Monthly Archive for Dezembro, 2007

Those things no one likes to talk about

Desconfio de gente que bota “a vida” no item passions do orkut. Será que elas nunca tiveram um período tão ruim que desejaram que tudo se acabasse logo de uma vez? Ou ainda: que simplesmente não tivesse começado?

Odeio pessoas lerdas. Lerdas no trânsito, lerdas para responder e-mails, lerdas na fila do restaurante. E inseguros, aqueles que não têm certeza do que querem fazer no final de semana, ou se gostam mais de The Cure ao invés de The Jesus and Mary Chain. E dos imbecis que insistem em dizer que Efeito Borboleta foi um dos melhores filmes da vida. Nem tenho o que comentar sobre o que parece ter sido 5 adolescentes bêbados e ignorantes como roteiristas e que conseguiu verba para ser produzido.

Tenho dó de leitores de Nietzsche. O homem tem um puta obra literária sendo estuprada por todo e qualquer babão metido a intelectual. É um atentado, uma tremenda falta de respeito com o autor ler seus livros, não entender lhufas (porque, afinal de contas, não é todo mundo que entende Nietzsche - e eu não estou dizendo que o entendi) e sair pór aí bradando aos 4 ventos sobre o niilismo e sua profunda importância no pensamento ocidental.

Aliás, dá nojo julgamento de caráter a partir do conhecimento literário alheio. Acho Orwell uma enrolação: o cara podia terminar cada livro em 15 ou 20 páginas, mas fica esticando o assunto até a beira do insuportável e a gráfica avisar que sim, ele chegou na 100ª. Schopenhauer é um esnobe prepotente que consegue falar mal de meio mundo num único parágrafo. Não se pode pensar muito, nem escrever muito, nem ler muito… o que é permitido, então, porra?

Eu não gosto de Monty Python. Eu não entendo Magnólia (o que é aquela chuva de sapos, afterall?). Tentei, mas não consigo ver a genilidade dos Beatles.

Não acredito em deus, nem no casamento, nem na família, nem no comunismo. Enfim, o que sou eu?

E um 2008 cheio de prozac para todos vocês.

Eu não sirvo para crítica de cinema

Estou de férias do trabalho até dia 08 de janeiro. E tenho aproveitado esses dias livres com sol e céu claro como uma desempregada depressiva: dormindo, comendo e assistindo a filmes da tv a cabo. Eu sei, eu sei, poderia estar fazendo coisas muito melhores, como tostar ao sol à beira da piscina do clube, ir à academia e começar o programa de corrida, ler mais alguns livros da quase infinita biblioteca da minha mãe… mas não: estou entupindo minhas artérias com comida gordurosa, ganhando alguns quilos e matando meus últimos neurônios com filmes idiotas. A gente precisa disso de vez em quando, porra! Prontofalei.

Mas alguns realmente salvam. Maria Antonieta, por exemplo, é impecável: figurino (realmente vale o Oscar e mais alguns prêmios), trilha sonora (OMG, preciso baixá-la agora!), enredo… enfim, Sophia Coppola como sempre acertou a mão.

Também assisti a Minha Vida Sem Mim, que é terrivelmente triste e me fez ir dormir com o rosto inchado e os olhos vermelhos de tanto chorar. Os atores são realmente fracos, mas a direção de fotografia e a simplicidade (para não dizer ignorância) da personagem principal Ann comeveram este coração de pedra.

Passei por O Virgem de 40 Anos que, apesar do que sugere o título, não é um pornô de quinta categoria - se bem que, na minha opinião, todo pornô parece ser de quinta. É uma das poucas comédias atuais que realmente me fez rir e tal. Tem um ator gordinho, Seth Rogen, que dirigiu e atuou em Ligeiramente Grávidos (filme que adoro e indico) e por quem tenho uma queda. Prontofaleidenovo.

 seth rogen cuuuuute

Ok, podem me crucificar por essa.

E revi alguns outros, como agora há pouco: Quase Famosos. Como sempre, desliguei a tv assim que começaram a subir os créditos e corri para o pc para ouvir a discografia inteeeira do Led Zeppelin, um dos efeitos colaterais que esse filme desperta em mim. 

E Mais Estranho que a Ficção. Ótimo, excelente, adoro filmes sobre escritores e tal.

O que me faz lembrar que preciso rever As Horas. E reler Mrs. Dalloway, claro.

Depois conto sobre o que ando lendo. Nada muito interessante, como vocês devem imaginar. E conto também o que andei assistindo e com o que não vale perder 10 minutos. Mas talvez nem valha a pena falar sobre isso…

Desejos…

Quando a II Guerra Mundial acabou, a verdadeira sensação de segunda chance tomou conta do planeta. Finalmente os sobreviventes voltariam para suas famílias (ou o que havia restado delas), as cidades seriam reconstruídas, os soldados largariam as fardas e as armas. Acreditava-se que todos os erros do passado seriam esquecidos e remediados porque por um milagre a humanidade tinha uma nova oportunidade de continuar, de prosseguir. Eis o renascimento do século 20. A vida, que por 6 anos havia estado em suspenso, retornava.

O genuíno espírito de Natal (ou Hannukah) e a crença cega num futuro de amor e paz se espalharam por todo o mundo.

war is over

Neste finalzinho de 2007 gostaria que a inigualável esperança de dezembro de 1945 tomasse conta do planeta, outra vez. E que pudéssemos relembrar com o mesmo alívio e alegria o que nossos pais, avós e bisavós suspiraram naquela época: a guerra acabou. E nós ainda estamos aqui.

Mae West

Chamada da home do Ego para uma das galerias de fotos: “Grazi Massafera incendeia sambódromo”.

Não seria muito mais divertido se a frase estivesse no sentido literal? :D

Ao menos eu teria muito mais assunto aqui, em plena quinta-feira antes do natal… :/

:/

Não agüento mais essa adoração a Amy Winehouse e “Back to Black”, seu medíocre disco tratado como A descoberta musical do ano.

Chego a ter enjôo ao ver mais uma pessoa maravilhada com a moça. Vão ouvir Joni Mitchell, for god’s sake!

Nouvelle vague brasileira

Cena 1: Faltando 13 minutos para as 8 da manhã, chego de carro ao escritório. Estaciono tortamente, é óbvio. Close na minha cara esbaforida. No cabelo preso às pressas. Abro a porta e mando a pérola, digna de Confúcio:

_Alguém tem que ser torto nessa vida, para os outros se acharem retos.

Música do Neutral Milk Hotel, em acordes iniciais. Ao fundo, o vento frio nas crianças encolhidas.

Fim de cena.

Acordar cedo me faz muito mal. Estou virando filósofa de botequim sem estar no botequim.

Ne me quitte pas

Você sabe que há algo de muito errado na sua vida quando lhe oferecem uma viagem de 30 dias vagabundeando pela Europa e você precisa pensar.

E pensa no chefe, enchendo seu saco porque não estava nos planos gerais do departamento perder sua preciosa pessoa por 30 dias, naquele período. Afinal, o filho da puta não faz mais nada naquela merda sem a sua ajuda.

E pensa na porcaria das provas do MBA que serão logo após o carnaval e que você nem conseguiria estudar mesmo, mas como não tem coragem de chutar tudo de uma vez fica empurrando com a barriga.

pensa que os resultados de um teste que você fez sairão justo enquanto estiver viajando. Não há a mais remota possibilidade de você ter passado, porém apenas a idéia de algo acontecer e você não ter um computador por perto para resolver qualquer pendência drives you crazy.

E então você recusa o convite. E percebe que se tornou mais um daqueles odiáveis adultos ridículos, do tipo que você preferia morrer aos 16 a se tornar um.

L.U.X.O. de Natal

Algum leitor endinheiro se sentindo dadivoso e benevolente neste final de ano? Tenho uma super lista de 5 presentes sensacionais que eu adoraria ganhar. Claro que vou ficar contente se ganhar só um, mas ficaria 80% menos contente do que se ganhasse todos.

1 - Uma lingerie, sure, babe. Não qualquer conjunto de calcinha e sutiã, mas um La Perla, a grife italiana considerada alta-costura em lingerie. Materiais de primeira, modelos impecáveis e precinhos salgados: uma camisola de seda e renda francesa chega a R$ 1.200,00.

la perla

Eu gosto em preto ou branco, tá?

2 - Não sou fã de jóias, mas esse não dá para recusar. Já mostrei aqui em outro post mas ainda não ganhei ):

3 - A camisa do Manchester United, meu time do coração na Inglaterra.

manchester

R$ 149,90 nem tá caro, vá.

4 - Jogo de lençóis Trousseau em algodão egípcio, 300 fios por polegada, e o jogo de toalhas também em algodão egípcio, 800g cada peça. Qualidade indiscutível.

toalhas

Pra combinar com a minha cama box nova :D

5 - Agora sim, coisa simples: uma viagenzinha pela Costa Amalfitana, na Itália, região de Capri, Sorrento e Pompéia. Um lugar assim, feio.

capri

Esse hotelzinho parece simpático.

Quero só ver a lista da Lari, da Sarah e da Marina. Pouco luxo?

Vida e obra de Gloria Maria

Diz o site do Ego que a Gloria Maria (a original, não a Isabel Fillardis remake) saiu na Vogue RG (ahm? O que?) num ensaio fotográfico (o.O) e numa entrevista. Adoooooro!

gloriona

Ela disse que não bebe há 12 anos, não fuma há 20 e não usa drogas há 18. Certo. E não faz séquiço há uns 30 também, né Gloriona? Porque, quérida, na sua situação, pra que séquiço? Não pode tomar uma biritinha, fumar um cigarro pós petit mort, nem apertar unzinho? Deve tá vivendo de chuchu orgânico, água flavorizada e consolo de borracha. Sai dessa, menina! Bota uma calça Gang, um saltão de acrílico transparente, liga pra Gracyanne Barbosa (vulgo Noiva do Chuck Belo) e bora pro pagode, beber Schin e comer porção de frango a passarinho! Certeza que no fim cê sai acompanhada duns 3 motoboys, amiga.

Na mesma matéria, Gloriona jura que quando se aposentar quer viajar e viver numa aldeia na China. Aí a gente lê isso e fica achando um super desapego da parte dela querer sair do apê maravilhoso na zona sul do Rio para morar numa casinha de sapê na zona rural chinesa, sem esgoto, água encanada, ar condicionado nem veneno pra mosquito, sem uma manicure decente num raio de 2000 km, sem entender porra nenhuma de chinês, comendo arroz papado e dormindo em esteira de palha. Enfim, uma vida miserável. Mas a Gloriona falou, a gente acha chique demás e pensa em sair por aí dizendo o mesmo (mas muda o país pra tipo, Laos).

Gente! Imagina! Gloriona estava só dando uma gozadinha com a sua cara e com a dos editores da Vogue RG (ahm? O que?). O Ego entrega tudo num link logo abaixo: “Consumista assumida: Gloria Maria tem 5 cartões de crédito e diz que vive no vermelho“, de 27 de novembro. O que? Perdeu a vontade de viver no Laos e trocar correspondência com a Gloriona? Vai vendo, malandrão.

Na entrevista Gloriona diz que toma 60 pílulas já no café da manhã, para manter a forma e rejuvenescer. Fala que vocês acreditaram de novo? Deve ser tudo jujuba, galera! Balinha de goma, pastilha Garoto. 

O pior é que a matéria é cheia de contradição. Gloriona afirma que gasta os tubos, principalmente com camiseta branca (oi?) e supermercado (oooi?) E jujuba, que ela esqueceu de mencionar, claro. Mas aí, no parágrafo seguinte, ela diz que seus maiores bens de consumo são culturais, como livros e música. Realmente, CD é caro. Dá pra torrar o que, uns 200 conto por mês em CD que preste?

Para finalizar a patacoada, Gloriona não se preocupa com dinheiro (5 cartões de crédito? Oi?): “Me preocupo com saúde, amor e em ser uma pessoa legal”. Acuda, Santo Protetor das Pessoas Legais! Há coisa mais Calypso que solteirona convicta falando que se preocupa com amor? Amor de quem, bem? Do consolo de borracha, só se for.

E Gloriona, quérida… comer um saco de jujuba antes do café não é se preocupar com saúde, não, viu. Definitivamente.

update: tem um texto semelhante no Te dou um dado?. O Ego realmente se complicou colocando entrevistas cotnraditórias com links recíprocos…

Banner!

Fazia um tempo que andava pensando no cabeçalho do blog. Minha idéia inicial era fazer uma montagem de diversas imagens e mandar lá o nome, por cima de tudo. Depois desisti: ficar pela internet caçando imagens que não sejam clichês requer muita paciência e boas fontes. 

Aí sugeriram que fosse utilizada apenas uma imagem, que tivesse a ver com o blog, claro. Fucei por várias fotos no Flickr, escolhi uma mas depois fiquei brigando com os temas oferecidos pelo Wordpress. Ou eram muito escuros, o que restringe o tipo de imagem a ser usada no cabeçalho; ou são temas “femininos”, com flores e motivos cálidos; ou trazem o título sobreposto ao cabeçalho, o que simplesmente mata os dois. 

Enfim, fiquei trocando de tema o dia todo, experimentando os possíveis. Acabei retornando ao original, sem banner e sem saco.

Aí, o Doda, que manja infinitamente mais de Photoshop e dessas coisas publicitárias, se ofereceu para trabalhar a imagem que eu havia escolhido inicialmente. E montou esse SUPER cabeçalho profissional aí em cima. Não sei vocês, mas eu adorei. Ficou simples, bem feito e harmonioso com o restante.

Acho que ele aceita encomendas, viu?