Estrupícios, eu sei que tô devendo a vocês a continuação da campanha Conheça a Rachel e ganhe $ 10,00 e também o post seguinte da série No olho da rua: minha vida como desempregada. I know, I know, I know. Semana que vem, tenham paciência.
Antes preciso contar da mais nova aventura em São Paulo. Bem, eu não comuniquei oficialmente mas estou mudando para a terra da garoa. Na verdade sou uma feliz moradora da cidade desde ontem. E, logicamente, como não podia deixar de ser, mal cheguei e a coisa já se complicou de leve.
Eu tipo que ainda não tinha onde ficar. É, me mudei sem ter onde morar. É, eu não sou totalmente normal. Poderia contar todo o processo aqui, mas é muito longo e chato de explicar; saibam apenas que tinha que recorrer a um hotel qualquer. Isso nem seria tão estranho se não fosse o fato de São Paulo ainda estar no surto turístico provocado pela Parada Gay e TODOS OS FUCKING HOTÉIS ESTAREM LOTADOS. Quer dizer, todos, todos, não. Certeza que no Emiliano ou no Renaissance eu conseguiria facilmente um quarto. Mas né?, teria que vender meu carro para ficar hospedada lá, então thank you very much but no.
Daí que fui para um hotel mais… tipo… moquifo. Em minha defesa tenho a dizer que pela internet não parecia tão ruim. Sabia que as fotos poderiam ser antigas/fakes/maquiadas e ainda assim decidi arriscar. E por ‘arriscar’ entenda-se ARRISCAR: cheguei quase à meia-noite e sem plano B. Hehe. Momento das risadas perversas dos estrupícios queridos, vamo lá, podem rir.
Já na entrada o Bora Bora Inn (vamos chamá-lo assim) não me enganou: aquele neon verde anunciando o nome ORDINÁRIO do estabelecimento serviria de atestado para assegurar a quinta categoria em qualquer lugar do mundo, mas havia mais. Muito inocente, eu tinha feito uma reserva no dia anterior e até avisei que só chegaria à noite. Entrento, assim que pisei no hall, percebi que aquilo lá nunca ficaria lotado. Não a noite toda, ao menos.
Porque sim, estrupícios, eu fiquei num hotel-motel, com direito a janelinha giratória para colocar a conta e os pedidos de restaurante sem que o funcionário tenha que ver a cara - e as partes - dos hospedados. Meu segundo susto foi com o espelhão imeeeeenso no quarto e com a roupa de cama bege, a cor tradicional para esconder sujeiras e falta de limpeza at all.
Gente, tenso. Tipo TENSO. Não sei se comentei aqui, mas tenho um nojinho justificado de motel. Não do banheiro ou dos lençóis, porque acho que nos de qualidade tudo é limpinho e trocado de um cliente para outro. Meu nojo é, na verdade, de partes específicas que TENHO CERTEZA nunca são limpas, como controle remoto e botão de regulagem do ar condicionado. Pô, ninguém termina de fazer sexo, vai ao banheiro e lava as mãos! E daí que todo mundo vai com a mão, humm… não lavada mexer na intensidade do ar e ver os canais da tv!
Se ficar só algumas horas num motel de quinta já seria torturante para mim, imagine passar uma noite inteira? Pior: fiquei lembrando daqueles filmes B de terror que sempre se passam em hotéis-motéis sinistros. Enfim, foi uma noite cabulosa, não espero passar por nada assim again.
E claro: mal raiou o dia já corri para outro canto. Um lar doce lar para chamar de meu. Agora sim. Wish me luck!
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