Monthly Archive for Abril, 2008

#meuprimeirobeijo

Meu primeiro beijo aconteceu perto do dia das crianças, não sei exatamente se no dia anterior ou no seguinte. Eu tinha 12 anos e estava passando o feriado na cidade da minha avó. Tinha ido ao clube com meus primos e estávamos tirando os times para jogar futebol. Era só eu de garota mas eles não costumavam se importar. Não que eu fosse boa; sempre fui um fiasco no futebol e na faculdade só quando jogava como goleira era minimamente passável. Mas sabe, né? Menina de fora, magrinha, cabelo claro… eu tinha todos os argumentos para convencer até os menos cristãos à idéia de me deixarem entrar em campo.

Não lembro de muitos lances dos jogos em si, mas lembro que um amigo do meu primo Henrique ficou na equipe adversária e que eu tinha achado ele interessante. Tínhamos a mesma altura e a mesma idade, mas ele era bem mais magro. Aos doze anos os moleques são magros esqueléticos ou gordinhos com banhas de pneu, não há meio termo. Já as meninas são todas feiosas e desengonçadas, é um padrão que aparece aos nove anos e permanece até os 14. Pode reparar, não há garota que se salve nessa faixa etária.

Lembro que marquei um gol. Todo mundo deve ter marcado uns quatro ou cinco, e eu consegui a proeza de marcar um único gol. Fiquei feliz com o saldo, comemorei subindo no alambrado, toda pinta de jogador profissional quando quer fazer média com a torcida. No fim de um dos jogos deixei todo mundo sair correndo para o bebedouro e fui ficando para trás. O Henrique me acompanhou e aproveitei a brecha para perguntar a ele sobre o amigo magrelão - vamos chamá-lo de André. Acho que disse que tinha gostado dele, ou algo parecido. Atentem para o detalhe: eu nem sabia o nome do pequeno cidadão. Eu nunca tinha ouvido a voz dele. Mas já tava gostando, dá para crer?

Depois, muitos anos mais tarde, descobri que os dois eram os melhores amigos do mundo, aliás, são amigos até hoje. Isso explica como, naquele mesmo dia, o André soube que a prima do Henrique tava afim dele. Nem preciso dizer que morri de vergonha, né? Mais vergonha ainda tive quando o cara deu um jeito de ficarmos sozinhos para perguntar se eu queria ficar com ele.

Gente, um pânico incontrolável me dominou naquele instante. Deve ter sido um dos momentos mais aflitivos da minha vida. Eu queria, mas parecia errado. Tipo um daqueles erros terríveis que a gente sabe que vai se arrepender dele para o resto da vida. Fiquei com a mão gelada, o coração batendo pesado, vontade de vomitar, tudo. Era como morrer devagarinho. E tudo isso só para responder a pergunta! Um universo de coisas e gentes (o que a minha mãe ia pensar se descobrisse?) passavam pela minha cabeça naqueles poucos segundos entre a pergunta e a minha resposta. Que foi, como vocês imaginam, ’sim’. 

Fomos para os fundos do ginásio, onde guardavam umas cadeiras velhas e todo o tipo de quinquilharias cobertas de pó. Tenho certeza que estava com cara de boi quando vai para o matadouro. Ou com cara de choro. Não lembro se rolou alguma conversa, só do moleque me abraçando e dos nossos dentes batendo desencontradamente. Na confusão do momento, não sabia se fechava os olhos ou abria a boca e onde pôr as mãos. Mas foi tudo rápido, bem rápido: o tempo suficiente para perceber que não gostava NADA daquilo de beijar na boca e fugir correndo do lugar.

Talvez só eu não tenha gostado da experiência, porque o André fez o possível e o impossível para pegar meu telefone e endereço com o Henrique e mandou várias cartinhas apaixonadas, que iam diretamente para o lixo - logo depois de lidas e relidas com as amigas, claro. Fiquei meio que traumatizada por oito meses, com aquele arrependimento de ter gasto o primeiro beijo com um menino de quem nem gostava, mas também aliviada de ter terminado com aquilo. Durante a adolescência era quase um crime nunca ter beijado na boca e os pobres BVs (vocês sabem o que significa) eram humilhados e discriminados por todo mundo. Com aquele momento de ousadia no dia das crianças, eu estava entrando na adolescência sem essa pendência, pelo menos.

Acho que essas primeiras vezes nunca são muito boas para ninguém. É difícil conter a explosiva mistura de ansiedade, vontade e vergonha, e ainda lidar bem com a pressão que amigos fazem. E acredito que foi bom não ter tido meu primeiro beijo com um cara de quem gostava. Eu teria ficado irremediavelmente apaixonada, como aconteceu com o segundo cara. E teria invariavelmente tomado um pé na bunda, como aconteceu com o segundo cara. Mas isso é história para outro post.

Movimento Blog Voluntário - 5 dicas master importantes (mentiraaaa)

Sabe aquele seu primo que acha que internet é MSN + orkut + mp3/video pornô? Ou o professor que só acessa a rede para ler a coluna do Elio Gaspari e do Diogo Mainardi antes de saírem no jornal e na revista? É meio difícil fazer esse povo entender que além disso há ainda gente como eu e você e mais uma galeeeeeera que consegue gerar e veicular informação através dos blogs. É isso mesmo, pequeno ser humano, quando você assassina o português e obriga a sua namorada a comentar no seu post sobre dicas para jogos do PS3, você está manipulando e repassando informações através da net. E isso não é crime, não, relaxa, criatura. Isso é bom, acredite.

O Movimento Blog Voluntário nasceu para trazer ao mundo online a campanha do Voluntariado Jovem, em que pessoas do mundo inteiro trabalham por 3 dias - de 25 a 27 de abril - para fazer do mundo um lugar melhor. Ok, fim da meiguice e da viadagem, cortem a musiquinha da Pequena Sereia. E você, estrupício aí do fundo! Pode ir tirando esse agasalho da Hello Kitty e mãos ao teclado! Porque VOCÊ pode ajudar a blogosfera se conseguir escrever em algum idioma aceito pela ONU - e NÃO, o miguxês NÃO tem cadeira como língua convidada.

Na verdade este post deveria ter sido postado até a meia-noite do domingo, mas no Acre (sem discussões sobre sua existência, por favor) ainda é dia 27. E para colaborar com o Movimento (sem piadas ou trocadilhos, já falei), vão ae minhas cinco dicas para melhorar um pouquinho o seu post e fazer do seu blog um blog feliz. Lindo, né?

1 - Escreva sobre o que você entende

Essa é a dica número um porque é a mais importante. Não adianta: se tu não entende de mecânica de aviões, não tente fazer um post sobre isso. Vai se perder do início ao fim e o resultado será uma pasmaceira medonha. Se manja de técnicas ninja para lavar louça em pouco tempo ou com a menor quantidade de água/detergente possível, explore isso. ‘Mas quem é que vai se interessar por isso?’ o pequeno estrupício poderia perguntar. Não se preocupe; em algum lugar do universo, alguém um dia pesquisará no Oráculo, mais conhecido por Google, algo como ‘lavar+louça poca augua deterjente como eu faço?’. E tcharaaam! Lá estará o seu blog.

2 - Deixe sua professora do primário orgulhosa uma vez na vida: escreva corretamente.

Mano, não me venha com essa história de abreviar tudo e trocar letrar e enfiar o miguxês na roda que eu sou capaz de apelar e botar a mãe no meio, falou? Escreva com seu melhor português. Coloque as vírgulas nos lugares certos, acentue as palavras necessárias, dê começo, meio e fim ao texto. Ninguém dá bola a nego que parece falar um dialeto indiano ou algo que o valha. Até porque esse negócio que tu escreve ae não é dialeto indiano nem aqui nem em Calcutá.

3 - Interaja com seus visitantes

A maior sacada dos blogs, e sua maior arma contra a imprensa convencional, a meu ver, é a interação direta com os leitores. Muito além de aproveitar essa ferramenta, você deve explorá-la ao máximo. Qualquer post meia-boca tem comentário. Use esse fio que conecta você ao leitor e se comunique com ele, mande e-mail, pergunte, visite a página do cara. E esteja preparado para comentários negativos, que discordem da sua opinião. Aceite que essa também pode ser uma vantagem: conversa em que apenas um fala e outros escutam não é conversa, é monólogo. E monólogos só são bons no teatro.

4 - Cultive uma rede de blogs amigos

Sabe aqueles caras que comentam no seu site? É bem provável que eles também tenham um cafofo. Custa dar uma visitadinha, ao menos para ver o qualéqueé? É através das redes de blogs que a informação é verdadeiramente devassada e encaminhada, como uma grande área de processamento em uma fábrica. Com seus culega você pode discutir e argumentar de maneira mais focada um determinado assunto, e ficar por dentro de tudo o que está rolando. Além disso, você gera tráfego a outros blogs, quando dispõe do link deles no seu espaço, e eles geram tráfego para o seu, fazendo o mesmo. Saca aquele lance do mutualismo, que tu viu nas aulas de Biologia no século passado? Pois é, cara, pois é.

5 - Mais! Mais, mais! Não pára! MAAIS!! Oh, yes!

Tem dois lances que irritam deveras um leitor fã de blog: ausência do autor e post pedindo desculpa pela ausência. Ficar um tempo prolongado sem postar nada faz com que seus leitores esqueçam o link do blog ali, perdido entre outros do Favoritos, largado às traças e à própria sorte, coitado.

Não tô dizendo que é preciso escrever todo-santo-dia-sem-falhar-nenhum, mas tenha periodicidade nas suas postagens. Mais que freqüência, estabeleça os dias em que haverão textos. Não é necessário informar os fiéis seguidores de que só às terças, quintas e nas quartas sextas-feiras do mês o blog terá atualizações, porque eles vão sacar naturalmente que tu só escreve ‘umas duas vezes na semana’. Se você for beeeem regular e os caras fiéis meeeesmo, vão acertar até o horário em que os textos são upados. E vão cobrar quando isso não acontecer.

****

Enfim, trastes, estas são minhas dicas. Representam mais o que observei em alguns meses de blogagem maluca do que conselhos em si, mas acho que podem ajudar alguém perdido. Certeza que dia desses o Oráculo joga aqui um pára-quedista que buscava por ‘blog dicas p/ comesar blog quanto postes eu devo faser?’ ¬¬

Ooo lá em casa! 4 - Matt Damon, Brad Pitt e George Clooney

Life

is full

 

 

 

 

 

 

 

of difficult choices.

Certeza que as estrupíciAs nem leram minha frase inspiradora… ;)

No olho da rua: minha vida como desempregada, parte 3

Continuando minha saga sobre empregos e afins, esta é a parte 3. A primeira parte está aqui e a segunda está ali.

Em março de 2006 comecei, então, a trabalhar como assistente de vendas para o exterior, que é tipo uma secretária bilíngüe menos imbecil e mais funcional - que me desculpem as secretárias bilígües, mas é verdade. Acreditem: não havia nada de difícil ou desafiador no meu trabalho, era tudo questão de treino. Aprendi rapidão as partes burocráticas e repetitivas das funções e logo estava agindo com aquela naturalidade dos que estão no mesmo cargo há anos. Eu, inclusive, fazia as mesmas caras de tédio e assumia o mesmo tom de voz modorrento dos enfadados pelo trabalho.

Sendo bastante sincera, meu trabalho era chato porque não demandava nenhum tipo de habilidade especial, requeria apenas organização, atenção e domínio dos idiomas. Aquelas que eu tinha acreditado por toda a vida serem minhas maiores qualidades eram desperdiçadas ali. O desafio diário consistia, na verdade, em aturar meu chefe.

*Atenção para uma descrição nada elogiosa*

Pense numa pessoa muito, mas muito ansiosa. Alguém que não consegue se manter sentada na cadeira e que ordena que tudo seja resolvido instantaneamente, numa tentativa de aplacar essa ansiedade. Essa pessoa é, ainda, extremamente repetitiva e consegue fazer a mesma pergunta e a mesma solicitação várias vezes ao dia, enlouquecendo o interlocutor. Pensou? Ladies and gentlemen, may I present you João, my boss.

Essas, entretanto, não eram suas únicas características absurdamente irritantes: para piorar, meu chefe, o GERENTE DE EXPORTAÇÃO, falava um inglês macarrônico BIZARRO e passava vergonha quando tinha que tentar o espanhol. Quer dizer, EU passava vergonha, porque em toda sua arrogância, João achava seu espanhol ‘muito bom’ e só me delegou a função de enviar TODOS os e-mails do departamento porque eu ‘digitava mais rápido’ ¬¬

Apesar de todas essas reclamações, meu chefe tinha algumas qualidades, também. Só que isso aqui é uma narrativa de alguém que está muito feliz de ter largado o emprego e que ainda tem sérias reclamações do chefe, então vou suprimir a parte de falar sobre as qualidades, ok? Se alguém quiser uma defesa do João que vá conversar com a mãe dele.

Além disso, como vocês devem adivinhar, minhas funções tinham aumentado bastante nesses dois anos, não só em quantidade como também no grau das reponsabilidades que tinha assumido. Quando dei por mim, estava elaborando gráficos mega complexos sobre análises de vendas e metas comerciais e cheguei ao absurdo, certa vez, de ter que redigir um contrato de distribuição. Oi? Isso é trabalho para advogados formados? Comecei a desempenhar uma série de atribuições que tinha certeza serem de responsabilidade do gerente, sem para isso ter qualquer bonificação ou aumento.

Apesar de ouvir constantes elogios e coisas do tipo ‘você se tornou indispensável para o departamento’, o valor que aparecia no holorite era exatamente o mesmo desde a contratação. Acredito que a gente se contenta com elogios e tapinhas nas costas apenas enquanto criança. Quando as contas do mês começam a depender do salário que você ganha, só congratulações não são suficientes. Resumindo, eu queria um aumento. Um belo aumento, diga-se de passagem. Se meu trabalho era assim tão formidável, queria receber o quanto achava ser justo por ele, e se aquela empresa não quisesse pagar, estava disposta a procurar por outra. A bomba estava armada e prestes a explodir.

O BUM! veio em março. Estava insatisfeita havia 12 meses exatos e passando pelas três piores semanas de que me lembrava. Trabalhava feito uma camela até as onze da noite, quase não tinha folga para almoçar e a montanha de coisas para fazer não parecia diminuir, só aumentar. E enquanto isso, o João ficava dias sem aparecer e, quando estava no escritório, ficava pelos corredores batendo papo ou passava horas assistindo a videos do Terra. Preciso repetir? Vi-de-os do Ter-ra. Pensamentos assassinos truculentos vagavam pelo meu cérebro naqueles dias.

Ao final da terceira semana estava no meu limite. Queria apenas que a sexta-feira terminasse logo para descansar e ficar livre dele por dois dias. Mas o cara conseguiu a proeza de me enfurecer mortalmente antes do dia acabar e assim decidi pedir demissão já na segunda-feira e me libertar daquilo de uma vez, nem que para isso tivesse que voltar a deixar meus currículos em escolinhas infantis.

E foi exatamente o que fiz.

Notícias que mudarão a sua vida

O Alexandre Gato Pato pediu a Stephany Brito em casamento. Levou a moça para jantar no restaurante que fica no alto da Torre Eiffel, em Paris (onde UMA garrafa de água custa cinco euros), sacou uma puta aliançona do bolso (não era aquela da Tiffany’s) e fez a famosa pergunta. Tá tudo na Contigo, gente. Fui na padaria e enquanto esperava na fila para pagar pelo pãozinho dei uma folheada rápida. Depois li no site, claro.

Enfim. Eu achei cafona. Mas acho que só eu achei cafona, certo? Ficaria mais emocionada se o cara fizesse o pedido durante uma comemoração de gol, sabe? Faz o gol, vai correndo em direção às câmeras, tira a caixinha com o anel do short e manda um ‘Rachel, casa comigo!’. Logicamente eu teria que fazer uma leitura labial da pergunta, já que não teria som. Seria mais original, mais inesperado, mais… seilá. Whatever. Certeza que ia virar hit.

Ainda assim quero desejar felicidades aos noivos, que eles cheguem a se casar, que a festa tenha cajuzinho e crocrete e que dure mais de 86 dias.

E queria também deixar uma mensagenzinha pra Stthephanny (ooooo nomezinho imbecil, hein):

PEGUEI PRIMEIRO!

Beijosmeliga.

290 km, 290 km, pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 280 km :/

Acabeeeei de chegar de viagem e estou podre. Alguém mais viajou no feriado? Juro que até a noite tem texto novo, não fiquem tristes. Aproveitem para fuçar no arquivo e assinar o feed do blog: é só clicar naquela chamadinha simpática em laranja onde se lê ’senta o dedo nessa porra de feed logo, estrupício palhaço’. E participem da promoção ‘Conheça a Rachel e ganhe $10,00′.

Seu blog já tem o logo da campanha ‘Eu prefiro jogar gamão!‘? Vá já inserir esse logo, estrupício!

E bora fazer banner, galera, que eu vou ali descansar um pouquinho ;)

A maldição das revistas femininas

Revista feminina é uma merda. Esse é uma das minhas opiniões-padrão que não consigo mudar - e olha que me esforço bastante para isso. Vá a alguma banca e procure por edições voltadas especialmente para a mulherada: a quantidade é surpreendente e continua crescendo. Entretanto, mesmo com uma gama quase infindável de títulos e estilos, elas são iguaizinhas umas às outras. Todos os meses as editoras modificam apenas o tema dos ensaios de moda e até estes estão cada vez mais repetitivos e sem graça.

Na última semana me vi tendo que esperar por um amigo durante duas horas sem ter um livro ou o Ipod para me salvarem. Fui à banquinha da esquina do trabalho dele e comprei a mais recente Maria Clara (o nome foi trocado para preservar a identidade da porcaria revista). Fazia muuuuuito tempo que não folheava uma publicação tipicamente Marisa (de mulher para mulher) e tinha me esquecido do quanto são superficiais, vulgares e inseguras. Pior: quando cheguei na casa da minha mãe dei de cara com os últimos CINCO números da tal revista, espalhadas na sala. Só por observar as capas é possível perceber que de um mês para o outro não há grandes mudanças. As idéias baratas, os chavões de mulherzinha e os clichês da época da minha avó continuam ali, firmes e fortes.

As cinco revistas trazem alguma atriz da Globo na capa. Mas não é aquela super veterana com 30 anos de teatro e dúzias de papéis como protagonistas de novela, não. São sempre moças muito jovens, muito bonitas e - me desculpem - sem nenhum tutano, sem história para contar. Vamos lá, editora da Maria Clara, você acha mesmo que eu tenho algum interesse em ler a Juliana Paes contando do episódio em que foi fotografada sem calcinha? Ou saber dos percalços da Flávia Alessandra para aprender o pole dance? Come on, people! Desde quando revista feminina precisa ser revista de fofoca, fútil e imbecil?

Virando mais algumas páginas, começam as matérias sobre relacionamentos e perrengues homem x mulher. E aí os clichês e o convencionalismo dos anos 50 tomam conta de cada linha. Numa delas são abordadas as novas regras do primeiro encontro. Oi? Regras? Querendo fazer tipo de manual com relatos de ‘usuárias’, ditam leis de comportamento para as mulheres e aplicam estatística nas respostas dos homens numa tentativa de ‘compreender o universo masculino’. E assim vendem atitude e consolo a um bando de mulher insegura a ponto de confiar e acreditar nesse naipe de leitura. ‘Não espere ele ligar no dia seguinte, ligue você’, ’se quiser transar no primeiro encontro, vá em frente’, ’não tente fazer a fina e pedir só salada: peça comida de verdade’, ‘não fale sobre relacionamentos anteriores’… enfim, todo um código de comportamentos e atitudes para no final dizerem ‘acima de tudo, seja você mesma’. Sacou a contradição

Tradicionalmente depois das matérias para desencalhar as solteironas ficam as reportagens sobre sexo. Nada muito picante ou apelativo, já que é a concorrente Velha (o nome foi trocado para preservar a identidade da porcaria revista) que dá um enfoque maior ao sexo. Tem conselhos para variar a performance entre quatro paredes, dicas de acessórios e utensílios, análises sobre o orgasmo e - lógico - mais confissões masculinas. Em nenhuma existe a sugestão, mesmo que sutil, de que sexo é como um termômetro: se vai mal, é porque o relacionamento em si vai ainda pior. Também não mandam a mulherada fazer análise ou terapia, ou trocar de parceiro, mesmo que temporariamente. Soluções simples que costumam surtir bons resultados.

Fora isso, entrevistas curtas, superficiais e desinteressantes, o oposto radical das trazidas pela Playboy, a mais famosa e popular revista masculina. Ensaios de moda mornos e pouco inovadores, truques de beleza mostrando meninas de vinte anos (sendo que a faixa etária média das leitoras é de 35 a 45), continhos estúpidos e apenas UMA única reportagem jornalística (jornalística? Tô sendo tão boazinha…) em cada número. Os temas, apesar de bons, poderiam ser mais profundamente explorados e ficaram restritos a 3 ou 4 páginas em cada revista.

Eu tento adivinhar qual o tipo de mulher que essa revista pretende atingir. Olho para mim, para minhas amigas, para minha irmã de 20 anos e minha mãe de 53 e não vejo nenhuma delas refletida ali. Quero ler entrevistas de gente que tem o que contar, quero discussões sobre o novo feminismo, quero relatos de mulheres que abandonaram a vida profissional pela maternidade e daquelas que trocaram o sonho de constituir família pela carreira de sucesso. Quero conselhos sobre investimentos financeiros, viagens radicais, novos tratamentos para o câncer de mama e de colo de útero. Quero ensaios de moda com estilistas TOTALMENTE desconhecidos, depoimentos de transexuais, dicas de mecânica de automóveis e elétrica de chuveiros!

Porque não, entrevista com a Vera Fischer ou ‘consegui virar esposa do meu amante’ não me interessam.

Que? Ressaca? Aaah, depois…

* update sóbrio: para entender toda essa pasmaceira que escrevi TOTALMENTE embriagada, leia antes ESTE POST.

Gente. Tô eu aqui. Falei que voltaria pra deixar um post pra vcs? Pois bem… 29 malucos (é mta gente, vcs com certeza me amam) quiseram falar comigo por MSN, mas neste momentoestou contando meus percalços somente pro Renan e rpro Alex, já que só eles tão online dentre os que eu quis add,

Os outros me desculpem, eu tentei mas vcs estava dormindo :P
Meu estômago tá uma merda. Nota mental: não beber tanta vodca da próxima vez. A porra da balada era de música sertaneja mas eu curti o suficiebnte. Curti basttante, na verdade. Outra nota mental: quanto foi mesmo que eu gastei ontem? Qual o nome do cara que eu bjei ontem?? Gemnte, eu beijei um cara ontem (e fiz mais lagumas coisas, hehe, sem perfuntas) mas não lembro direito o nome dele. Pedro??? Isso! Acho que é Pedro. E teve também um cara LINDOOOO que não quis nada cmigo. Recado pro cara qye não quis me bjar ontem: fiquei lá plantada, esperando vc tomar uma atitude e nada?? Vai se fuder. Peguei outro, ahahaha.  

 Enfim, vcs sabem: balada, o cara pego o meu cel, minha amiga foi embora com meu cartão de crédito, não lembor exatamente como entrei em casa, não sei o nome do outro cara que me xavecou a noite toda, bla bla bla;  Coisa s sem importância. Vou dormir e ver se me recupero até amanhã. Diz o Alex (que me add no MSN - quem não me add no MSN está perdendo mó discussão filosófica) que estou fechando um ciclo. Eu bem que podia estar fechando um ciclo sem esse gosto de cabo de gaurda-chuva na boca. E olha quye eu nem dormi ainda e JÁ estpu com gosto de cabo de gauda-chuva.

Mas enfim. Discusões filosóficas do meu MSN. quem não estava acordado na hora, perdeu todo o papo. Amanhã tem mais.

Isso aqui faz parte de uma campanha, feita só por garotos para a Papo de B~bado mas que ueestou invadindo:

Galera, mais de 5h30 da manhã. A ressaca amanhã vai ser foda.

ps: Estão me mandando tomar um banho gelado e ir pra cama. Farei isso.

ps 2: Verdade qye o Corinthians perdeu de3×1  pro Goiás??? :/

ps 3: GENTE, VINTE E NOVE PESSOAS TENTARAM ME ADD, VCS REALMENTE ME AMAM, CERTO?

UPDATE SÓBRIO: 11 horas da manhã. Acabei de acordar e vim LER o que tinha escrito porque nem isso eu lembro. Caralho, e esse gosto de cabo de guarda-chuva? Parece que comi um rato morto. Receitinhas rápidas para acabar com ressaca, favor enviar para o meu e-mail :P

Beber, cair e levantar

O que vocês estarão fazendo às 3 da manhã de hoje, estrupícios? Enfim, foi uma pergunta retórica. Não me interessa. Porque eu estarei enchendo a cara em comemoração ao último dia do meu emprego chato.

WEEEEEEEEEEEEEEE =D

Mas isso não seria motivo para um texto aqui no meio da tarde, certo? Lógico que não. Este é, na verdade, um convite a vocês. Hoje, às 3h30 da madrugada, quando voltar da balada totalmente embriagada, farei um post especial e estarei conversando com a galera pelo MSN. UMA GAROTA ÉBRIA, entenderam, estrupícios?

Os curiosos que quiserem me add no MSN devem mandar um e-mail no juraski.rachel@gmail.com até a meia-noite. Coloque ‘quero ver a Rachel digitando errado’ no campo Assunto, ok?

Portanto, estejam preparados para aquela sinceridade e troca de letras típica de gente com alto nível alcoólico no sangue. Porque eu pretendo voltar para casa INSANA.

Aguardem  

ps: quero deixar claro que escrevi este post ouvindo The Reminder, da Feist, mas que não pude parar de pensar nesse refrão bizarro que dá título ao texto. Sorry, periferia.

Conheça a Rachel e ganhe $ 10,00

O Ricardo perguntou no post anterior por que o banner do blog mostra uma escada que conduz a um porão.

Pois bem. Os estrupícios que me acompanham há mais tempo talvez se lembrem de quando estreiamos esse banner; foi em 12 de dezembro de 2007. Passei coisa de um mês matutando sobre o bendito cabeçalho do blog. Fiz umas buscas por fotos mas nada me agradava: só achava imagem clichê ou com apelo sexual. E, sinceramente, num blog com esse nome, a última coisa que preciso é de um banner com motivos sexuais. Já me basta o monte de pára-quedista que o Google manda para cá só porque tenho categorias tipo ‘caralhoputaquepariu’ e ‘caras gostosos’ ¬¬

Enfim, quando estava quase desistindo, dei de cara com essa foto. Achei que passava uma mensagem de esconderijo, um local secreto e escuro onde coisas pouco ortodoxas tomariam conta. Ok, ok, isso só faz sentido na minha cabeça, admito. Mas a porra do blog é meu e eu gostei e se eu não jogar levo a bola embora. Humpf. Gente, vocês têm que entender que eu já tava desesperada pensando nesse banner. Cheguei a trocar o tema do Wordpress que veste o site e alguns desavisados encontraram o Coisa Errada com fundo preto o.O – ainda bem que o susto só durou algumas horas. No fim o cansaço me venceu e acabei usando essa foto mesmo.

É claaaaro que não fui eu quem trabalhou a imagem no Photoshop para que ela ficasse assim, perfeitinha, com o nome do blog no cantinho, em fonte bonitinha. Eu só escolhi a imagem e o Doda, gente boníssima como sempre, quebrou esse puta galho (vão lá na blog dele AGORA e digam ‘obrigado, Doda, por fazer o banner do blog da Rachel, ficoulindobeijoabraço). Porque se dependesse da manha de moi com editores de imagem, até a calopsita do meu primo que nem dedos tem me daria um baile.  

Concordo que é hora de mudar novamente. Essa imagem já cansou, precisamos de outra. Por isso, tenho uma proposta sensacional para meus queridos fiéis leitores estrupícios: vocês irão elaborar E escolher o novo banner do Coisa Errada. Calma, calma, além de um link e um texto com mil agradecimentos, eu pretendo também pagar. Em cash, nada de escambos esquisitos como fotos, beijinho-da-Xuxa ou whatever.

Poderão ser usadas imagens, fontes ou a combinação de ambos para a montagem do banner. Enviem-me as peças por e-mail até 15 de maio, meia-noite. Os três trabalhos mais legais serão votados pelo restante da galera e o sortudo vencedor receberá em casa um cheque meu no valor de R$ 10,00 (dez reais). Olha que luxo? Deish conto, gente! E num papelzinho do banco dizendo que EU mandei para você! E se o cara ou a garota morar na cidade de São Paulo, entregarei pessoalmente o valioso prêmio. Prometo tirar fotos do momento e honrar o restante dos estrupícios com esses flashes exclusivos.  

Ao invés de ficar de vadiagem pela internet sem objetivo nenhum, vá fazer um banner pro blog. Quem sabe eu não te convido para um café e tu ainda ganha deizão?