidades sonoras do lugar onde você está. Para ele só vai restar a gritaria e o barulho ensurdecedores.

Eu poderia ficar mais uns 15 parágrafos maledizendo 90% dos usuários de celulares; dá para lembrar de dezenas de qualidades inconvenientes que somos obrigados a suportar pelo bem da diplomacia e amizade. Tipo a minha mãe, que não saca que algumas ligações são apenas para dar um recadinho rápido e fica de papo furado estendendo a conversa por intermináveis e caros minutos. Ou um amigo que acha que celular é como MSN e gosta de detalhes e minúcias de assuntos em torpedos.

Essas são as merdas do celular. Devia ser obrigatório apresentar teste psicotécnico para comprar o aparelho. E fazer um teste do bafômetro antes de usar.

E se você curtiu este texto, tem este aqui da Senhorita Rosa que está ainda mais sensacional.

Textos relacionados para você ler aqui no blog, estrupício:

Beber, cair e levantar
‘Não sou legal, eu tô te dando mole’
O dia seguinte

Considerações de (sobre) uma ex-virgem

Minha amiga Dani finalmente deixou de ser virgem. Digo finalmente porque ela tem 24 anos e se preparava para o ato há um bom tempo. Não que não encontrasse nenhum cara disposto a fazer o silviço. Pelo contrário; ela é linda e muitos foram os mancebos que apareceram no pedaço mais que entusiasmados com a idéia. O problema da Dani é aquele mesmo que habita o cérebro de milhares e milhares de moças quando o assunto é sexo: a nóia - apelido carinhoso da paranóia.

Nóia, queridos, muita e muita nóia. Daquela que surge do nada e vai crescendo como uma erva daninha, sem chamar atenção nem consumir noites em claro. A praga, porém, se transforma numa planta carnívora abominável que traga pensamentos, idéias, razão e força de vontade até o limite do possível. Há, obviamente, as guriazinhas sem muito tutano que na primeira oportunidade, lá pelos 13, 14 ou, no máximo, 15 anos cedem a um moleque qualquer nas escadas do prédio ou no banco de trás do carro do pai do imbecil. Este tipinho é o mesmo que logo engravidará e casará com o idiota semeador, para ambos criarem a prole catarrenta e sofrerem as conseqüências da falta de camisinha para o resto da vida.

Mas não é esse naipe de garota que viraria post no blog. Falo das moças como a Dani, que apesar de terem todo o contexto certo e tradicional para a encaçapada (namorado firme de vários anos, pílula anticoncepcional, juízo e consentimento racional) seguem naquela dificuldade tipicamente feminina de dar logo duma vez. Tudo por culpa da nóia.

O primeiro dilema é escolher o cara certo. Porque veja só, o problema não é que ele será eternamente lembrado e por isso tem que ser um cara que valha a pena figurar em nossas memórias! Não! O xis da questão é que ele tem que ser ultra compreensivo e, se possível, carinhoso, lógico. Tem que entender que mesmo com a calcinha já na altura dos joelhos pode ser que a menina mude de idéia, resolva botar toda a roupa e se embrulhar no edredon, sem ofertar nem o buraco da orelha. Ou que ela talvez morra de vergonha e queira fazer tudo com a luz apagada, no mais completo breu. Ou decida que vai dar logo e que ‘por favor, seja rápido’. Ela pode gritar. Chorar. Ficar com cara de muito arrependimento depois. Enfim, qualquer coisa pode acontecer e toda reação é imprevisível. Já soube de amigas que tinham aquela atitude de bem-resolvidas e cabeça-fresca e que na hora H só faltou chamarem a mamãe. O pobre escolhido terá que enfrentar tudo isso e saber de antemão que o tropeço é em razão da nóia que acompanha todo o processo.

Meninos, relaxem, a culpa não é de vocês. Pensem no computador mais foda já criado, capaz de realizar trocentas bilhões de trilhões de operações por segundo. Naquele momento em que vocês tentam abrir nosso sutiã enquanto com a outra mão vasculham a carteira em busca de camisinha, nossos pobres neurônios estão trabalhando mais que os bytes do super computador. Centenas de pensamentos vagam quase desconexos e seguir uma linha de raciocínio é impossível. Entretanto, o top 5 das mais comuns a martelarem nosso raciocínio são, em ordem:

1 - Será que eu deixo?

2 - O que minha família pensaria de mim?

3 - O que ele vai pensar de mim?

4 - O que eu faço agora?

5 - O que ele vai fazer agora?

Lógico que isso não serve para tooooodas as mulheres do universo no momento do sexo; só para as que estão começando a trilhar o caminho. Depois de alguma experiência e aprendizado, a lista fica mais ou menos assim:

1 - …

2 - Assim não…

3 - Assim…

4 - Caralhoputaquepariu, dá pra ir mais rápido com essa camisinha?

5 - Amanhã preciso mandar lavar o carro, tá imundo. E ir ao supermercado, não tem mais nada em casa. Será que tinha detergente na lista?

Enfim, a coisa toda melhora. Ou não. Uma coisa é certa: no início é tudo muuuuuuuuuuito mais difícil. Não só o sexo em si, mas até os amassos são cheios de dúvidas e pensamentos martirizantes.

Afinal, há muita coisa em jogo. A tal da culpa é a principal. Realize: antes ela era virgem, como provavelmente qualquer pai prefere acreditar mesmo que a filha tenha 56 anos. Há toda uma carga envolvendo família, religião, sociedade, estereótipos, valores e costumes que pesam sobre os ombros dela. Lidar com isso não é tarefa das mais fáceis e pode levar certo tempo para que ela própria aceite sua nova condição: de não-virgem. E perceba que não há grandes mudanças em torno disso.

Outro pilar fundamental é a bendita aceitação do próprio corpo. Uma guria que se ache linda, gostosa, se sinta bem de biquíni ou calcinha e sutiã talvez tenha menos trabalho para se despir. Afinal, ela sabe que é linda! Mas como uma mulher que se acha feia, que enxerga vários defeitos escandalosos em si própria, conseguirá ficar nua na frente de um homem? E se for um homem de quem ela goste, ainda por cima? Por isso tantas e tantas mantém o quarto na escuridão total. A moça dificilmente aproveitará os carinhos e as brincadeiras do sexo (para não dizer o clímax), já que não se sente confortável com a aparência e silhueta.

Para as feministas que acreditam piamente que os tabus do sexo para as mulheres já foram derrubados, aconselho a observarem as garotas em idade sexual sem o véu de idealismos e falsas atitudes. Não são apenas as garotas que gostam de sexo e não são (muito) encanadas com o assunto que sofrem com rótulos. Há milhões de outras que, apesar de pílulas, camisinhas e todo o discurso demagogo sobre liberdade sexual ainda são constantemente atormentadas por ela, a nóia, num auto-bullying perverso.

Por isso fico muito feliz pela minha amiga Dani. Mais que deixar de ser virgem, ela venceu uma competição travada contra si própria. E a partir de agora, tudo tende a melhorar ;)

A excelente versão masculina dessas mesmas filosofagens tá no Controle Remoto Blog, do super companheiro de baladas e de madrugadas no MSN, Felipe Neto.

 

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Eu prefiro jogar gamão!
Dia do que, mesmo?
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Ogros e ogrices

Meus dias de criança na praia

Como uma garota que morou a vida toda no interior de São Paulo, em cidades geralmente beeem distantes do litoral, passar uns dias na praia era mais que a melhor parte das férias: era O Evento. Não só a distância impossibilitava que fôssemos como paulistanos ou essa gente que habita cidades próximas da praia, que em qualquer feriadinho vagabundo adoram esfregar na nossa cara de caipira que ‘vão descer pra Ubatuba’, mas toda a cultura familiar e os preparativos para a viagem fizeram com que essas aventuras se tornassem os trechos mais luminosos e sorridentes do filme das minhas memórias. 

Tudo começava bem antes do passeio em si. Meus pais - logicamente depois de discutir tudo entre eles - nos comunicavam alegremente que dali duas ou três semanas iríamos para a praia. Começava, então, uma época de semi-enlouquecimento da minha mãe, coitada, que tinha que providenciar uma mudança e não apenas roupas para uma família: remédios de todos os tipos, desde simplesinhos para alergias e enjôo até coisas ainda não aprovadas pelo FDA americano contra málaria, peste bubônica e gripe aviária; protetor solar suficiente para um batalhão acampar seis meses em Mercúrio; esteiras, cadeiras, guarda-sóis, biquínis, cangas, bonés, chinelos e mais uma tralha infindável que só eram realmente usados nesse muito esperado Evento.

Fícavamos ligados na previsão do tempo e desenhávamos sóis sorridentes com giz no chão do quintal, numa tentativa ritualística de espantar as chuvas e atrair o tempo bom. Acho que funcionou, porque não importa o destino ou a época do ano sempre pegávamos no máximo um ou dois dias de chuva.

Para aumentar a singularidade dessas excursões, a viagem era sempre MUITO longa. Veja que para uma criança de oito anos que vai à praia uma vez por ano e ama essa única oportunidade esperar num carro tedioso por míseros 30 minutos já seria mortalmente aborrecido. Mas era bem pior que qualquer meia horinha.

As cidades nas quais morei durante a infância e adolescência ficam a quase 700 km de qualquer praia. Isso significa uma trajeto de no mínimo 8 horas. E com petizes no carro, você tem que obrigatoriamente fazer várias paradas para xixis, descansos e snacks. Geralmente levávamos um dia completo até vermos o mar e outro na volta até avistarmos o portão de casa. Meus pais bem que tentavam minimizar a chatice e podíamos levar vários brinquedos e gibis e livrinhos, mas era impossível ficarmos totalmente distraídas.

Desse trajeto rodoviário a parte mais deliciosa era passar São Paulo e perceber que começava a serra; a partir desse ponto só faltavam duas horas! E então chegar na cidade, achar o hotel, correr com as coisas para o quarto e sair em louca disparada até a praia. Até comprovar que sim, o mar continuava ali, como estava da última vez.

Eu tinha - e tenho até hoje - uma estranha ligação física com o mar. Gelado, morno, azul, sujinho, com ondas ou no estilo piscinão, não me importava nada, apenas ficar imersa naquele monte de água. Batia recordes sucessivos de permanência ininterrupta em água salgada, eternamente acompanhada das minhas saudosas pranchas de isopor que em TODA SANTA VEZ meus abençoados pais compravam para mim. Pegava ondas e tomava altos caldos que me deixavam chorosa e de bico, mas sempre voltava a ele. Chegava a ficar com a barriga ralada do contato com a prancha =D

Já a minha irmã pequena preferia os brinquedinhos e a areia. Aliás, ela detestava ter de entrar na água e só ia até certo ponto, bastante aquém do limite que minha coragem mandava ir.

Essa é outra saudade nas minhas lembranças de praia. Minha mãe e meu pai ficavam na areia, debaixo do guarda-sol, me observando no mar. Conforme eu avançava demais em direção ao perigoso fundo, eles me chamavam de volta com escandalosos acenos de braços e mãos. O melhor momento era quando meu pai resolvia entrar um pouco também e com a segurança das mãos deles eu podia ir além do que me era permitido quando sozinha.

Lembro que enquanto éramos realmente pequenas sempre havia uma grande caixa de isopor com Toddynhos, Chambinhos, suquinhos de caixinha e lanchinhos para todo o dia. Farofa, eu sei, mas come on! Eram anos 80 e nós éramos pequenas! Essa história de sanduíches naturais, saladas de frutas e gente de luva cirúrgica fazendo os quitutes de praia é coisa muito recente. Na minha época, comida de quiosque e vendedor ambulante era garantia de dias no banheiro com diarréia crônica ou hepatite A - beem mais grave.

Outra preocupação familiar que não tinha muito a ver com a época era o tal do protetor solar. Minha mãe nos besuntava antes de sairmos do quarto e depois ao longo do dia, várias e várias vezes. Isso era bastante incomum; o que mais se via eram crianças ardidas ou sofrendo com insolação. Esse lance de se preocupar com câncer de pele também é moda bastante atual.

E no fim, depois de dias de felicidade incomparável ter de voltar para casa era mais ou menos como um castigo. Subir a serra e ver carros descendo em direção ao paraíso me despertavam sentimentos verdadeiros de inveja.

Mas aí lembrava que dali um tempo estaria de volta. E que o mar continuaria ali, quase como se me esperasse, exatamente como nas outras vezes.

 

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#meuprimeirobeijo
A Lógica do Primário
É aquele lá, pai?

Aventuras na Zona Leste, parte 2

A primeira parte dessas aventuras está aqui.

E no sábado Nicolas e eu fomos ao jogo do Corinthians contra o CRB, no Pacaembu. Antes tivemos que passar no Tietê e deixar nossa bagagem lá, já que logo depois da partida ambos viajaríamos - ele foi passar o domingo com a progenitora e eu voltei para São Carlos.

Beleza, só que todo esse trajeto nos atrasou terrivelmente. Como vocês sabem pela parte 1 das minhas aventuras zeéleanas, Engenheiro Goulart fica tipo em outra dimensão. Ou em outra galáxia, não importa; é muito longe, mas muuuuuuito longe mesmo. Para chegar ao Tietê tive a sensação de estarmos cruzando o estado e nos aproximando do Mato Grosso do Sul. Já tava até pensando em passar na casa da minha avó em Três Lagoas para tomar um café, mas aí chegamos ao Tietê. Qua ainda fica na cidade de São Paulo, contra todas as minhas suposições espaço-temporais.

Quando só faltavam 15 minutos para começar o jogo ainda estávamos no metrô Clínicas; para chegar ao Paca faltava andar um pedaçãããããããão, e um trecho desse pedaçãããããããão era ainda em ladeira. Ladeira para cima, né, estrupício :/ Nesse ponto eu estava desesperada. Melhor: eu estava DESESPERADA. O Nicolas achou que era pressa para ver o jogo desde os primeiros segundos, mas fato é que eu estava prestes a fazer xixi nas calças. Tinha tomado um monte de refrigerante no almoço e ele agora começava a pressionar minha bexiga para sair a qualquer custo. Nessas situações a gente não consegue pensar em absolutamente mais nada, já repararam? Eu queria, PRECISAVA fazer xixi. O Corinthians que se lascasse, eu queria um banheiro urgentemente.

Pior foi ter de sair correndo pela Dr. Arnaldo e tentar ao mesmo tempo manter o xixi no interior do meu corpinho por mais uns minutos. Foi como uma negociação com terroristas: ele queria naquele exato momento, eu tentava explicar que não dava, que tivesse paciência, que estava arranjando tudo conforme as condições dele, mas que esperasse só mais um pouquinho. Só mais um pouquinho, xixi, só mais um pouquinho.

De repente em plena Dr. Arnaldo surge o velório do cemitério do Araçá. Foi como um colete salva-vidas para quem está se afogando. Fiz cara de choro e pedi a uma funcionária para usar o banheiro. Se tivesse que dar qualquer explicação para convencê-la, pensei em dizer que eram problemas femininos. Com mulher essa desculpinha costuma colar super bem, mas nem foi preciso. 

Saindo do banheiro, me deparei com a seguinte cena: o Nicolas, coitado, me esperando num cantinho, vestindo uma camisa do Corinthians e segurando o lanche do Bob’s que não tinha dado tempo de comer. EM PLENO VELÓRIO. NO MEIO DA GALERA. Das situações mais surreais que presenciei, juropordeos. Eu tava num filme do Monty Python e não sabia!

Já no Pacaembu perdi o primeiro gol. Entramos a tempo, mas poucos segundos antes do juiz apitar o início do jogo, o bandeirão da Gaviões desceu, cobrindo todo mundo naquele lado da arquibancada. Tudo lindo, todo mundo cantando e agitando o bandeirão… quando ele sobe de volta, coisa de dois minutos depois, o placar marcava um a zero para o CRB o.O

Como assim, gente? Tinha o quê, um minuto de jogo, no máximo? É. O CRB abriu o marcador já no primeiro minuto e eu perdi ¬¬

Ao menos o Corinthians empatou logo aos três e nem tive tempo de me acostumar com a desvantagem.

Para quem tem receio de ir a estádio e ficar na arquibancada, no meio das organizadas, apresento a vocês Livia, de apenas 5 anos:

Além de ficar nos ombros do pai no meio da Gaviões, ela sabia TODAS as músicas de cor e cantava e agitava os bracinhos exatamente como as coreografias. Se é sussa para uma garotinha ficar no meio Da galera, por que não seria para você? Largue de ser tiozão medroso e vá de arquibancada na sua próxima ida ao estadio. E fique no meio das torcidas, que é muito mais legal!

Logicamente, como depois de toda partida que assisto no estádio, estava master rouca e cansada. Aliás, estou até agora, já que ontem fui até Ribeirão Preto ver o baile contra o São Caetano. Afinal, torcedor que é torcedor acompanha o time para todo lado, certo manoo? Firmeza!

Alguém ae quer me acompanhar nas próximas aventuras pela ZL? Ao menos o vocabulário da malandragem eu já tô adquirindo!

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Estrupícios, o último dia para participar da campanha Conheça a Rachel e ganhe $ 10,00 é amanhã. Já me mandou sua sugestão de banner para o blog?

 

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Modernidades
Macho alfa
Na incubadora

Aventuras na Zona Leste, parte 1

Daí que quinta-feira eu fui a São Paulo resolver uns lances de emprego e moradia. Arranjar um apê habitável, num bairro bom e por um preço decente, na metrópole, é tão fácil quando fazer o Acosta marcar um gol de letra: leva umas três encarnações e dá muito, mas muito trampo. Tem que ter paciência monástica e um preparo físico de atleta maratonista para caminhar distâncias suficientes para chegar à lua e agüentar o confortável metrô da Sé às seis da tarde. Sério, é uma experiência de vida. Eu ficava pensando em descarrilamentos e no fato de estarmos a metros e metros da superfície, num túnel inescapável. Delícia de sensação.  

Mas teve as partes legais, bem legais. Fiquei na república do meu super master amigo Nicolas, o cara da camiseta. Ele estuda na USP Lost Leste e mora laaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah em Engenheiro Goulart. Isso é tipo em Saturno. Se for contabilizar quanto tempo desses três dias gastei dentro de metrô, trem e ônibus ou esperando por essas conduções, certeza que era suficiente para aprender outro idioma. Na próxima vez vou levar um desses métodos de ensino de línguas através de fitinhas e revistinhas toscas. Se alguém estiver em São Paulo na semana que vem e vir uma menina no metrô com fones e repetindo alto frases imbecis de francês pode ir falar com ela que serei eu.

Teve uma balada com blogueiros na quinta, a comemoração das #bodasdepixel da Marina e do Ian, laaaaaaaaaaaaah na Vila Madalena. Que em relação a Engenheiro Goulart é tipo Plutão, aquele que era planeta e agora é um coitado excluído da turma (astrônomos malvados). Não vou ficar citando os blogueiros e blogueiras presentes porque seria muita puxação de saco, mas estavam todos; pense em um que certamente ele estava. Sim, estava. Ela também. Esse chegou mais tarde. Esse foi embora cedo. Viu? Estavam todos. O mais legal foi sair da balada e comer pão com manteiga na chapa, um clássico paulista, e tomar leite gelado com ovomaltine. E esperar a estação Consolação abrir, às quatro e quarenta da manhã, para voltar para a Terr… Engenheiro Goulart. E depois pegar um ônibus. É, mano, chegar na ZL não é fácil.

Na sexta estava, além de frio, garoando - um clássico paulistano, este. Agora façam todos cara de horror. Fizeram? Ok: nesse dia fui com uns amigos do Nicolas a uma balada de pagode.

Eu avisei com antecedência para vocês fazerem cara de horror. Meu álibi é que ninguém sabia que teria pagode até entrarmos no lugar, laaah no Tatuapé. Que é tipo na Rússia em relação a Engenheiro Goulart. Fomos num trem da CPTM e eu achei o máximo, nunca tinha andado de trem. É como o metrô, mas na superfície (ahahahahahahaha adorei essa). E a balada foi bem legal. Tivemos que andar tipo uns 18 km até chegar ao lugar mas fomos tomando shots de vodca no caminho e tirando fotos engraçadíssimas. E o vocalista da banda era terrivelmente bonito e simpático, ele não tinha nenhuma daquelas características estereotipadas de pagodeiro. Bom, ele tinha uma banda de pagode, mas isso é detalhe, né gente? E se vocês vissem o Gabriel TODO O RESTO viraria um detalhe ;)

Para finalizar a noite, o Nicolas passou mal e voltou vomitando o caminho inteiro: os 18 km de caminhada que nos separavam da estação Tatuapé, o trecho no trem (sim, ele vomitou no Calmon Viana, morram de inveja) e outro trecho à pé até chegar à república. E acho que na república ele vomitou mais um pouco.

No sábado fomos ao Paca ver a estréia do Todo Poderoso. Mas esse assunto merece um post especial, que vocês verão na parte 2.

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Dia 15 de maio, quinta-feira, é o último dia para participar da promoção Conheça a Rachel e ganhe $ 10,00. Crie um banner para o cabeçalho do blog e mande para juraski.rachel@gmail.com . As melhores peças vão para votação aberta aqui no Coisa Errada e o vencedor ganhará de minhas mãos dez reais. EM CHEQUE. É sério.

Algumas pessoas já enviaram sugestões, mas ninguém supera o Rafael Abreu, que mandou nada menos que TRÊS banners distintos. Ele deve estar muito afim de ganhar ;)

 
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O dia seguinte
A Lógica do Primário
Sunday, baby

A eternidade de dez dias úteis

Se eu fosse dar um conselho útil para os leitores estrupícios do Coisa Errada seria NUNCA PERCA O CARTÃO DO BANCO. Sua vida vira de cabeça para baixo e tudo, eu disse TUDO fica um pouquinho mais difícil. Eu perdi o meu há exatos 16 dias e ainda estou comendo o pão que o diabo amassou.

Na segunda-feira depois do feriado de 21 de abril fui ao banco sacar um dinheiro e, na confusão de bolsa, chaves do carro, cédulas e carteira, larguei o cartão lá.

Ok, chega de gargalhadas. Vocês têm que se compadecer da minha história!

Dei falta dele já na quarta-feira e liguei à central pedindo para cancelar aquele e me mandar um novo. Que, segundo o mocinho mal-educado do atendimento, ficaria pronto em 10 dias úteis. DEZ DIAS ÚTEIS. Isso é mais ou menos o tempo que leva para um recém-nascido aprender a andar e enfiar um dedo na tomada. Isso é mais que muitos relacionamentos da minha irmã duraram. É mais do que deos levou para criar a Terra e tudo o que existe nela. É bem mais que… enfim, vocês entenderam que é muito tempo.

Pior é que eu já tava viciada em cartão de banco. Nunca tinha dinheiro na carteira, pagava tudo fazendo débito na conta - convenhamos: muito mais prático e cômodo. E agora tá um puta transtorno: para sacar uma grana, preciso ir na boca do caixa, lá dentro da agência, ficar na fila e tudo. Além da paciência de Jó, tenho que lembrar sempre que o horário de funcionamento deles é das 11 às 16 horas e que se ficar sem dinheiro à noite, só no dia seguinte. ÀS ONZE HORAS DA MANHÃ!

E como teve o bendito feriado de 1º de Maio, ainda não recebi o cartão. O que era uma experiência meio chata tá se tornando num PÉ NO SACO de tamanho monumental. Ao menos não garfaram nada da minha conta. Imagina além de tudo isso ainda ser roubada e ficar (mais) pobre? o.O

Então, queridos estrupícios, guardem bem a porra do cartão do banco. Mesmo quando bêbados na balada, mesmo quando estiverem na casa da alma gêmea tirando a calça apressadamente, cuidado com a porra do cartão do banco. Ele quebra muitos galhos, mas também pode dar uma dor de cabeça dos infernos.

 

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Meu cérebro dói*
Indicativos de que a zona do seu quarto tomou proporções absurdas
Crônica de uma morte anunciada

Superstição masculina

nicolas; diz:
to mto supersticioso
nicolas; diz:
escrevi certo? hahaha
.racHELL diz:
sim.
.racHELL diz:
HAHAHAHAH
.racHELL diz:
pq?
nicolas; diz:
queria colocar uma camiseta hj, mas eu só me fodo com ela
.racHELL diz:
EU SEI COMO É ISSO!
.racHELL diz:
EU TINHA UMA BLUSA ASSIM!
nicolas; diz:
caracaaa serio?
.racHELL diz:
mas aí ela foi totalmente benzida qdo peguei o melhor cara da minha vida com ela.
nicolas; diz:
¬¬’
nicolas; diz:
fala serio
eu fui assaltado, tomei um soco e uma mina terminou cmg
nicolas; diz:
com essa camiseta
.racHELL diz:
caralho
.racHELL diz:
rasga ela.
.racHELL diz:
AHAHAHAHAHAHAHAH
nicolas; diz:
vou tirar foto e te mandar… é uma camiseta tao legal hahaha
.racHELL diz:
então, vai lá, usa e dps me conta.
nicolas; diz:
eu nao vou usar
.racHELL diz:
ahahahaha
nicolas; diz:
vai que eu tomo O toco hj
nicolas; diz:
hahahah
.racHELL diz:
ahahaha isso é foda msm.
.racHELL diz:
eu costumo ficar mal com tocos.
nicolas; diz:
o foda é que essa camiseta cairia bem hj
.racHELL diz:
CARALHO
.racHELL diz:

.racHELL diz:
COM
.racHELL diz:
A
.racHELL diz:
CAMISETA!
nicolas; diz:
porra, eu vou me fuder em alguma coisa
.racHELL diz:
ahahaha rlx
.racHELL diz:
putz, recebi aqui. legalzaça!
nicolas; diz:
dahora né
.racHELL diz:
sim
nicolas; diz:
tenho medo de arriscar
nicolas; diz:
hahahaha
.racHELL diz:
ahahaha
.racHELL diz:
VELHO!
.racHELL diz:
CE TEM QUE USAR ELA EM ALGUM MOMENTO!
nicolas; diz:
nao necessariamente
nicolas; diz:
o foda é que ela eh a melhor pra hj
nicolas; diz:
se eu nao achar uma foda aqui, preta tbm
.racHELL diz:
nicolas. deu. chega dessa indecisão.
nicolas; diz:
ACHEI A CAMISA DO CORINTHIANSSSS
nicolas; diz:
PORRAAAA
nicolas; diz:
fodaaa, a polo de 76
.racHELL diz:
ce vai com uma camisa do corinthians na balada?
nicolas; diz:
é uma polo comemorativa da invasao
nicolas; diz:
o foda é que é do corinthians
nicolas; diz:
hahaha
.racHELL diz:
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
nicolas; diz:
merda.
nicolas; diz:
vou me fuder hj
.racHELL diz:
AHAHAHAHAHAHAHAHAHA
nicolas; diz:
caralho, to nervoso
.racHELL diz:
NICOLAS. CHEGA. ATÉ EU CANSEI DISSO.
nicolas; diz:
se eu nao achar essa camiseta que eu to te falando… vou ficar mto puto
nicolas; diz:
voumefuder, prontofalei.
nicolas; diz:
decidi, ok.
nicolas; diz:
qqr coisa coloco a culpa em vc
.racHELL diz:
ok, eu topo levar a culpa. contanto q vc pare de me atormentar com essa dúvida bendita.
nicolas; diz:
nao achei aquela…
era uma preta mto klaxons
.racHELL diz:
uiaaa
.racHELL diz:
klaxons é massa
nicolas; diz:
pronto, parei.
conformado.
.racHELL diz:
ufa.
.racHELL diz:
finally!
nicolas; diz:
porra, to estranho… acho que a camisa zicada nem ficou tao boa…
nicolas; diz:
hahahaha
.racHELL diz:
CÊ TÁ ME ZUANDO, NÉ?

****

No fim o Nicolas FOI com a camiseta. E conseguiu uma proeza: tomou um toco mas depois pegou a menina. Tipo, a mesma garota, sacou? É, estranhíssimo, eu sei. E me presenteou com essa peça típica de indecisão masculina, para provar que não é só a gente que olha o guarda-roupa cheio e diz ‘não vou. Não tenho roupa.’

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Porque você tem que detestar o inverno assim como eu

Gente, começou a época do ano que eu mais sofro. Não, não é com a proximidade do Dia dos Namorados, seus estrupícios malvados, é com o inverno. Ok, eu sei que ainda estamos no outono; meu problema é, na verdade, com o frio.

Por mais que eu tente, não consigo me adaptar muito bem aos dias frios. Meus pés ficam gelados agora e só vão esquentar de novo lá para agosto, setembro. É uma calamidade. Não tem romatismo que resista a pés gelados, you know. No fundo acho que a minha incompetência em arranjar um namorado até o dia 12 de junho é culpa única e exclusiva desse frio bizarro que chega agora. Eu arranjo o cara no verão, daí meus pés de morto espantam ele em maio ahahahahahahaha

Vocês tem que se lembrar que eu venho da cidade mais quente do estado de São Paulo, onde no verão temos 45ºC sem muito alarde. Tô acostumada a passar protetor solar para ficar em casa, a fazer festas na piscina e a comprar shorts e sandálias. Onde nasci o inverno dura pouquíssimo, tipo quatro ou cinco dias no máximo. Por isso fico tão desconfortável com qualquer massa de ar polar vinda da Argentina.

Tudo no inverno é muito pior ou mais difícil, por exemplo:

1. tomar banho é um tormento.
Tudo bem que um monte de água quentinha é uma delícia, mas e a porcaria do chão gelado? Além de levar uns bons minutos até que tenha se aquecido debaixo do chuveiro, aquele piso frio é fatal para ganhar uma boa dor na costas e arrepiar até o último cabelo da nuca.
E dá uma preuiça monstra sair da água quente-fervente e se enfiar na toalha gelada…

2. acordar cedo é um tipo de tortura física, além de mental.
Levantar pela manhã é horrível em qualquer época do ano, mas no inverno é bem pior. Além dos dias estarem curtos e o sol levar muuuuuuuuuuuito mais tempo para aparecer, pular fora das cobertas quentinhas e do quarto aquecido para encarar água gelada e vento frio é MUITO triste. As segundas-feiras ficam um pouco piores no inverno.

3. todo mundo fica gripado.
Coriza, nariz vermelho, dor de garganta, de cabeça, mal estar… precisa de mais motivo?

4. peso extra de inverno.
Quem é que não ganha uns bons quilos a mais por culpa dos caminhões de fondue de queijo, chocolate quente e festa junina cheia de coisas gostosas? Para agravar o efeito roliço, é terrivelmente difícil malhar no inverno, já que a academia fica gelada e os cobertores super convidativos ;)

5. todo mundo resolve ir pra Campos do Jordão passar frio. E ainda acham que isso é programa decente!
É aquela época cafona em que Campos fica lotada e a Caras monta um lounge por lá. E aí as celebridades podem posar para fotos com casacos de couro que saem do armário uma vez no ano e cachecóis poeirentos. E lareiras fumacentas que nunca funcionam 100%.

6. as tvs só falam de ‘mínimas’ e ‘massas de ar polar’.
E prevêem a famosa neve anual em São Joaquim, fazendo a cidade ficar cheia de turistas bregas ansiosos para brincar naquele gelinho sujo que insistem em chamar de ‘neve’. Sorry, pessoal de São Joaquim.

Alguém ae tá ansioso aguardando o próximo feriado para ir para Campos ou pela primeira neve do ano em Santa Catarina?

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A partir de agora, ao final de cada novo texto vocês verão links para textos com temas similares e que já foram publicados pelo blog. Entendam como um convite explícito para peças anteriores do Coisa Errada e para o arquivo que contém muitas outras coisas erradas ;)

ps 1: a promoção Conheça a Rachel e ganhe $ 10,00 está se aproximando da data limite, 15 de maio. Já está participando, estrupício? Crie um banner para o blog e envie para o e-mail juraski.rachel@gmail.com Se escolhido, você ganha cheque no valor de 10 conto com a MINHA assinatura e, se morar em São Paulo, entregarei pessoalmente seu prêmio!

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